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Mastino Napoletano Petclube são cães para nossa família e NÃO para Venda.
Cão Poderoso e Forte, Amigo Incondicional da Família, retribuindo com sua própria vida os cuidados de seus donos.

Mastim Napolitano ou Mastino Napoletano
É um cão molosso descendente dos cães de guerra dos romanos e nas linhas mais carregada dos "Pugnaces Britannie", trazidos da Inglaterra pelos soldados romanos.
Columela orador da antiga Roma cita "o cão guardião da casa deve ser preto, ou escuro, para atemorizar o ladrão de dia e poder atacá-lo à noite, sem ser visto. A cabeça é tão importante que se apresenta como a parte mais importante do corpo, as orelhas são caídas e pendem para a frente..."
Sua larga aceitação deve-se ao fato de ser exímio cão de guarda, que prescinde de qualquer adestramento.
Um bom Mastino Napoletano apresenta expressão de ferocidade para de defender seu dono.
"È uma opção segura para empresários e pais de família que necessitam uma guarda intimidatória de suas propriedades, pos é um animal incorruptível, sendo um método confirmado desde o antigo Coliseu ", comenta Amichetti, precisamos no Brasil começar um trabalho criterioso de seleção, como tem feito o Sr Giuliano do Canil Del Gheno na Itália que tem feito o controle de displasia de seus cães.
Como ele age na guarda e proteção natural de sua familia e território
Sendo excessivamente massudo, parrudo, forte e imponente um "mastino originale", segundo o criador Claudio Amichetti, se coloca de frente de qualquer situação nova, nunca recua, mesmo que seja apenas para verificar um acontecimento, seja o estouro de um pneu, bombinha ou o caminhão de lixo que apareça em frente seu território de guarda.
Possui apego natural ao seu dono, crianças da família e a sua propriedade fazendo com que o Mastino demonstre aversão à estranhos,
Isso se apresenta em sua expressão desmesuradamente imponente que mete "paura" a qualquer um, intimidando tourose ursos comentava entusiasmado "nonno" Mario Amichetti, capo da famiglia, deixando o incentivo da próspera criação de cães para seus filhos, netos, e bisnetos.
Cão de guarda por excelência
O Mastino Napoletano é um cão bastante ágil, considerando-se que é bastante pesado - pesa de 55 à 95 Kg.
Fazer amizade com um Mastino é uma experiência gratificante, ja adquiri exemplares adultos, demorou para construirmos confiança, mas depois de um tempo isso se tornou tão sólido como nenhuma outra raça jamais se me apresentou, fala Claudio Amichetti Jr de Juquitiba.

Origem e História
Diferentes teorias tentam esclarecer a origem do Mastim Napolitano.
Uma acredita que os primeiros Mastins ou Mastiffs asiáticos tenham sido trazidos à Grécia por Alexandre, o Grande.
A outra diz que os ancestrais do Mastim Napolitano chegaram à Inglaterra trazidos pelos fenícios.
Em 1949, o Ente Nazionale Cinofilo Italiano reconheceu oficialmente a raça
Na Itália é conhecido como Mastino Napoletano, aqui traduzindo para o nosso idioma o trataremos de Mastim Napolitano, como nos Estados Unidos o tratam dea Neopolitan Mastiff, na França de Mastim a Nâmples, na Espanha de Mastín Napolitano.
A história do aparecimento do Mastim é muito anterior a vinda de Jesus Cristo, entre o período de 200 A.C. até 400 anos mais tarde, este belicoso cão passou a ser denominado de Molasser.
Alexandre o Grande e Xeres foram proprietários de Mastins.
Mas foi entre os romanos que os cães foram mais valorizados e exaltados, quando passaram a utiliza-los nas arenas para participarem de sangrentos combates com leões, também era utilizado em lutas contra outros Mastins, Ursos, Touros, Hienas, Babuinos e foram por longos anos utilizados nas guerras.
Imperadores tiveram um mastin junto como símbolo de poderio. Entre várias batalhas em que este animal foi empregado, temos a citar por exemplo a invasão da Helvetia pela legiões romanas.
Canile Amichetti NÃO TEMOS FILHOTES disponíveis para venda
Padrão oficial da raça
CBKC nº 197a de 11/04/94.
FCI nº 197f de 19/11/91.
País de Origem: Itália (Napole)
Nome no país de origem: Mastino Napoletano
Aparência Geral: de porte grande e conformação de um broquimorfo, cujo comprimento do tronco é maior que a altura na cernelha.
Proporções importantes:
Altura na cernelha: machos de 65 a 73* cm.; fêmeas de 60 a 68 cm. (* o clube especializado da raça na Itália diz que a medida 73 cm. para machos está errada, valendo os dados do item Talhe).
Comprimento do tronco: 10% maior que a altura na cernelha.
Cabeça: 30% da altura, aproximadamente.
Relação crânio-focinho: 2 por 1
Comportamento e caráter: caráter firme, leal, sem ser mordaz ou agressivo injustificadamente, defensor da propriedade e das pessoas assumindo sempre um comportamento vigilante, inteligente, nobre e majestoso.
Cabeça: braquicefálica, massuda, com o crânio largo na altura dos zigomas, seu comprimento total atinge cerca de 30% da altura na cernelha. Pele abundante com rugas e pregas, das quais, partindo do canto distal externo da pálpebra, surge uma prega típica e bem marcada indo até a comissura labial. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas.
Crânio: largo e achatado, particularmente entre as orelhas e ligeiramente convexo na região anterior. As arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas
com músculos planos. A largura é maior que 50% do comprimento total da cabeça. As arcadas superciliares são muito desenvolvidas, a sutura metópica é marcada, a apófise occipital apenas marcada.
Região Facial:
Trufa: sobre a mesma linha da cana nasal sem projetar-se além da linha anterior dos lábios; deve ser volumosa com narinas grandes e bem abertas. A pigmentação acompanha a da pelagem: preta nos exemplares pretos, escura nos de outras cores e marrom nos de pelagem mogno.
Focinho: muito largo e profundo, seu comprimento corresponde ao da cana nasal, sendo próximo a 33% do comprimento total da cabeça. As faces laterais são paralelas, de maneira que, visto de frente, dá ao focinho uma forma, praticamente, quadrada.
Lábios: de pele pesada, espessa e abundante. Visto de frente, os lábios formam um "V" invertido. A linha inferior do focinho é formada pelo contorno do lábio superior. Sendo o ponto mais baixo a comissura labial, situada na vertical do canto externo do olho, com as mucosas visíveis.
Maxilares: forte, com ossos mandibulares bem robustos e arcadas dentárias perfeitamente encaixadas. A mandíbula deve ser bem larga com incisivos alinhados.
Dentes: brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente completos. Os incisivos do maxilar tocam com sua face posterior , a face anterior dos incisivos da mandíbula (mordedura em tesoura).
Olhos: de inserção frontal, bem afastados e ligeiramente aprofundados, com o contorno das pálpebras tendendo ao redondo. A cor da íris acompanha a cor da pelagem.
Orelhas: em relação do talhe do cão, são pequenas, de formato triangular, inseridas acima das arcadas zigomáticas. Quando inteiras, são achatadas e portadas pendentes e rente às faces, quando operadas formam um triângulo quase equilátero.
Pescoço:
Perfil: linha superior levemente arqueada.
Comprimento: em torno de 28% da altura da cernelha.
Forma: de tronco de cone e bem musculado, o perímetro, na metade do seu comprimento, é igual a 80% da altura na cernelha.
Pele: a linha inferior do pescoço é rica em peles soltas que formam uma barbela dupla, menos abundante, começa logo atrás da mandíbula e termina na metade do comprimento do pescoço.
Tronco: o comprimento do tronco ultrapassa a altura da cernelha em 10%.
Linha superior: a linha superior do dorso é reta, onde a cernelha se apresenta larga, longa e não muito elevada.
Dorso: largo de comprimento em torno de 33% da altura da cernelha. A região lombar deve fundir-se harmoniosamente com o dorso, pela musculatura de largura bem desenvolvida. Caixa torácica ampla, com costelas longas e bem arqueadas. O perímetro torácico ultrapassa em 25% a altura na cernelha (altura + 25%).
Garupa: larga, robusta e bem musculada. Com angulação em torno de 30°. Comprimento igual a 30% da altura na cernelha. Ancas proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.
Peito: largo, amplo com os músculos peitorais bem desenvolvidos. A largura está em relação direta com a do tórax atingindo os 40% a 45% da altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no mesmo nível da ponta do ombro.
Cauda: com base larga, grossa na raiz; robusta, adelgando-se ligeiramente, para a ponta. O comprimento atinge o nível dos jarretes. Amputada, a cerca de 66% do seu comprimento, portanto permanece cerca de 33%. Em repouso é portada pendente e em cimitarra; em movimento, eleva-se até a horizontal, ou um pouco mais do alto do dorso.
Membros anteriores: em conjunto, os aprumos vistos de qualquer ângulo são verticais com uma ossatura robusta e bem proporcionada.
Ombros: de comprimento em torno de 30% da altura na cernelha fazendo um ângulo de 50º a 60º com a horizontal. A musculatura é bem desenvolvida com músculos longos e bem contornados. O ângulo da articulação escápulo-humeral é de 105° a 115°.
Cotovelos: abundantemente revestidos por uma pele frouxa, trabalhando moderadamente ajustados à parede torácica.
Antebraços: de comprimento quase igual ao do braço em posição perfeitamente vertical, dotado de uma ossatura robusta e de uma musculatura seca e bem desenvolvida.
Carpo: articulado na vertical do antebraço, bem largo, seco e liso.
Metacarpo: chato, articulado no prumo do antebraço. Inclinado em torno de 70° a 75° com a horizontal. De comprimento aproximado de 16,5% do comprimento do membro, do solo ao cotovelo.
Pata: redonda, volumosa, com os dedos bem arqueados e bem fechados. Almofadas plantares secas, solas duras e bem pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Membros posteriores: no conjunto são robustos e poderosos, cuja proporção assegura a propulsão necessária ao movimento.
Coxa: medindo 33% da altura na cernelha fazendo um ângulo em torno de 60° com a horizontal. Larga com músculos grossos e proeminentes, claramente evidenciados. Angulação coxo-femoral é de 90°.
Pernas: de comprimento um pouco inferior ao da coxa e anguladas de 50° a 55°, dotada de robusta ossatura em musculatura bem modelada.
Joelhos: angulação femoro-tibial em torno de 110° a 115°.
Jarretes: bem longos em relação às pernas, de comprimento igual a 25% da altura na cernelha; angulação tibio-tarsiana em torno de 140° a 145°.
Metatarso: robusto e seco, de forma quase cilíndrica; e perfeitamente a prumo. De comprimento em torno de 25% da altura na cernelha. Ergôs, eventualmente presentes deverão ser amputados.
Pata: menor que a dos anteriores, redondas, com dedos fechados. Almofadas plantares secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, recurvadas e escuras.
Movimentação: constitui uma das características típicas da raça. O passo é indolente, lento, semelhante ao do urso. O trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um bom alcance dos anteriores. O Mastino Napoletano raramente galopa. Andadura preferida: passo e trote. O chouto é tolerado.
Pele: espessa, abundante e solta em todo o corpo, particularmente na cabeça onde desenha numerosas pregas ou rugas, e na linha inferior do pescoço, aonde forma barbela.
Pelo: brilhante, denso; todos de igual comprimento, no máximo 1,5 cm., uniformemente liso e fino. Sem apresentar qualquer início de franja.
Cor: de preferência cinza, cinza-chumbo e preto, com eventuais pequenas manchas brancas no centro do antepeito e na ponta dos dedos como também, mogno, fulvo e fulvo-avermelhado (cervo). Todas as cores podem ser tigradas. O avelã, cor de rola (rolinha) e isabela.
Talhe: altura na cernelha: machos de 65 a 75 cm. e fêmeas de 60 a 68 cm., com uma tolerância de mais ou menos 02 cm.
Peso: machos de 60 a 70 quilos; fêmeas de 50 a 60 quilos.
* Nota: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
Faltas: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção da sua gravidade.
Faltas que desqualificam para o julgamento: (no exame preliminar): prognatismo pronunciado (inferior); cauda enrolada; altura fora dos limites tolerados.
Desqualificações:
Um cão imponente, robusto e protetor
O Mastim Napolitano é um cão de guarda de porte grande tem um temperamento balanceado, com devoção extrema ao seu proprietário, se tornando uma excelente companhia.
É muito forte, porém não é agressivo. e 50kg a 70kg no padrão e existem ótimos exemplares com aproximadamente 100kg.A sua altura varia entre 65 e 75 cm.
A pelagem é densa, nas cores preto, azul, cinza, mogno (raridade) e tigrado. Quando nasce, um Mastim Napolitano pesa, em média, meio quilo.
American bully tem sido considerada uma opção para aqueles que gostam do tipo forte que se impõe como intimidação na cidade diz o criador do petclube camp
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Artigos Científicos
Parasitismo por Rangelia vitalli (“nambiuvú”, peste de sangue”) em caninos
Alexandre Paulino LORETTI
Rangelia vitalli é um protozoário do filo Apicomplexa transmitido por carrapatos e que provoca uma doença em caninos conhecida popularmente como "peste de sangue", "nambiuvú" ou "febre amarela dos cães". R. vitalli afeta principalmente cães jovens das zonas rurais, em particular nas épocas mais quentes do ano, e causa anemia, icterícia, febre, esplenomegalia, aumento de volume generalizado dos linfonodos, hemorragias no trato gastrintestinal ("nambiuvú das tripas") e sangramento persistente pelas bordas e face externa das orelhas, narinas e cavidade oral. Sugere-se que Amblyomma aureolatum, o "carrapato amarelo do cão", que infesta caninos domésticos, canídeos silvestres (p. ex. graxains) e passeriformes, seja o vetor da doença. Na literatura pertinente ao assunto consta que R. vitalli ocorre em células endoteliais, hemácias e macrófagos. Todavia, não há evidências convincentes de que esse protozoário se replique no interior de eritrócitos e de células fagocitárias. Microscopicamente, a grande maioria dos pesquisadores tem observado esse parasito apenas no interior de vacúolos parasitóforos no citoplasma de células endoteliais dos capilares sangüíneos. O perfil hematológico de cães afetados por R. vitalli é consistente com o de uma anemia hemolítica extra-vascular auto-imune. A doença tem sido reproduzida através da inoculação de sangue de caninos doentes, parasitados por R. vitalli (cães com a doença espontânea), em cães experimentais, jovens, livres desse protozoário e susceptíveis a esse patógeno. O diagnóstico clínico presuntivo do parasitismo por R. vitalli em cães tem sido feito a partir do histórico, quadro clínico, hemograma e resposta favorável à terapia a base de diproprionato de imidocarb ou doxycicline ou aceturato de diminazeno associada à corticoterapia e, quando necessário, transfusão sangüínea. O diagnóstico definitivo dessa protozoose é problemático para o médico veterinário clínico de pequenos animais uma vez que R. vitalli tem sido observado apenas em esfregaços de tecidos confeccionados durante a necropsia e em cortes histológicos. R. vitalli tem sido encontrado mais freqüentemente nos linfonodos, medula óssea e plexo coróide. A maior parte dos cientistas não tem observado esse protozoário em esfregaços sangüíneos apesar de os primeiros relatos dessa enfermidade, no início do século passado, descreverem a presença do parasito no interior das hemácias. Alguns pesquisadores alegam que eritrócitos parasitados por R. vitalli ou as formas livres desse protozoário na corrente sangüínea são achados raros em especial na forma crônica da doença. Relata-se que R. vitalli seria mais facilmente observado no sangue colhido na fase inicial da infecção e que há mais chances de se recuperar o parasito e visualizá-lo em esfregaços sangüíneos quando as amostras de sangue são coletadas durante os picos febris da enfermidade. Estudos em microscopia eletrônica de transmissão e inoculações experimentais corroboram a hipótese de que R. vitalli ocorre na corrente sangüínea.
R. vitalli é um parasito intracelular que, até o presente momento, foi descrito apenas no Brasil. Apesar de a primeira descrição do parasitismo por R. vitalli ter sido feita por A. Carini em 1908, há poucos estudos a respeito desse protozoário em nosso país. Controvérsias a respeito do ciclo evolutivo e sobre a real identidade de R. vitalli povoaram o meio científico brasileiro durante muitos anos. Doenças infecciosas de cães que causam anemia, icterícia, febre, esplenomegalia, linfadenomegalia e hemorragias p. ex. babesiose canina (Babesia canis) e erlichiose canina (Ehrlichia canis) têm sido confundidas com àquela provocada por R. vitalli. Histologicamente, esse parasito intracelular tem sido confundido ao longo dos anos com outros protozoários e riquétsias que ocorrem no sangue e nos tecidos de caninos p. ex. Toxoplasma gondii, Leishmania donovani, Ehrlichia canis, Trypanosoma cruzi. Todos essas questões polêmicas e equívocos sucessivos contribuíram para que R. vitalli caísse em total descrédito no meio científico sendo abandonada pelos pesquisadores de nosso país a partir da década de 50. Assim, esse tópico desapareceu por completo dos livros e revistas científicas de medicína veterinária do Brasil apesar de diversas evidências apontarem para o fato de que esse patógeno é uma causa importante de doença clínica e morte em cães das zonas rurais no Estado do Rio Grande do Sul, Região Sul do Brasil, e de outras regiões do interior de nosso país.
Com relação ao tratamento do parasitismo por R. vitalli, deve se chamar a atenção para o fato de que o aceturato de diminazeno, uma diamidina aromática utilizada na terapia dessa protozoose, é uma droga de baixo índice terapêutico e que tem ação neurotóxica em caninos nas seguintes situações: (i) quando é administrada uma dose acima daquela recomendada pelo fabricante; (ii) quando doses terapêuticas repetidas da medicação são dadas em um intervalo de tempo inferior a seis semanas; (iii) quando apenas uma dose terapêutica é administrada em cães afetados por doenças causadas por hematozoários ou (iv) quando utilizada em animais saudáveis na dose recomendada, em uma única administração, na prevenção dessas enfermidades parasitárias. Susceptibilidades racial e individual para esse medicamento também têm sido descritas. Em caninos, a intoxicação por aceturato de diminazeno provoca encefalomalácia hemorrágica simétrica focal bilateral afetando o mesencéfalo, tálamo e cerebelo, poupando o córtex cerebral. Casos de intoxicação por aceturato de diminazeno em cães, usualmente fatais, têm sido descritos, inclusive no Estado do Rio Grande do Sul. Não se recomenda o emprego de uma diamidina aromática no tratamento do parasitismo por R. vitalli em função dos efeitos nocivos que essa droga apresenta para os cães. Adicionalmente, há outros medicamentos mais seguros que podem ser usados alternativamente no tratamento dessa doença (imidocarb ou doxycicline). No Brasil, laboratórios de medicamentos veterinários têm retirado de suas bulas a informação de que aceturato de diminazeno é indicado para a terapia de hematozoários que afetam caninos. Nos casos de intoxicação por aceturato de diminazeno em cães diagnosticados em nossa região, a epidemiologia, quadro clínico e achados de necropsia e histopatológicos dos pacientes tratados com essa droga são consistentes com aqueles observados no parasitismo por R. vitalli, com exceção da presença dos próprios parasitos no interior das células endoteliais. O tratamento desses animais com essa droga protozoocida explicaria a ausência desses protozoários nos cortes histológicos. Nesses casos, as lesões cerebrais típicas causadas pelo efeito tóxico das diamidinas no sistema nervoso central também estão presentes.
Referências:
CARINI, A. 1908. Notícias sobre zoonoses observadas no Brasil. Rev Médica São Paulo, v. 22, p. 459-462.
CARINI, A, MACIEL, J. 1914. Sobre a molestia dos cães, chamada Nambi-uvú, e o seu parasita (Rangellia vitalli). An Paul Med Cirurg, v. 3, n. 2, p. 65-71.
CENTRO DE INFORMAÇÃO TOXICOLÓGICA DO RIO GRANDE DO SUL, NÚCLEO DE ESTATÍSTICA E AVALIAÇÃO CIT-RS. 2002. Intoxicação por diaceturato de diaminodibenzamidina em cães no Estado do Rio Grande do Sul durante o ano de 2002. Informações obtidas através do e-mail <citnea@fepps.rs.gov.br> em 19 de maio, 2003.
KRAUSPENHAR, C., GRAÇA, D. 2003. Anemia hemolítica imunomediada em cães associada a protozoário. Disciplina Seminário MMV 801, PPGMV, UFSM, Santa Maria, RS. Disponível em: <http://200.132.36.23/seminários/>. Acesso em 28 de junho, 2003.
LORETTI, A.P., BARROS, S.S., CORRÊA, A.M., BREITSAMETER, I., OLIVEIRA, L.O. et al. 2003. Parasitism of dogs by Rangelia vitalli in southern Brazil: clinical, pathological and ultrastructural study. In: ENAPAVE - ENCONTRO NACIONAL DE PATOLOGIA VETERINÁRIA, XI, FMVZ - UNESP - Botucatu. Anais..., Botucatu, SP, trabalho 178.
PESTANA, B.R. 1910. O nambiuvú. Rev Med São Paulo, n. 22, p. 423-426.
REZENDE, H.E.B. 1976. Sobre a validade de Rangelia vitalli (Pestana, 1910) hemoparasito de cães no Estado do Rio de Janeiro. XV Congr Bras Med Veter. Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro, RJ, p. 159-160.
Professor Assistente III, Setor de Patologia Veterinária, Departamento de Patologia Clínica Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entendido, Claudio! Fiz as alterações na descrição da experiência do Dr. Cláudio e na sua atuação como CEO do PetClube.
Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo
O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.
Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.
Além de Juquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo como Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Tatuapé e Mooca.
Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seu espaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural, prevenindo obesidade, alergias e distúrbios metabólicos.
Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.
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PLANTAS TÓXICAS
Em nosso cotidiano, convivemos com plantas que podem ser tóxicas, as quais podem ocasionar até nossa morte, existindo algumas características quanto a intoxicação através delas.
A intoxicação pode ser aguda, que ocorre quase sempre por ingestão, geralmente crianças ou pessoas não esclarecidas. Intoxicação crônica, que decorre da ingestão continuada, acidental ou propositada de certas espécies vegetais.
Existe também a exposição crônica, evidenciada por manifestações cutâneas em decorrência do contato sistemático com vegetais. E pela utilização continuada de certas espécies vegetais sob a forma de pó para inalação, fumos ou infusões, a fim de obter efeitos alucinógenos ou entorpecentes.
As plantas que mais provocam intoxicação são as seguintes; Datura, Jatropha, Ricinus, Manihot, Dieffenbachia, Arum, Solanum, Pyracantha, Viscum, Sambucus. Na maioria dos acidentes, as vítimas são as crianças, pois a planta tem cores que são atrativas e aparentam ter um sabor agradável.
Devemos fazer uma prevenção de segurança em relação a isso, seguindo algumas regras básicas:
- Conhecer as plantas perigosas da região, residência, aspecto e pelo nome.
- Não comer plantas sem saber a procedência.
- Conservar plantas, sementes, etc., longe do alcance de crianças.
- Ensinar as crianças a não colocar nenhum objeto ou plantas na boca.
- Identificar a planta antes de comer seus frutos.
- O aquecimento ou cozimento, nem sempre destrõem a substância tóxica.
- Não tomar nenhum remédio caseiro sem antes consultar um médico.
- Evitar aspirar a fumaça de plantas que estão sendo queimadas.
- Não existem regras para práticas seguras para se distinguir plantas comestíveis das venenosas.
PLANTAS COMESTÍVEIS QUE POSSUEM TOXINAS
Em nossa dieta cotidiana, existem plantas que possuem toxinas naturais, são substâncias químicas que podem atuar como toxinas. Se forem ingeridas em quantidades excessivas, durante um tempo prolongado, armazenamento ou processamento. As plantas que podem gerar um risco por serem perigosas são as que contêm ácido oxálico, glicosinolatos, lectinas, nitratos, saponinas e solaninas.
ÁCIDO OXÁLICO
Algumas plantas como o espinafre, ápio e algumas espécies de nabos contêm ácido oxálico, o Ruibarbo (Rheum raponticum) é a principal espécie que pode causar intoxicações.
As reações pela ingestão são; irritação digestiva, inclusive dor na boca e garganta, náuseas, vômitos, diarréia e cólicas abdominais. Podem ocorrer distúrbios renais são evidenciados por proteinúria, hematúria, oxalúria, oligúria e anúria.
GLICOSINOLATOS
Algumas plantas que contêm essa substância são; cebola (Allium cepa), colza (Brassica napus), mandioca (Manihot utilissima), mostarda escura (Armoracia lapathifolia), mostarda branca (Brassica hirta), nabo (Brassica campestris), rabanete (Raphanus sativus), repolho (Brassica oleracea). O tratamento é sintomático e de suporte e monitoração das funções renais.
Os glicosinolatos são encontrados nas Crussiferae, os tiocianatos, aparecem como produtos de decomposição de isocianatos existentes nos vegetais inibem a captação de iodo pela tireóide, podendo favorecer o aparecimento do bócio. O tratamento se faz com a interrupção do consumo e uma dieta rica em iodo.
LECTINAS
As plantas que contêm esse tipo de substância são as plantas do gênero Phaseolus como; feijão comum, feijão de corda, feijão de lima, lentilha, soja, feijão fava.
As lectinas são proteínas que tem a propriedade de aglutinar eritrócitos em intensidade variável, são geralmente encontrados nas sementes, tubérculos, caules, casca, folhas e seiva. Sendo a maioria termolábil, o cozimento pode atenuar ou inativar sua ação.
Se forem ingeridos crus ou malcozidos, podem provocar náuseas, vômitos, cólicas abdominais e diarréia. O trtatamento é sintomático e de suporte.
NITRATOS
Algumas plantas como o espinafre, brócolis, couve-flor, pepino, nabo e sorgo são encontrados nitratos, que quando cozidos libera a maior parte de nitratos na água.
Os sintomas são mais observados em crianças que podem apresentar náuseas, cefaléia, vômitos. Em casos graves ocorrem distúrbios neurológicos, torpor, coma, convulsões, hipotensão arterial e disritmias. O sangue vai apresentar coloração achocolatada escura. Nos casos sintomáticos o antídoto é o azul de metileno via intravenosa.
SAPONINAS
As plantas que contêm esse tipo de substância são a alfafa, soja, beterraba, espinafre e aspargo. As saponinas são termolábeis, isto é, com o cozimento podemos atenuar ou inativar sua ação. Provocam distúrbios gastrointestinais, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia. O tratamento é sintomático e de suporte.
SOLANINAS
São encontradas geralmente nas Solanaceae, a batata é a principal planta comestível que provoca intoxicação. As folhas e caules de tomate se usados como alimento, podem contêr concentrações elevadas de solanina. Uma parte dessa toxina pode ser removida pelo cozimento.
Os sintomas causados pela intoxicação de ingestão de batatas são distúrbios digestivos, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia, sonolência, delírios. O tratamento é sintomático e de suporte.
FUNGOS TÓXICOS
Várias espécies de fungos, são geralmente contaminantes de grãos e cereais, com capacidade de sintetizar toxinas que provocam efeitos lesivos em animais de laboratório, no ser humano e nos animais utilizados na alimentação humana, chamadas de micotoxicoses.
AS AFLATOXINAS
São cumarinas substituídas contendo um núcleo deidrofurano, existindo quatro tipos mais importantes, designados pela cor da fluorescência sob a luz ultravioleta (B1 e B2, luz azul) e G1 e G2, luz verde).
O principal produtor de aflatoxina é o Aspergillus flavus, as aflatoxinas são encontradas em diversos vegetais como o amendoim, semente de algodão, castanha do Pará, pistache, ervilha, milho, trigo, centeio, aveia, arroz, gergelim, soja e batata doce. O amendoim é o mais comum por estar contaminado, devido ao seu mau armazenamento em ambientes úmidos ou poucos ventilados.
As aflatoxinas são hepatotóxicas podendo determinar proliferação de ductos biliares, infiltração gordurosa e necrose centrolobular, apresentando também atividade carcinogênica. Um dos melhores tratamentos seriam as medidas preventivas diminuindo ou terminando a exposição.
COGUMELOS TÓXICOS
Os cogumelos são saprófitas, vivendo à custa de material orgânico em decomposição ou como parasitas, à custa de organismos vivos.
Existem duas classes de importância que são:
-Basidiomycetes; caracterizam-se por micélios de organização celular e pela produção em certa fase do ciclo de um tipo especial de esporângio, o basídio, que reveste as lamelas. Uma das ordens, Hymenomycetales (Agaricales), é importante pela toxicologia que inclui várias famílias contendo espécies venenosas:
Boletaceae (Boletus sp)
Coprinaceae (Coprinus sp)
Clavariaceae (Clavaria sp)
Agaricaceae ( Lepiota sp)
Amanitaceae (amanita sp)
Tricholomataceae (Tricholoma sp)
- Ascomycetes (Gyromitra sp, Sarcosphoera sp) caracterizam-se por apresentarem células saculares chamadas ascus, que expelem esporos através de uma pequena ponta ou cobertura.
A intoxicação provocada por cogumelos, apresenta aspectos que dificultam o atendimento médico e seu estudo.
Atualmente é conhecida várias espécies tóxicas, porém os dados descritivos são referentes a espécies de outros países. Uma espécie tóxica pode produzir efeitos muito variados, pode ocorrer de uma espécie ser comestível em uma região e tóxica em outra. Alguns cogumelos podem perder as propriedades tóxicas se cozidos ou ressecados, é importante a colaboração por um botânico experiente ou então basear-se na sintomatologia do paciente.
Aparentemente as crianças são mais suscetíveis aos efeitos lesivos, sendo que qualquer que seja a toxina, os sintomas sempre iniciam-se por reações gastrointestinais. Um fator importante para um diagnóstico, é o tempo de latência que é o intervalo entre a ingestão do cogumelo e aparecimento da sintomatologia. Se o tempo de latência for inferior a duas horas(tempo de latência curto), indica intoxicação de prognóstico favorável, se for superior a seis horas(tempo de latência longo), indica que a intoxicação é grave.
- Intoxicação por tempo de latência curto:
Síndrome gastrointestinal
Síndrome alucinógena
Síndrome muscarínica
Síndrome panterínica
Síndrome copriniana
- Intoxicação por tempo de latência longo:
Síndrome faloidiana
Síndrome giromitriana
Síndrome cortinariana
ALGUMAS PLANTAS LUCINÓGENAS
ABSINTO
O absinto (Artemisia absinthum - Família Absteraceae) é uma planta herbácea, perene, de gosto amargo e odor forte peculiar, possui folhas pinadas, pubescentes, de coloração esverdeada, flores tubulosas. É geralmente utilizado como bebida alcoólica, contendo dois princípios de natureza glicosídica, um óleo essencial de cor verde intensa, aromática e de sabor pungente acre. No óleo é encontrado um princípio tóxico importante, a tujona.
O manuseio das flores pode produzir efeitos erupções cutâneas em pessoas sensíveis. A tujona é considerada estimulante neurológico, seu consumo excessivo pode provocar hiperexcitabilidade, inquietude, agitação psicomotora, alterações sensoriais e psíquicas. Pode provocar ainda tremores, fraqueza muscular, delírios, convulsões, através do consumo crônico.
COCA
A coca (Erythroxylum coca - Família Erythrxylaceae), é um arbusto que cresce em regiões tropicais e subtropicais de clima úmido, encontrada principalmente nos Andes, Bolívia e México. Atinge cerca de 1,5 m de altura, folhas pequenas de tamanho inferior a 5 cm. Existe uma outra espécie (Erythroxylum novogranatense) encontrado nas regiões montanhosas da Colômbia, norte do Peru e do Caribe, as folhas são verdes escuras, ovaladas, de ápice agudo odor delicado e sabor amargo.
As folhas de coca são utilizadas de várias formas, são geralmente mascadas, picadas, socadas ou misturadas a diversos materiais. A cocaína é geralmente inalada ou aspirada como rapé, o pó é colocado em linhas sobre uma superfície lisa e dura (por exemplo um espelho). Os efeitos euforizantes são de curta duração e seguidos de uma desagradável sensação de mal estar, então o usuário continua aspirando as diversas linhas por dias. A base livre ou crack e a pasta (produtos intermediários da extração) geralmente são fumadas sob a forma de cigarros e às vezes misturadas com tabaco e maconha. As folhas de coca possuem concentrações variáveis de cocaína que é em torno de 1%, cocaína é a benzoilmetilecgonina ou éster do ácido benzóico e uma base nitrogenada, a metilecgonina. A produção é feita colocando as folhas em tambores contendo álcalis, ácido sulfúrico, querosene e outros solventes. A cocaína é muito bem absorvida por via nasal, onde os efeitos psíquicos aparecem 15 a 30 minutos após a insuflação, por via oral também é boa mas demorada.
Os efeitos da cocaína manifestam-se em três fases:
1ª Fase
É chamada de estimulação precoce, caracterizada por euforia, hiperatividade, logorréia, inquietude, irritabilidade e distúrbios físicos, incluindo cefaléia, náuseas, vômitos, podendo ocorrer também taquicardia, hipertensão arterial, aumento da freqüência cardíaca, aumento da temperatura corporal, palidez da pele. Ainda nesta fase podem ser observados tiques, alucinações, bruxismo e quadros psicóticos.
2ª Fase
Evidencia-se tremores, hiperreflexia e convulsões tônico clônicas com comprometimento da consciência, hipertensão arterial e taquicardia, com distúrbios respiratórios marcantes com dispneia e cianose seguidas por edema agudo pulmonar e insuficiência respiratória.
3ª Fase
Essa é a fase da depressão, observada em situações mais graves, caracterizada por hiporreflexia, coma, paralisias musculares, depressão respiratória, cardíaca. Pode ocorrer o óbito na fase estimulatória tardia ou na depressiva.
COHOBA
A Cohoba ou paricá ou caboba, (Piptadenia peregrina), é uma árvore que possui o porte grande, chegando algumas a atingirem 25 m de altura, encontrada na Colômbia, Venezuela, Guianas e Norte do Brasil. As sementes eram utilizadas pelos índios para fins alucinógenos e provocar insensibilidade a dor, usada hoje como droga de abuso por determinados grupos.
Para o uso, a semente é torrada, seca ao sol e triturada, o pó é aspirado como rapé usando-se um tubo em forma de Y, onde é introduzido nas narinas. Seus efeitos são alucinações, incoordenação motora, fala trêmula, euforia, distúrbios sensoriais, alguns efeitos podem persistir como cefaléia, insônia e inquietude.
O tratamento pode ser feito através de uma supervisão do paciente e em casos mais graves o tratamento é sintomático e de suporte.
DAMA DA NOITE (Cestrum nocturnum - Família Solanaceae)
Chamada também de jasmim verde, é um arbusto, podendo atingir até 4m de altura, possui ramos sinuosos, pendentes, com folhas de pecíolos longos, inflorescências terminais ou axilares, flores sésseis, cálice campanulado, corola esverdeada ou amarela, com aroma muito agradável.
A intoxicação se dá por ingestão de folhas ou frutos, ocorrendo sintomas como náuseas, vômitos, distúrbios de comportamento, alucinações, midríase e secura de mucosas.
ALGUNS VEGETAIS BELADONADOS
Os vegetais beladonados possuem princípios ativos com propriedades anticolinérgicas, eram utilizadas na antigüidade para várias finalidades, aproximadamente existem 85 espécies difundidas nas Américas contendo dois gêneros mais importantes; o Datura e Solanum.
Saia Branca (Datura suaveolens - Família Solanaceae
Doce amarga (Solanum dulcamara - Família Solanaceae)
Erva moura (Solanum nigrum - Família Solanaceae)
Figueira do inferno (Datura stramonium - Família Solanaceae)
Peloteira (Solanum pseudocapsicum - Faília Solanaceae)
Toé (Datura insignis - Família Solanaceae)
Trombeteira roxa (Datura metel - Família Solanaceae)
OS VEGETAIS CIANOGÊNICOS
Mandioca brava (Manihot utilissima - Família Eupforbiaceae)
A mandioca brava é um vegetal cianogênico; que são espécies que mesmo pertencendo a mesma família e gêneros diferentes apresentam em comum glicosídios capazes de liberar ácido cianídrico. A mandioca brava possui alguns nomes populares como mandioca amarga, manipeba, mandioca puri, mandioca branca. As sua propriedades tóxicas sofrem influência por vários fatores, sendo morfologicamente de difícil distinção entre as variedades tóxicas e atóxicas.
Podem atingir cerca de 2 m de altura, suas raízes carnosas são usadas como alimento, o que causa muitas intoxicações por pessoas não esclarecidas, seu caule e ramos são nodosos, de coloração avermelhada apresentando cicatrizes salientes(vestígios de folhas antigas), as folhas são verdes ou vermelho arroxeadas, são alternas, palmadas, circulares com lobulação, pecíolo discreto. Seu fruto é uma noz, semelhante a mamona.
O princípio tóxico da mandioca é encontrado em toda a planta, porém é mais concentrado nas folhas e na entrecasca e no seu látex leitoso, a casca da raiz contêm de 5 a 10 vezes mais agentes tóxicos do que a polpa. Aparentemente o teor de glicosídeo e ácido cianídrico parece depender da idade da planta, altitude, natureza do solo, condições climáticas etc.
A maniotoxina, era considerado como princípio ativo, e posteriormente foi identificado como um glicosídeo cianogênico, a linamarina (glicosídeo de acetoncianidrina). A linamarina é termolábil e volátil, desse modo, o seu cozimento por fervura ao fogo direto e os processos de fabricação da farinha ou derivados são suficientes para eliminá-la, ainda assim, existe dúvida em relação a raiz, pois o teor de glicosídeos é muito grande e mesmo fervendo pode oferecer perigo.
Os sintomas pela ingestão da mandioca brava ocorrem manifestações gastrointestinais, seguidas de vômitos, náuseas, cólicas abdominais, diarréia, sonolência, irritação da mucosa respiratória, aparecem também distúrbios neurológicos como torpor e coma, convulsões, midríase.
ALGUNS VEGETAIS COM INTERESSE TOXICOLÓGICO
ALAMANDA (Allamanda cathartica - Família Apocynaceae)
É uma planta muito usada no paisagismo, encontrada no Brasil todo, é uma planta trepadeira com folhas verticiladas, ovais ou oblongas, flores campanuladas de coloração amarela ou alaranjada, o fruto é uma cápsula bivalva contendo algumas sementes.
Todas as partes da planta são tóxicas, inclusive o látex resinoso, se for ingerida causa distúrbios gastrointestinais, náuseas, cólicas abdominais, vômitos e diarréia.
AROEIRA BRAVA (Lithraea malleoides - Família Anacardiaceae)
É uma árvore que pode atingir até 7 m de altura, possui caule tortuoso de casca fina rico em tanino, é empregada na construção civil e como agente tintorial. As folhas, o lenho e a casca, possuem um princípio ativo hipersensibilizante.
Se uma pessoa entrar em contato com qualquer parte da planta ou a simples permanência perto da árvore, pode ocasionar uma dermatite caracterizada por eritema, pápulas, vesículas, bolhas.
ARREBENTA CAVALO (Solanum aculeatissimum - Família Solanaceae)
Possui outros nomes populares como, arrebenta boi, melancia de praia, juá. É uma erva sublenhosa, atinge cerca de 50 cm de altura, o caule possui espinhos retos e amarelados, folhas grandes lobadas, com espinhos grandes nos pecíolos e nas nervuras principais. As flores se agrupam em pequenos grupos formando uma figura estrelada, cálice espinhoso e corola esbranquiçada. O fruto é esférico, pálido e marcado com traços verde escuros quando imaturos, depois de maduros tem a cor amarelada ou cor de zarcão claro, as sementes são numerosas. O perigo é quando o fruto está seco, pois tem a casca suculenta muito doce, e as crianças acabam por se intoxicar.
AZEDINHA (Oxalis repens - Família Oxalidaceae)
Planta comum que possui vários nomes como trevo azêdo, trevo dágua, três corações. Sua folhas e frutos apresentam um gosto azêdo e ácido devido a presença de oxalato de potássio. A intoxicação só ocorre quando se ingere quantidades grandes do vegetal. O ácido oxálico evidencia-se como uma ação cáustica sobre todo o trato intestinal. Os sintomas notados pela intoxicação são náuseas, dor retroesternal, vômitos, diarréias, o abdômen pode apresentar-se volumoso devido a fermentação do vegetal não digerido. E nos casos mais graves ocorrem cefaléia, sonolência, torpor, coma ou convulsões.
CAJU (Anacardium occidentale - Família Anacardiaceae)
Planta muito conhecida e utilizada por muitos, sua propriedade toxicológica encontra-se na casca da semente ou no líber que provoca efeitos irritantes. A toxicidade deve-se a uma substância oleosa chamada cardol.
A mastigação ou ingestão da castanha crua, provoca uma sintomatologia digestiva intensa, que se caracteriza por dores em queimação na boca, região retroesternal ou gástrica, edema de lábios, língua e gengivas, disfagia, vômitos. A castanha assada é inócua.
CAMARÁ (lantana camara - Família Verbenaceae)
É uma planta comum em jardins, usada para montar cercas vivas, possui outros nomes como cambará, lantana espinhosa, cambará verdadeiro. É um pequeno arbusto com caule ramificado até a raiz formando muitos galhos cruzados, possui pequenos espinhos nos ramos, folhas ovais, ásperas, cheiro semelhante ao da erva cidreira, inflorescências em capítulos, flores vermelhas ou amarelas.
Os sintomas aparecem algumas horas depois de ingerida, provocando náuseas, diarréia, fraqueza, letargia, respiração lenta e difícil, fotofobia, ataxia, hiporreflexia e coma. Foram relatados casos de óbito.
CAVALINHA (Equisetum pyramidale - Família Equisetaceae)
A cavalinha, ou cauda de raposa ou cauda de cavalo, é uma planta encontrada nos brejos, atingindo cerca de 1,5 m de altura possui um caule reto e fistuloso, ramos ascendentes, numerosos, verticilados, com 7 a 9 ângulos cada vez mais curtos para a extremidade superior, folhas estreitas.
É uma planta que intoxica principalmente animais, onde ocorre intoxicação crônica caracterizada por deficiência em tiamina, provavelmente por ação de um glicosídeo, a articulina. No ser humano, não foi relatado nenhum relato.
COMIGO NINGUÉM PODE (Dieffenbachia picta - Família Araceae)
É uma planta muito cultivada por nós, geralmente cultiva-se dentro de vasos em casa, possui espesso caule ereto, folhas grandes, oblongas, vistosas, pecioladas, verde escuras, com manchas esbranquiçadas.
A sua toxicidade decorre de ráfides de oxalato de cálcio existentes no caule, folhas e látex, que agiriam por uma ação mecânica irritativa.
A ingestão de qualquer parte da planta ou somente mastiga-la, manifesta-se irritação de mucosa, edema de lábios, língua, palato com dor em queimação, sialorréia, cólicas abdominais náuseas e vômitos. Em decorrência do grande edema, a vítima fica impossibilitada de falar, ocorre afonia devido ao edema de faringe ou das cordas vocais. O contato dos olhos com o suco leitoso, provoca irritação intensa, edema, fotofobia, lacrimejamento.
COROA DE CRISTO (Euphorbia milii - Família Euphorbiaceae)
Planta usada comumente para montar cercas vivas e muito utilizada no Brasil, apresenta grande número de espátulas rígidas e pontiagudas e pequenas flores de cor vermelha, produz seiva abundante e leitosa.
Seu látex é irritante ou cáustico, os efeitos dependem do tipo de exposição, como contato com a pele do látex ou dos espinhos, o que vai causar lesões irritativas que vão desde um simples eritema até vesículas e posterior formação de pústulas. A ingestão ou mastigação de qualquer parte da planta, ocasiona lesão irritativa da mucosa bucal com edema de lábios e língua, sialorréia, disfagia, náuseas e vômitos.
O contato com os olhos ocasiona processos inflamatórios como conjuntivites e em casos mais graves, lesões da córnea com perda parcial ou total da visão.
CURARE (Strychnos toxifera - Família Loganiaceae)
O curare era utilizado por tribos indígenas e usado para caça, utilizando o veneno na ponta das flexas. O curare é uma substância resinosa, preta ou vermelho escura, ou pardo escura de sabor amargo. Admite-se a existência de diversos tipos de curare conforme a origem e modo de extração.
A intoxicação só é observada quando se ingere quantidades muito grandes, sendo a paralisia, a principal manifestação.
ESPIRRADEIRA (Nerium oleander - Família Apocynaceae)
É uma planta herbácea que atinge de 2m a 4m de altura, possui o caule cilíndrico com ramos cinzentos acastanhados, folhas opostas, pecioladas, lanceoladas, inflorescências terminais, flores geralmente rosadas, corola grande e vistosa.
Todas as suas partes são tóxicas, contendo princípios tóxicos como cardioativos, oleandrina, nerioside, folineurina. A rosagenina que é extraída da casca, é considerada extremamente tóxica de propriedades semelhantes às da estricnina, foram evidenciados também óleos voláteis, vitamina C e glicosídeos cianogênicos.
A intoxicação pode ocorrer pela ingestão de água contaminada com flores ou folhas ou chupar a flor pelo cabo. Alguns sintomas aparecem como por exemplo distúrbios gastrointestinais, náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréias. Pode ocorrer o óbito por parada cardíaca.
EUCALIPTO (Eucalyptus globulus - Família Myrtaceae)
Árvore de grande porte, atingindo mais de 15 m de altura, usada para fins industriais, possui folhas opostas, sem estípulas interpeciolares, as folhas secas tem um odor característicos e sabor amargo.
As folhas principalmente, possui óleos essenciais (misturas de eucaliptol ou cineol) e terpineol, álcoois, aldeídos e terpenos, sendo que o eucaliptol é o princípio ativo responsável pelos possíveis efeitos lesivos.
Quando se mastiga a folha, fica um sabor amargo produzindo uma sensação de calor ou queimação na boca. A ingestão excessiva de óleo essencial pode ocasionar irritação gastrointestinal provocando náuseas, vômitos, diarréia, cólicas abdominais, tontura, fraqueza, delírios. O seu manuseio pode acarretar reações alérgicas com urticária e erupções cutâneas.
FUMO (Nicotiana tabacum - Família Solanaceae)
O fumo é uma planta herbácea que pode atingir cerca de 3m de altura, possui folhas ovaladas, elípticas ou lanceoladas, flores agregadas nas extremidades dos ramos formando inflorescências, apresentando cálice cilíndrico, corola esverdeada ou rósea, fruto de forma variável.
Todas as partes do vegetal contêm nicotina, que pode ser absorvido pelo organismo pela ingestão, inalação da fumaça, mascado, inalado como rapé, etc. A concentração de nicotina em um cigarro varia de 1% até 5%, na fumaça varia muito também. Greenberg e cols., em 1952, fizeram observações sobre o conteúdo em nicotina de cigarros e charutos, observaram que na fumaça do tabaco seco tinha porcentagem bem maior que o tabaco úmido. O alcalóide é encontrado em forma pura ou então como componente de glicosídios, sendo os mais importantes a tabacicina e a tabacina, quando puro, apresenta-se na forma de um líquido volátil e incolor que escurece quando exposto ao ar e de sabor pungente acre.
É absorvido rapidamente pela mucosa bucal, gástrica, conjuntival, vaginal e retal e excretado pela urina. Não se conhece a dose letal, mas admite-se que 2 a 4 gotas de nicotina pura são suficientes para matar um adulto, 10mg pode ser fatal para uma criança.
O tratamento para intoxicação por nicotina se for grave, é obrigatório a internação do paciente na unidade de terapia intensiva (UTI), onde deve-se ficar atento aos distúrbios respiratórios.
HERA (Hedera helix - Família Araliaceae)
Planta muito utilizada para decorar ambientes residenciais, no chão pode estender-se cobrindo-o todo com sua densa folhagem, ou é encontrado preso aos muros e árvores através de raízes adventícias. Possui folhas alternas, lustrosas, verde escuras ou apresentando manchas branco acinzentada, flores pequenas, verde amareladas e o fruto é uma baga preta.
É uma planta que produz saponinas, substâncias que tem efeitos irritantes produzindo lesões celulares e modificação da permeabilidade celular. A absorção intestinal é lenta e difícil caracterizada por hemólise eritrocitária.
Se uma pessoa ingerir a hera, pode acarretar vários sintomas como cólicas, sialorréias, náuseas, vômitos, diarréia. Podem ocorrer desidratações.
JEQUIRITI (Abrus precatorius - Subfamília Papilionateae)
Planta que possui vários nomes populares como jequiriti, olho de pombo, olho de cabra, tento dos mudos, tento das américas, arvoeiro, carolida miúda, jefingo, ruti. É uma planta trepadeira de regiões litorâneas, cresce em todo o Brasil e floresce em Fevereiro, possui folhas alternas, pequenas, as sementes são ovóides com 3 a 8mm. Tem a cor vermelho com um olho preto no hilo, existindo outras variedades com sementes pretas e olho branco e vice e versa.
As sementes possuem albumina tóxica, a abrina e um ácido aminado, o N-metiltriptofano, ácido ábrico, glicirrizina e enzima lipolítica. A semente quando imatura e com o envoltório mais fino e mole, por isso mais facilmente digerida, é considerada mais tóxica, adminite-se que a toxidez aumente com o calor.
Os sintomas aparecem depois de algumas horas ou vários dias, sendo náuseas vômitos, cólicas abdominais, diarréias. Os distúrbios gastrointesinais provocam desidratações, seguidas de convulsões, choque e óbito. Foram descritos casos de óbitos em crianças com a ingestão de apenas uma semente.
JOIO (Lolium temulentum - Família Graminae)
É um capim comum, onde costuma aparecer em outras plantas cultivadas, as sementes quando maduras parecem grãos de trigo, as folhas são lanceoladas e as inflorescências espigadas.
Em suas sementes encontram-se a temulina que é um alcalóide responsável pela sua toxicidade, é admitido também que o princípio tóxico seja provocado por fungos. A intoxicação pode ocorrer quando se misturam os grãos de joio com os de trigo, cevada ou centeio, o que vai acarretar uma intoxicação por ingestão, os sintomas são náuseas, vômitos, distúrbios neurológicos (cefaléia, tonturas, vertigens, sonolência, torpor e coma, convulsões, distúrbios visuais).
JOÁ (Solanum sisymbriofolium - Família Solanaceae)
Planta conhecida popularmente como juá, joá, juá amarelo, arrebenta cavalo. É uma erva semiarbustiva, que atinge 1m de altura, possui folhas solitárias com espinhos nos pecíolos e nervuras principais, inflorescências terminais, cálice espinhoso, corola branca pouco lobada. Fruto vermelho amarelado, encontrado em todo o Brasil.
A intoxicação ocorre por ingestão que vai causar vômitos, cólicas abdominais e diarréia. Crianças que ingerem um grande número de frutos, pode ocorrer uma obstrução intestinal, a criança apresenta vômitos freqüêntes e dores abdominais, abdomên estendido.
MAMONA (Ricinus communis - Família Euphorbiaceae)
Planta comum no Brasil e encontrada nos terrenos baldios, pode ser chamada também de mamoneiro, carrapateiro, palma cristi. É um arbusto com 2m de altura, possuindo caule nodoso, ramificado, de coloração verde avermelhada ou vermelho escura, lenho brando e alvo, folhas alternas, palmatiformes, longamente pecioladas, verdes ou vermelho escuras, inflorescências terminais ou axilares, alternas, parecendo feixes de filetes reunidos. Seu fruto tem a forma de uma noz redonda, geralmente espinhosa, com 3 lojas onde se encontram a semente que é quase oval, brilhante, acinzentada e que contêm uma carúncula e amêndoa muito oleaginosa. Os frutos são indeiscentes ou seja, quando maduros estalam lançando as sementes.
As sementes da mamona contêm uma toxicoalbumina, a ricina e um corpo cristalino nitrogenado chamado ricinina. Na sua polpa também são encontrados glicoproteínas alergizantes que podem provocar dermatite alérgica, rinite e asma, o óleo de mamona não contêm ricina, ficando esta retida na torta.
1mg/Kg de ricina, pode ser letal para animais, e 0,06 a 0,18mg pode ser letal para um homem de 60 Kg, foram descritos óbitos pela ingestão de uma semente em crianças e duas sementes em adulto.
Os sintomas aparentes podem ser náuseas e queimação na garganta, vômitos, diarréia e cólicas abdominais, hipotermia, taquicardia, oligúria, sonolência, torpor e coma.O fator alergênico da semente é considerado um dos mais fortes, e quando inalado provoca reações variadas, que podem ser coriza alérgica, conjuntivite e asma brônquica. Na cidade de Bauru, SP ocorreu uma epidemia de distúrbios respiratórios asmatiformes devido a poluição atmosférica por resíduos de mamona liberados por uma fábrica de óleo, ficou conhecida como "asma de Bauru".
FLOR DE PAPAGAIO (Euphorbia pulcherrima Família Euphorbiaceae)
Planta muito usada em jardins e praças, tem um aspecto muito bonito, possui folhas verdes escuras, e uma inflorescência pequena com brácteas que podem ser vermelhas ou amarelas.
Seu látex é irritante ou cáustico, os efeitos dependem do tipo de exposição, como contato com a pele do látex , o que vai causar lesões irritativas que vão desde um simples eritema até vesículas e posterior formação de pústulas. A ingestão ou mastigação de qualquer parte da planta, ocasiona lesão irritativa da mucosa bucal com edema de lábios e língua, sialorréia, disfagia, náuseas e vômitos.
O contato com os olhos ocasiona processos inflamatórios como conjuntivites e em casos mais graves, lesões da córnea com perda parcial ou total da visão.
Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo
O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.
Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.
Além de Juquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo como Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Tatuapé e Mooca.
Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seu espaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural, prevenindo obesidade, alergias e distúrbios metabólicos.
Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.
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