Revista Científica Medico Veterinária Petclube Cães Gatos - Controle Integrado de Pragas

Controle Integrado de Pragas

Controle Integrado de Pragas

  • ZOONOSES TRANSMITIDAS POR ROEDORES: UMA ABORDAGEM INTEGRADA DE SAÚDE ÚNICA ENVOLVENDO VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, PODER PÚBLICO, CLÍNICAS VETERINÁRIAS E CONTROLE DE PRAGAS URBANAS

    PETCLUBE MEDICINA VETERINÁRIA E SAÚDE PÚBLICA

    Vigilância Epidemiológica. Saúde Única. 

    ZOONOSES TRANSMITIDAS POR ROEDORES: UMA ABORDAGEM INTEGRADA DE SAÚDE ÚNICA ENVOLVENDO VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA, PODER PÚBLICO, CLÍNICAS VETERINÁRIAS E CONTROLE DE PRAGAS

    O papel estratégico do médico veterinário no contexto da Saúde Única

    12 de maio de 2026


     

    AUTORES:

    Dr. Cláudio Amichetti Júnior — Médico Veterinário Integrativo (CRMV-SP 75.404 VT, MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP). Especialista em Nutrição Clínica de Cães e Gatos, Medicina Canabinoide, Alimentação Natural e Medicina Translacional.

    Dr. Gabriel Amichetti — Médico Veterinário (CRMV-SP 45.592 VT). Especialista em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais.

    RESUMO: Os roedores sinantrópicos — Rattus norvegicus, Rattus rattus e Mus musculus — figuram entre os mais relevantes reservatórios de agentes zoonóticos em escala global, sendo responsáveis pela transmissão de mais de 60 doenças infecciosas. A complexidade do problema demanda uma abordagem intersetorial que articule vigilância epidemiológica, poder público municipal e estadual, vigilância sanitária, centros de controle de zoonoses, clínicas veterinárias particulares e empresas de controle de pragas. Este artigo de revisão narrativa apresenta o panorama completo das zoonoses transmitidas por roedores, detalha o espectro de métodos de prevenção e controle — antirratização, desratização química (anticoagulantes de 1ª e 2ª geração, raticidas naturais), controle físico (armadilhas de captura viva, mecânicas, adesivas, eletrônicas e ultrassônicas) e Manejo Integrado de Pragas (MIP) — e descreve a atuação integrada dos diferentes atores institucionais. Destaca-se o papel do médico veterinário como articulador central dessa rede, no contexto da Saúde Única (One Health).

    Palavras-chave: Zoonoses. Roedores. Controle Integrado de Pragas. Vigilância Epidemiológica. Saúde Única. Médico Veterinário. Desratização.

    1. INTRODUÇÃO

    Os roedores sinantrópicos acompanham a civilização humana há milênios, beneficiando-se de ambientes modificados que oferecem abrigo, água e alimento em abundância. Três espécies destacam-se pela capacidade de adaptação aos centros urbanos: a ratazana ou rato-de-esgoto (Rattus norvegicus), o rato-de-telhado (Rattus rattus) e o camundongo doméstico (Mus musculus). Essas espécies não apenas causam prejuízos econômicos significativos — estimados pela Organização Mundial da Saúde em até US$ 10,00 por roedor/ano — mas também atuam como reservatórios e vetores mecânicos de mais de 60 patógenos com potencial zoonótico.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica as zoonoses transmitidas por roedores como um dos grupos de doenças infecciosas mais negligenciados, com impacto desproporcional sobre populações vulneráveis em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, a leptospirose é endêmica e apresenta caráter epidêmico sazonal associado a enchentes urbanas. A hantavirose, embora de menor incidência, atinge letalidade de 40 a 50%. A peste bubônica, historicamente devastadora, mantém focos silvestres ativos no Nordeste brasileiro.

    Tradicionalmente, o controle de roedores tem sido conduzido de forma fragmentada: o poder público municipal executa desratizações periódicas, a vigilância sanitária fiscaliza estabelecimentos, as clínicas veterinárias tratam animais acometidos, e empresas de controle de pragas atuam sob demanda. Essa abordagem setorial é insuficiente para enfrentar um problema de natureza sistêmica. O conceito de Saúde Única (One Health) — que reconhece a interdependência entre saúde humana, saúde animal e saúde ambiental — exige articulação coordenada entre todos os atores envolvidos.

    Este artigo de revisão narrativa tem por objetivos: (1) apresentar o panorama completo das zoonoses transmitidas por roedores no contexto brasileiro; (2) detalhar o espectro de métodos de prevenção e controle disponíveis; (3) descrever a atuação integrada dos atores institucionais — vigilância epidemiológica, prefeituras, vigilância sanitária, centros de controle de zoonoses, clínicas veterinárias e empresas de controle de pragas; (4) apresentar tabelas comparativas sintéticas; e (5) reafirmar o papel estratégico do médico veterinário como articulador central no contexto da Saúde Única.

    2. REVISÃO DAS ZOONOSES TRANSMITIDAS POR ROEDORES

    2.1 Classificação por agente etiológico

    As zoonoses transmitidas por roedores podem ser classificadas segundo o agente etiológico em bacterianas, virais, parasitárias e fúngicas.

    2.1.1 Zoonoses bacterianas

    Leptospirose: Causada por bactérias espiroquetas do gênero Leptospira, principalmente Leptospira interrogans sorovar Icterohaemorrhagiae. O Rattus norvegicus é o principal reservatório urbano, eliminando a leptospira pela urina de forma contínua e assintomática. A infecção humana ocorre por contato direto ou indireto com água ou solo contaminados. O quadro clínico varia desde formas oligossintomáticas até a síndrome de Weil (icterícia, insuficiência renal, hemorragias), com letalidade de 10 a 20% nas formas graves. Cães também são susceptíveis e atuam como sentinelas epidemiológicas.

    Peste bubônica: Causada por Yersinia pestis, transmitida pela picada de pulgas infectadas (Xenopsylla cheopis) de roedores. Historicamente responsável por pandemias devastadoras, a peste mantém focos naturais na Chapada do Araripe (CE, PE, PB). A forma bubônica caracteriza-se por linfadenopatia dolorosa (bubão), febre alta e toxemia. Sem tratamento, a letalidade é de 30 a 60%; com antibióticos cai para menos de 5%.

    Salmonelose: Causada por Salmonella enterica sorovares Typhimurium e Enteritidis. Roedores são portadores assintomáticos que contaminam alimentos e superfícies com suas fezes. A doença manifesta-se como gastroenterite, podendo evoluir para bacteremia em imunocomprometidos.

    Tifo murino: Causado por Rickettsia typhi, transmitido por fezes de pulgas de roedores que penetram a pele lesionada. Quadro febril inespecífico com exantema maculopapular. Subdiagnosticado no Brasil.

    Febre por mordedura de rato (Sodoku): Causada por Streptobacillus moniliformis (nas Américas) ou Spirillum minus(Ásia). Transmitida por mordedura ou arranhadura de roedores infectados. Caracteriza-se por febre recorrente, artralgia e exantema.

    Tularemia: Causada por Francisella tularensis. Roedores silvestres e lagomorfos são reservatórios. Transmissão por contato direto, ingestão de água contaminada ou artrópodes vetores. Doença rara mas potencialmente grave.

    Febre Q: Causada por Coxiella burnetii. Roedores atuam como reservatórios. Transmissão por inalação de aerossóis contaminados.

    2.1.2 Zoonoses virais

    Hantavirose: Causada por hantavírus (Orthohantavirus), família Hantaviridae. Transmitida por inalação de aerossóis de excretas de roedores silvestres (Oligoryzomys no Brasil). A Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH) apresenta pródromo febril inespecífico seguido de insuficiência respiratória aguda e edema pulmonar. Letalidade de 40 a 50% no Brasil.

    Arenavírus: Vírus RNA da família Arenaviridae, associados a roedores. Causam febres hemorrágicas como a febre de Lassa (África) e as febres hemorrágicas sul-americanas (vírus Junín, Machupo, Sabiá). Transmissão por inalação ou contato com excretas.

    Coriomeningite linfocitária (LCM): Causada pelo vírus da coriomeningite linfocitária (LCMV), família Arenaviridae. O Mus musculus é o principal reservatório. Transmissão por inalação de poeira contaminada com urina. Em imunocompetentes causa quadro gripal ou meningite asséptica; em gestantes pode causar malformações fetais.

    Febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR): Causada por hantavírus do Velho Mundo (Hantaan, Seoul, Puumala). Roedores urbanos e silvestres são reservatórios. Mais comum na Ásia e Europa.

    2.1.3 Zoonoses parasitárias

    Toxoplasmose: Causada por Toxoplasma gondii. Roedores atuam como hospedeiros intermediários. Felídeos se infectam ao predar roedores, completando o ciclo. Humanos se infectam por oocistos eliminados por felinos ou cistos em carne mal cozida.

    Triquinelose: Causada por Trichinella spiralis. Roedores atuam como reservatórios silvestres. Transmissão por ingestão de carne crua ou mal cozida contendo larvas encistadas.

    Giardíase: Causada por Giardia duodenalis. Roedores podem atuar como reservatórios, contaminando água e alimentos com cistos.

    Himenolepíase: Causada por Hymenolepis nana e Hymenolepis diminuta. Transmissão por ingestão de ovos eliminados nas fezes de roedores ou por ingestão de insetos intermediários (pulgas, besouros).

    Leishmaniose: Embora transmitida por flebotomíneos, roedores silvestres (como equimídeos e cricetídeos) são importantes reservatórios de Leishmania spp. em ciclos zoonóticos.

    Babesiose, Erliquiose e Anaplasmose: Roedores silvestres podem atuar como reservatórios de Babesia spp., Ehrlichia spp. e Anaplasma phagocytophilum, transmitidas por carrapatos.

    2.1.4 Zoonoses fúngicas e outras

    Sarna (escabiose): Causada por ácaros do gênero Sarcoptes scabiei, que podem ser transmitidos de roedores a humanos por contato direto.

    Micoses superficiais: Dermatófitos como Trichophyton mentagrophytes podem ser transmitidos por contato com roedores infectados ou suas excretas.

    TABELA 1 — PANORAMA COMPLETO DAS ZOONOSES TRANSMITIDAS POR ROEDORES

    Doença Agente Etiológico Reservatório Principal Via de Transmissão Sinais Clínicos Principais Letalidade Aprox.
    Leptospirose Leptospira interrogans R. norvegicus, cães Contato com água/solo contaminados por urina Febre, icterícia, insuficiência renal, hemorragias 10-20%
    Hantavirose (SPH) Hantavírus Oligoryzomys spp. Inalação de aerossóis de excretas Febre, mialgia, insuf. respiratória aguda, edema pulmonar 40-50%
    Peste bubônica Yersinia pestis Rattus spp. Picada de pulgas infectadas Linfadenopatia (bubão), febre, toxemia 30-60% (s/ trat.)
    Salmonelose Salmonella enterica Roedores sinantrópicos Ingestão de água/alimentos contaminados Gastroenterite, bacteremia Baixa
    Tifo murino Rickettsia typhi Rattus spp. Fezes de pulgas em pele lesionada Febre, cefaleia, mialgia, exantema <2%
    Febre por mordedura S. moniliformis Rattus spp., M. musculus Mordedura ou arranhadura Febre recorrente, artralgia, exantema Baixa
    Tularemia Francisella tularensis Roedores silvestres Contato direto, ingestão, vetores Febre, úlcera cutânea, linfadenopatia <2%
    Febre Q Coxiella burnetii Roedores, bovinos Inalação de aerossóis Febre, pneumonia, hepatite 1-2%
    Arenavírus Vírus Junín, Sabiá Roedores silvestres Inalação/contato com excretas Febre, hemorragias, choque 15-30%
    Coriomeningite LCMV Mus musculus Inalação de excretas Gripal, meningite asséptica Baixa
    Toxoplasmose Toxoplasma gondii Roedores (H.I.), felinos (H.D.) Ingestão de oocistos/cistos Assintomática; grave em gestantes Baixa
    Triquinelose Trichinella spiralis Roedores, suínos Ingestão de carne crua/mal cozida Mialgia, edema facial, febre <1%
    Giardíase Giardia duodenalis Roedores, cães Ingestão de cistos Diarreia, dor abdominal Muito baixa
    Himenolepíase Hymenolepis spp. Roedores, insetos Ingestão de ovos ou insetos Dor abdominal, diarreia Muito baixa
    Sarna Sarcoptes scabiei Roedores, cães Contato direto Prurido intenso, lesões cutâneas Muito baixa
    Dermatofitoses T. mentagrophytes Roedores Contato direto Lesões alopécicas, descamação Muito baixa
    Babesiose Babesia spp. Roedores, carrapatos Picada de carrapato Febre, anemia hemolítica Variável
    Erliquiose Ehrlichia spp. Roedores, carrapatos Picada de carrapato Febre, trombocitopenia Variável
    Leishmaniose Leishmania spp. Roedores silvestres Picada de flebotomíneo Febre, hepatoesplenomegalia Alta (visceral)

    3. MÉTODOS DE PREVENÇÃO E CONTROLE

    O controle de roedores deve ser baseado no Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina métodos preventivos, físicos, químicos e biológicos de forma estratégica e sustentável.

    3.1 Antirratização (medidas preventivas estruturais)

    A antirratização visa eliminar as condições que favorecem a penetração, instalação e proliferação de roedores:

    • Eliminação de abrigo: Vedação de frestas com cimento ou tela metálica; manutenção de forros; eliminação de entulhos; poda de vegetação.
    • Eliminação de alimento: Armazenamento em recipientes herméticos; descarte adequado de resíduos; limpeza de áreas de preparo.
    • Eliminação de água: Conserto de vazamentos; vedação de caixas d'água; limpeza de calhas.
    • Controle de acesso: Instalação de soleiras metálicas; telamento de aberturas (malha 6 mm).
     

    3.2 Controle físico e mecânico

    • Armadilhas de captura viva (gaiolas): Indicadas para áreas onde o uso de raticidas é restrito.
    • Ratoeiras mecânicas de pressão: Eficazes para camundongos; exigem iscas atrativas.
    • Armadilhas adesivas (colas): Uso restrito a situações específicas de monitoramento.
    • Armadilhas eletrônicas: Administram descarga elétrica letal; mais humanitárias.
    • Dispositivos ultrassônicos: Eficácia limitada devido à adaptação dos roedores.
     

    3.3 Controle químico

    • Anticoagulantes de 1ª geração: (Warfarina, Cumarina). Exigem múltiplas ingestões; menor risco de envenenamento secundário.
    • Anticoagulantes de 2ª geração (SGARs): (Brodifacoum, Bromadiolone). Letais em dose única; alto risco de envenenamento secundário em predadores.
    • Raticidas não anticoagulantes: Colecalciferol (Vitamina D3), Brometalina (neurotóxico) e Fosfetos metálicos (uso restrito).
    • Raticidas naturais/botânicos: Óleo de nim, capsaicina, citronela. Indicados como complemento repelente.
     

    3.4 Controle biológico

    • Predadores naturais: Gatos (para camundongos), cães terrier, corujas (Tyto furcata), gaviões e serpentes.
    • Feromônios: Atrativos sexuais para monitoramento e captura.
     

    TABELA 2 — MÉTODOS DE CONTROLE DE ROEDORES: VANTAGENS, DESVANTAGENS E APLICAÇÕES

    Método Tipo Vantagens Desvantagens Aplicação Principal
    Vedação estrutural Preventivo Permanente, atóxico Custo inicial elevado Todas as edificações
    Captura viva Físico Sem morte, sem químicos Exige inspeção diária Escolas, hospitais
    Ratoeira mecânica Físico Baixo custo Captura limitada Residências
    Armadilha adesiva Físico Fácil monitoramento Baixo bem-estar Monitoramento
    Armadilha eletrônica Físico Morte rápida Custo elevado Ambientes controlados
    Ultrassom Físico Sem toxicidade Eficácia questionável Complementar
    Anticoagulante 1ª G Químico Menor risco secundário Exige múltiplas doses Baixa resistência
    Anticoagulante 2ª G Químico Dose única, alta eficácia Alto risco secundário Infestações graves
    Raticida natural Químico nat. Baixa toxicidade Eficácia limitada Áreas verdes
    Controle biológico Biológico Sustentável Difícil controle Ambientes rurais
    Monitoramento digital Avaliação Dados em tempo real Custo elevado Indústrias

    4. DISCUSSÃO: A ATUAÇÃO INTEGRADA DOS ATORES INSTITUCIONAIS

    O controle efetivo das zoonoses transmitidas por roedores exige uma rede colaborativa formalmente estruturada entre diversos setores.

    4.1 Prefeituras Municipais: Responsáveis pela coleta de resíduos, limpeza pública e manutenção de áreas verdes. A falha no saneamento é o principal fator de proliferação.

    4.2 Vigilância Epidemiológica: Responsável pela notificação compulsória (Leptospirose, Hantavirose), investigação de surtos e análise de dados para emissão de alertas.

    4.3 Vigilância Sanitária (VISA): Fiscaliza estabelecimentos comerciais e industriais, exigindo o cumprimento da RDC 216/2004 quanto ao controle de pragas.

    4.4 Centros de Controle de Zoonoses (CCZs): Executam a desratização em áreas públicas, realizam diagnósticos laboratoriais e coordenam campanhas educativas.

    4.5 Clínicas Veterinárias Particulares: Atuam na identificação de animais sentinelas (cães com leptospirose). O clínico deve notificar casos suspeitos e orientar tutores sobre riscos ambientais.

    4.6 Empresas de Controle de Pragas: Executam o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com responsabilidade técnica, garantindo a segurança ambiental.

    4.7 O Médico Veterinário como Articulador Central: O veterinário integra conhecimentos de clínica, epidemiologia e saúde pública, sendo o profissional capaz de liderar a estratégia de Saúde Única.

    TABELA 3 — ATRIBUIÇÕES DE CADA ATOR INSTITUCIONAL

    Ator Atribuições Principais Ferramentas Importância
    Prefeitura Coleta de lixo, saneamento Legislação, máquinas Base estrutural
    Vig. Epidemiológica Notificação, análise de dados SINAN, alertas Detecção de surtos
    Vig. Sanitária Fiscalização, multas RDC 216/2004 Conformidade
    CCZ Diagnóstico, desratização Laboratório, raticidas Execução tática
    Clínicas Vet. Diagnóstico sentinela Exames, prontuários Vigilância passiva
    Empresas de Controle Aplicação de raticidas, MIP Raticidas, ARTs Execução técnica
    Médico Veterinário Articulação, direção técnica Formação multidisciplinar Nó central da rede

    5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

    As zoonoses transmitidas por roedores constituem um desafio sanitário persistente no Brasil. O controle efetivo exige uma abordagem que integre antirratização, desratização química criteriosa, controle físico e monitoramento sistemático. A articulação institucional entre prefeituras, vigilância epidemiológica, sanitária, CCZs, clínicas veterinárias e empresas de controle de pragas é indispensável. O médico veterinário emerge como o profissional capacitado para articular essa rede no contexto da Saúde Única, atuando na linha de frente da prevenção e controle.

    REFERÊNCIAS

    AZEVEDO, M. A. et al. Controle integrado de roedores em ambientes urbanos. Revista de Saúde Pública, v. 52, p. 45-52, 2018.


    BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Controle de Roedores. Brasília: FUNASA, 2002.


    BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5. ed. Brasília: SVS, 2021.


    COSTA, F.; RIBEIRO, G. S. Leptospirosis in Brazil: epidemiology and control. Emerging Infectious Diseases, v. 20, n. 1, 2014.


    MEERBURG, B. G. et al. Rodent-borne diseases and their risks for public health. Critical Reviews in Microbiology, v. 35, n. 3, 2009.


    ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Control of Neglected Zoonotic Diseases. Geneva: WHO, 2021.


    WHO. Rodent-borne diseases: global overview and control strategies. Geneva: WHO Press, 2025.


     

             

    DR. CLÁUDIO AMICHETTI JÚNIOR                                DR. GABRIEL AMICHETTI

    Local e data: São Paulo, 12 de maio de 2026