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CÃOTERAPIA x DROGAS
Amigo do homem. E da saúde
O projeto "Com bichos e sem Grilos", da seção de Zoonoses de Jundiaí, é o único a utilizar cães como elementos facilitadores no atendimento a crianças com doenças crônicas. Depois de treinados, os animais ajudam na terapia com idosos e dependentes de drogas.
RUI CARLOS AMIGONA A goldfen Sarah ajuda na terapia com dependentes químicos no Cead de Jundiaí
Tukinha, Dasha, Jade, Sarah e Tico. Estes são alguns dos nomes dos cães que fazem jus ao título de ´melhor amigo do homem´. Não importa em que situação esteja o ser humano, eles estão prontos para dar e receber carinho, tocando o coração e ajudando na recuperação de pessoas como, por exemplo, os dependentes químicos que estão em tratamento no Cead (Centro de Especialização no Tratamento de Dependência de Álcool e Drogas).
Eles aparecem todas as manhãs de sextas-feiras para participar da terapia, feita por dois grupos voluntários, há cerca de seis meses no Cead. As pessoas em tratamento conversam e brincam com os cães, que latem, pulam, fazem e recebem seus carinhos. De acordo com a psicóloga especialista em dependência química Rosângela Mota Ligieri Nunes, este é um projeto-piloto. "Eu sabia da existência deste tipo de terapia e entrei em contato com os grupos de adestramento para saber se daria para aplicar aqui."
Ansiedade controlada - "Quando estou com eles, me sinto contente. Eles são firmeza", conta o jovem Cléber Rogério Fiorezi, 19 anos, que está internado há duas semanas. Segundo ele, álcool, maconha e cocaína eram seus companheiros freqüentes, até que decidiu procurar ajuda antes de começar a consumir crack. "O maior defeito das pessoas é a curiosidade, foi assim que comecei a usar drogas", relata.
Pintando um abajur feito com jornal, Fiorezi espera pela oficina com cães. "Eu tenho um cachorro em casa. Li numa revista que os cães descobrem até doenças", comenta. Segundo Rosângela, a terapia contribui na melhora dos pacientes junto com as oficinas de artesanato, yoga, natação e capoeira. "As pessoas que estão aqui geralmente estão submetidas a ansiedade, depressão e solidão. A presença dos animais descontrai, elas brincam e até pedem para deixar os cães mais tempo por aqui", comenta. Na terapia com animais, o grupo se fecha, os cães ficam soltos e é mais uma oportunidade para que o terapeuta avalie as pessoas em tratamento.
Maria Carolina de Paula, 26 anos, está em internação intensiva (passa o dia em atividades e apenas à noite volta para casa) pela segunda vez. Ela conta que há dois anos passou pelo tratamento no Cead, mas voltou para a consumir drogas. "Da outra vez, fiquei aqui por causa da pressão da família. Agora estou aqui por vontade própria", afirma.
Após passar por todos os tipos de drogas, Maria Carolina decidiu voltar a levar uma vida normal. Para ela, os cães ajudam a perceber que a vida não é ruim. Segundo ela, é na terapia com cães que se livra do estresse. "Às vezes eu chego aqui de baixo astral e os cães logo percebem. Eles vêm até a gente e fazem um carinho. É muito bom." Em casa, Maria Carolina não tem cachorro porque mora em apartamento. "Mas eu cuido dos cachorros da rua, levo comida e água para eles."
R., 36 anos, é mãe de um menino de três anos e, por causa dele, foi para o Cead, a fim de se livrar do vício no álcool. Na roda com os cachorros, é a mais animada. "Vem, Tukinha!", chama com biscoito para cães na mão. "Acho que a gente se distrai. Me sinto bem e confiante."
Escolhidos - Os cães que participam da terapia são preparados e apresentam obediência básica para dar assistência ao trabalho desenvolvido. Segundo o adestrador e comportamentalista animal, Julio Neto, os cães passam por avaliação para saber se podem assistir idosos, crianças ou pessoas que passam por tratamento contra a dependência química. "Os animais são instrumento na mão do psicólogo", diz Neto, que trabalha há três anos com a ´cãoterapia´ e cujos cães já visitaram idosos da Cidade Vicentina e trabalharam com crianças com Síndrome de Down. O adestrador e criador Henrique Rodrigues de Oliveira diz que a intenção é atingir um número maior de entidades em Jundiaí. No entanto, os grupos necessitam de voluntários e patrocínio para que possam ampliar o trabalho. "No momento estamos limitados a poucas entidades, mas poderíamos atender muito mais", considera.
Encaminhamento - Os pacientes do Cead são encaminhados pela rede pública e passam por triagem, pelo grupo de acolhimento e grupos de referência. Segundo Rosângela, os pacientes ficam como internos no Cead durante o dia e, à noite, submetidos ao que se chama de ´internação domiciliar´. A entidade é mantida pelo Ministério da Saúde, que repassa a verba para o gestor, ou seja, a Prefeitura de Jundiaí. O Cead aceita doações e, no momento, recebe estagiários da área de saúde, como psicólogos e enfermeiros.
Como está a minha vida hoje é uma pergunta entre aqueles que estão envolvidos nessa luta?
Alguns já conhecem a famosa pizza em pedaços: o lado emocional, o lado de relacionamentos que é o lado espiritual dentro dos grupos anônimos, o lado familiar, o lado social e lazer, o lado físico e financeiro e o lado profissional ou escolar. Vejamos agora o quadro de alguém que está em equilíbrio: ele da atenção a todas as áreas da vida dele de forma proporcional, um pouquinho para cada divisão, é o quadro do ser perfeito, a pessoa perfeita faz isso. Mas como nós não somos perfeitos então qual é o nosso quadro? O lado emocional toma conta de 3/4 em detrimento da área profissional, familiar, social, lazer, física, financeira e a área do relacionamento.
Vocês querem um exemplo de até aonde vai o nosso desequilíbrio emocional? É só notar quem tem cachorro pequeno em casa. Se o familiar estiver a ponto de estourar o cachorro fica quietinho, não dá um latido. Se o dependente chega a sua casa alcoolizado ou drogado, o cachorro é o primeiro a subir em cima da cama da dona ou sair de perto dele. Só nós próprios não percebemos isso.
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Cardiomiopatia Felina
Cardiomiopatia por dilatação, Cardiomiopatia Restritiva, Cardiomiopatia hipertrófica
Cardiomiopatia Felina, Doença cardíaca, Insuficiência cardíaca.
Animais Afetados: Gatos
Visão Geral
Cardiomiopatia é o termo utilizado para descrevermos doenças do coração. Há muitos tipos de doença cardíaca, mas os gatos geralmente desenvolvem três formas diferentes delas: cardiomiopatia por dilatação, cardiomiopatia restritiva e cardiomiopatia hipertrófica.
Cada uma destas patologias é diferente uma da outra. Todas causam problemas a médio e longo prazo porque o coração se mostra incapaz de bombear um volume de sangue adequado para suprir as demandas do organismo.
Assim como em seres humanos, os felinos podem sofrer de problemas cardíacos por muito tempo antes de apresentarem sintomas de insuficiência cardíaca. A insuficiência cardíaca é uma doença grave que traz risco de vida e ocorre quando o coração se torna incapaz de bombear sangue suficiente para suprir os tecidos com o oxigênio necessário. O lado direito, o esquerdo ou ambos os lados do coração começam a falhar, causando uma série de complicações.
Uma das formas mais graves de insuficiência cardíaca ocorre quando os pulmões se enchem de líquido, formando um quadro de edema pulmonar. Esta complicação ocorre quando o lado esquerdo do coração não está bombeando eficientemente o sangue. Desenvolve-se uma pressão excessiva no local e há um extravasamento de líquido por entre os tecidos e espaços onde há ar nos pulmões. Assim, o gato começa a se afogar literalmente em seus próprios líquidos, impedindo a troca de oxigênio entre os pulmões e o sangue. Como resultado, o organismo não recebe oxigênio suficiente e os tecidos começam a morrer. Se não for corrigido a tempo, o edema pulmonar leva à insuficiência generalizada dos órgãos e à morte.
Outra complicação cardíaca em gatos é o desenvolvimento de coágulos sanguíneos, conhecidos clinicamente como tromboembolia aórtica, que geralmente se forma no coração e se desloca através da corrente sanguínea. Comumente, o coágulo se aloja no setor da artéria aorta que supre os membros posteriores, interrompendo o fluxo sanguíneo e causando um quadro de paralisia parcial ou total. A condição é extremamente dolorosa e requer atenção médica imediata. Gatos com tromboembolia aórtica tornam-se incapazes de mover as patas traseiras e podem miar de dor. A tromboembolia aórtica geralmente é indicativa de doença cardíaca grave; dois terços dos animais que apresentam o problema terão que ser submetidos à eutanásia. Os animais que sobrevivem à doença, pode apresentar reincidência.
Sinais Clínicos
Os sinais clínicos mais comuns incluem taquipnéia, perda de fôlego associada a qualquer atividade, dispnéia, tosse, anorexia, vômitos, perda de peso e letargia. Alguns animais desenvolvem paralisia nas patas traseiras, perda do tônus femoral e uma diminuição da temperatura nos membros posteriores devido ao tromboembolismo. Pode ocorrer síncope ou morte súbita do animal. Freqüentemente podemos detectar sopros no coração, taquicardia ou ruídos pulmonares anormais pela auscultação cardíaca. O gato pode ter sido submetido a stress recente como anestesia, cirurgia, estadia em canis ou similares, ou viagens de automóvel que podem ter causado o desenvolvimento do quadro de insuficiência cardíaca.
Sintomas
Os sintomas mais comuns incluem respiração acelerada, perda de fôlego em atividades que geralmente não são estressantes, dificuldade de respiração, tosse, perda de apetite, vômitos, perda de peso e desânimo. Alguns gatos podem apresentar paralisia dos membros posteriores, devido a coágulo sanguíneo formado no coração e alojado no setor da corrente sanguínea que supre as patas traseiras. Alguns gatos podem sofrer desmaios ou morrer subitamente. Às vezes, um sopro no coração, ritmo cardíaco anormal ou ruídos estranhos no pulmão podem ser detectados quando o veterinário ausculta o tórax do felino com o auxílio de estetoscópio. O gato pode ter passado por algum tipo de stress recente como anestesia, cirurgia, alojamento, ou viagens de automóvel que podem ter causado o aparecimento de sintomas de insuficiência cardíaca. Também gatos que são muito mimados e reagem a fatores externos ou animais briguentos.
Descrição
Há três tipos de doenças cardíacas que geralmente afetam os gatos, todas com grande comprometimento da saúde do felino por resultarem da incapacidade do coração de bombear o sangue apropriadamente. Cada uma das doenças é séria, mas os gatos afetados podem resistir por longos períodos, com o tratamento apropriado. Da mesma forma, com diagnóstico precoce e adoção de uma estratégia de prevenção, o veterinário pode melhorar muito a qualidade de vida do animal.
Uma modalidade de doença cardíaca do felino, a cardiomiopatia por dilatação, acontece quando uma das câmaras cardíacas cresce e se dilata como um "balão de gás". Com a dilatação, o músculo cardíaco se enfraquece tanto que perde a capacidade de se contrair com a força normal. Esta doença era muito comum antes de se descobrir que sua causa, na maioria dos casos, era a deficiência dietética de um aminoácido, a taurina. Desde que as rações comerciais passaram a ser adequadamente suplementadas com taurina, esta doença se tornou mais rara.
A cardiomiopatia hipertrófica, a forma mais comum de cardiopatia felina, ocorre quando a câmara inferior esquerda do coração, chamada de ventrículo esquerdo, se espessa e se enrijece, enquanto a câmara superior esquerda, o átrio esquerdo, aumenta de tamanho. O ventrículo esquerdo aumentado não permite que sobre espaço na câmara para que esta se encha de sangue. Assim, a cada contração, são bombeadas quantidades de sangue menores do que o normal. Além disto, o espessamento do ventrículo aumenta o consumo de sangue necessário ao suprimento do próprio coração. Se as demandas de oxigênio não são atendidas, pode ocorrer morte das células por hipóxia, o que levaria a cicatrizes cardíacas.
Uma terceira forma da doença é chamada de cardiomiopatia restritiva. Também é conhecida como cardiomiopatia intermediária por ter características tanto da cardiomiopatia por dilatação, quanto da hipertrófica. Nesta modalidade da doença, as paredes do coração do gato desenvolvem fibrose, que é a substituição do tecido cardíaco normal por tecido cicatricial . Esse tecido cicatricial faz o coração se enrijecer e ficar menos eficiente no bombeamento sanguíneo.
Ocasionalmente, gatos com doenças cardíacas desenvolvem um quadro que leva à paralisia total ou parcial dos membros posteriores. Com atendimento rápido, pode-se muitas vezes controlar este quadro clínico, mas, na maioria dos casos, estes animais terão que ser sacrificados.
Diagnóstico
Após o exame físico e a obtenção do histórico , o veterinário auscultará o coração e pulmões do animal com o estetoscópio. Depois, examinará os batimentos cardíacos e pedirá exames de sangue para determinar a presença de possíveis doenças.
Radiografias do tórax irão revelar alterações no tamanho do coração e anormalidades como edema pulmonar (líquido nos pulmões), resultante da insuficiência cardíaca. A melhor forma para o veterinário avaliar o tipo de doença cardíaca presente é uma ultra-sonografia do coração . Este teste é excelente por ser um método não-invasivo e por ser capaz de distinguir entre os diferentes tipos de doenças cardíacas. A ultra-sonografia do coração, conhecida clinicamente como ecocardiograma, pode ser realizada por um radiologista veterinário, ou outro profissional com treinamento específico para este tipo de procedimento.
Prognóstico
A duração e a qualidade de vida de um gato dependem do tipo e da gravidade da doença cardíaca existente. Nos casos de cardiomiopatia por dilatação, os gatos que respondem bem a administração de taurina e que sobrevivem às primeiras semanas de tratamento têm um bom prognóstico.
Gatos com insuficiência cardíaca geralmente têm um prognóstico de longo prazo pior do que os gatos cuja doença foi identificada antes do agravamento dos sintomas.
Muitos animais controlados com a medicação apropriada, vivem anos com a doença cardíaca sob controle. Ao identificar o tipo específico de afecção e prescrever o tratamento adequado, o médico veterinário pode ajudar os animais afetados a viver mais e com melhor qualidade de vida do que os animais que são deixados sem tratamento.
Transmissão ou Causa
Há suspeitas de um componente hereditário no aparecimento de doenças cardíacas. Os gatos Burmeses, Siameses e Abissínios fazem parte de um grupo de risco para a cardiomiopatia por dilatação. No passado, os gatos que não recebiam quantidade suficiente do aminoácido taurina geralmente desenvolviam esta forma da doença. Até que a deficiência de taurina fosse identificada como um grande problema das rações comerciais, a cardiomiopatia por dilatação era uma doença muito comum. Desde então, as rações comerciais têm sido suplementadas com taurina, tornando cada vez mais rara a cardiomiopatia por dilatação em gatos.
A cardiomiopatia hipertrófica não tem causas conhecidas.Problemas cardíacos similares aos causados pela cardiomiopatia hipertrófica podem ser causados por afecções como hipertireoidismo, hipertensão e estenose sub-aórtica.
Não há uma causa conhecida para a cardiomiopatia restritiva, apesar de haver suspeitas de que inflamações cardíacas possam ser a origem do problema. Especula-se também sobre a possível incidência do problema em animais afetados pela cardiomiopatia hipertrófica com histórico recorrente de infarto do miocárdio, o que teria levado ao surgimento de áreas de destruição do músculo cardíaco e formação de cicatrizes.
Tratamento
O tratamento das doenças cardíacas em gatos é geralmente complexo. Apenas a cardiomiopatia por dilatação devida à insuficiência de taurina é potencialmente curável. As outras afecções podem ser controladas com medicamentos e dietas, além de atividades diversificadas.
Animais muito doentes ou apresentando um quadro de insuficiência cardíaca necessitam de tratamento com oxigênio. Como o stress pode agravar as condições cardíacas, gatos com sintomas graves devem ser confinados numa gaiola e impedidos de participar de qualquer atividade. Uma vez estabilizado o quadro clínico do animal, é importante que o veterinário determine qual é o tipo específico de afecção cardíaca, para poder iniciar o tratamento apropriado; este geralmente varia de acordo com as características da doença.
Um grande número de medicamentos pode ser prescrito para felinos com doenças cardíacas. Nos caso de cardiomiopatia por dilatação, pode-se administrar taurina . Se a doença responder ao tratamento com o aminoácido e o gato sobreviver as primeiras semanas de tratamento, após poucos meses, poderemos suspender a medicação.
Se houver líquido nos pulmões em decorrência da incapacidade do coração de bombear corretamente o sangue, um diurético será prescrito para auxiliar na desobstrução dos pulmões. Há disponível no mercado, medicamentos adicionais para relaxar o gato, estabilizar os batimentos cardíacos, e regular a intensidade e a velocidade das contrações cardíacas. O tipo de tratamento muitas vezes depende das complicações existentes. Em alguns casos, o veterinário indicará um colega médico veterinário especializado em cardiologia para que seja feito um diagnóstico mais preciso e para ajudar na implantação do plano inicial de tratamento.
Gatos que desenvolvem coágulos sanguíneos e posterior paralisia dos membros traseiros, em virtude de afecção cardíaca, necessitarão de medicação específica para a doença, para controlar a dor e para melhorar o fluxo de sangue para os membros traseiros e reduzir o perigo de formação de novos coágulos. Em casos raros, pode-se recomendar a cirurgia para remoção do coágulo, mas esta tem alto grau de risco. Existem empresas de medicamentos pesquisando novas drogas para a dissolução de coágulos. Estas drogas devem ser usadas com cuidado e em momentos muito específicos. Além do mais, o tratamento é muito caro e o percentual de êxito é desconhecido. Estudos anteriores indicaram uma taxa alta de óbitos. Novas tentativas, entretanto, têm sido feitas em várias universidades e instituições de pesquisa.
Prevenção
O emprego de ração felina de boa qualidade, com o nível apropriado do aminoácido taurina ajuda a evitar a cardiomiopatia por dilatação, causada por deficiência nutricional. A maioria das rações para felinos geralmente contém boa quantidade do aminoácido em questão, mas os gatos que recebem dieta caseira ou que não comem ração podem necessitar de suplementação. Gatos com afecções cardíacas devem ser poupados de situações de stress que sobrecarreguem o coração. Esta sobrecarga poderia "ultrapassar os limites" e levar a sérias complicações, inclusive insuficiência cardíaca.Leia mais: http://www.renalvet.com.br/cardiologia/cardiomiopatia-
PetClube Amigo e a Medicina Veterinária
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Giardia é um protozoário (organismo unicelular) que vive no intestino delgado de cães e gatos. Esse parasita é encontrado em todo o mundo e a sua infestação é denominada de Giardíase.Há muitas coisas que não sabemos sobre este parasita. Especialistas não concordam com quantas espécies de Giardia existem e quais afetam os animais. Veterinários nem sequer chegam a acordo sobre o quão comum são as infecções de Giardia e como devem ser tratadas. Geralmente, acredita-se que a infecção por Giardia é comum, mas a doença é rara.
Reprodução e Contaminação
A Giardia se multiplica por divisão.Um cão é infectado por comer o parasita em forma de cisto. No intestino delgado, o cisto se rompe e liberta uma forma ativa uma chamada trofozoíto. Estes possuem flagelos, especie de fios com mobilidade que os faz de locomoverem.
Eles se fixam à parede intestinal e se reproduzem dividindo-se em dois. Depois de um número desconhecido de divisões, em algum momento, em um local desconhecido, essa forma desenvolve um muro em torno de si (encysts) e é sai pelas fezes. A Giardia nas fezes pode contaminar o meio ambiente e água e infectar outros animais e pessoas.Quais são os sinais de uma infecção por Giardia?A maioria das infecções com Giardia são assintomáticos. Nos raros casos em que a doença ocorre, animais mais jovens são geralmente afetados, e o sinal mais comum é a diarréia.
A diarréia pode ser aguda, intermitente ou crônica. Normalmente, os animais infectados não perdem o apetite, mas podem perder peso. As fezes são freqüentemente anormais, sendo pálidas, com cheiro ruim, e com aspecto gorduroso. No intestino, o parasita impede a absorção adequada de nutrientes, danifica o delicado revestimento intestinal, e interfere na digestão.Giardia em cães pode infectar pessoas ?Um outro ponto desconhecido. Há muitas espécies de Giardia e, os especialistas não sabem se estas espécies infectam apenas hospedeiros específicos. Fontes de algumas infecções humanas possivelmente podem estar ligadas a castores, outros animais selvagens e animais domésticos. Até sabemos de outra forma, seria prudente considerar animais infectados capazes de transmitir Giardia aos seres humanos. Você pode ter ouvido sobre surtos de Giardia que ocorrem em seres humanos devido à ingestão de água contaminada. Contaminação dos mananciais urbanos com Giardia é geralmente atribuída aos esgotos humanos. Em áreas rurais, os castores na maioria das vezes levam a culpa pela contaminação de rios e riachos. Surtos de Giardia também ocorreram em creches causadas pela fraca pratica de higiene em crianças.Diagnóstico da Giardíase? A giardíase é muito difícil de diagnosticar porque os protozoários são tão pequenos e não são observados facilmente. Os seriados de fezes (uma amostra de fezes a cada dia por três dias) são muitas vezes necessários para encontrar o organismo. Procedimentos especiais de diagnóstico, que vão muito além de um exame de rotina fecal, são necessários para identificar Giardia. Os procedimentos que usamos para identificar lombrigas e tênias matam a forma ativa da Giardia mas não destroem os cistos. Para ver a forma ativa, uma pequena quantidade de fezes pode ser misturado com água numa lâmina de microscópio e examinadas sob alta ampliação. Porque essas formas possuem flagelos, você pode vê-los se mover no slide. As formas ativas são mais comumente encontrados em fezes amolecidas. Se você já teve a oportunidade de ver a forma ativa da Giardia sob o microscópio, não perca! É uma criatura interessante para o futuro. Tem forma de pêra e sua anatomia é parecida com um rosto de caricatura, com os olhos (que muitas vezes parecem cruzados), nariz e boca. Uma vez vendo-os, você não vai esquecer!Os cistos, ao contrário, são mais comumente encontrados em fezes firmes. Soluções especiais são usadas para separar os cistos do resto das fezes. A porção da solução que contêm os cistos é então examinado microscopicamente.Na primavera de 2004, um teste de diagnóstico ELISA tecnologia se tornou disponível. Este teste utiliza uma amostra muito pequena de fezes, e pode ser realizada em 8 minutos em um consultório médico veterinário. É muito mais preciso do que um exame de fezes. Nós fizemos os testes, e agora?Agora sabemos como interpretar os resultados do teste. Ele pode ser um dilema para o seu veterinário. O que se vê (ou não) nem sempre é uma indicação correta do que você tem. Um teste negativo pode significar que o animal não está infectado. No entanto, alguns testes, se houver, de laboratório, são 100% precisas. Resultados negativos também podem ocorrer em alguns animais infectados. Se um teste negativo ocorre, o veterinário muitas vezes sugerem a repetição do teste.Que tal um teste positivo? Isso não deve ser difícil de interpretar, certo? Errado. Giardia pode ser encontrada em muitos cães com e sem diarreia. Se encontrarmos Giardia, é a causa da diarréia ou é apenas uma coincidência ? O animal poderia realmente ter diarréia causada por uma infecção bacteriana, e que só passou a encontrar a Giardia. Os resultados dos testes sempre precisam ser interpretados à luz dos sinais, sintomas e histórico médico. Se encontrarmos Giardia, como vamos tratá-la?O tratamento é controverso também. Há uma questão sobre quando se tratar. Se Giardia é encontrado em um cão sem sintomas devemos tratar o animal? Uma vez que não sei se G. canis pode infectar o homem, muitas vezes errar no lado do cuidado e tratar um animal assintomático infectado para evitar possível transmissão para as pessoas.Se altamente suspeito de infecção com Giardia, mas não se pode encontrar o organismo, devemos tratar de qualquer maneira? Isto é feito frequentemente. Porque muitas vezes é difícil de detectar Giardia nas fezes de cães com diarréia, se não houver outras causas óbvias de diarréia (por exemplo, o cão não entrar no lixo várias noites atrás) muitas vezes tratam o animal para giardíase.Existem vários tratamentos para giardíase, embora alguns deles não tenham sido aprovados pelo FDA para seu uso em cães. Fenbendazole é um medicamento antiparasitário que mata cerca de vermes intestinais e pode ajudar no controle da giárdia. Pode ser usado sozinha ou com metronidazole. Metronidazol pode matar alguns tipos de bactérias que podem causar diarréia. Portanto, se a diarreia foi causada por bactérias, e não Giardia, as bactérias podem ser mortos e os sintomas eliminados. Infelizmente, o metronidazol tem alguns inconvenientes. Verificou-se ser apenas 60-70% eficaz na eliminação de Giardia de cães infectados, e provavelmente não é 100% eficaz em gatos, ou, pode ser tóxico para o fígado de alguns animais. Ele é suspeito de ser um agente teratogénico (um agente que provoca defeitos físicos no embrião em desenvolvimento), de modo que não deve ser utilizado em animais prenhes. Por fim, tem um gosto muito amargo e muitos animais se ressentem tomando - especialmente gatos. Cloridrato de quinacrina tem sido utilizado no passado, mas não é muito eficaz e pode causar efeitos secundários, como vómitos, letargia, anorexia e febre.
Mas agora chegamos a um outro ainda desconhecido. É possível que esses tratamentos só removam os cistos das fezes, mas não mate todos as Giardias no intestino. Isto significa ainda que os exames fecais após o tratamento podem apresentar resultado negativo, mesmo o organismo ainda presente no intestino. Isto é especialmente verdadeiro para os tratamentos mais antigos. Animais assim tratados ainda pode ser uma fonte de infecção para os outros.
Como posso evitar que o meu animal de estimação de se infectar com Giardia?Os cistos podem viver várias semanas a meses fora do hospedeiro, em ambientes molhados e frios. Assim gramados, parques, canis e outras áreas que possam estar contaminados com fezes de animais podem ser fonte de infecção para o seu animal de estimação. Você deve manter o seu animal longe de áreas contaminadas por fezes de outros animais e isso nem sempre é fácil.Tal como acontece com outros parasitas do sistema digestivo, a prevenção da propagação de Giardia é ainda a melhor solução; então, use medidas sanitárias para reduzir ou matar os organismos presentes no ambiente. Soluções de compostos de amónia quaternária são eficazes contra Giardia.Como faço para controlar Giardia em meu canil?A infecção com Giardia pode ser um grande problema em canis, por isso requer uma abordagem multi-facetada .Trate Animais: Tratar todos os animais não-grávidos com giardidice s. No último dia de tratamento, removê-los para uma outra instalação, enquanto a área é limpa . Quando os animais são movidos de volta para a área limpa, tratá-los mais uma vez num curso de cinco dias de fenbendazole ou albendazol.Descontaminar o ambiente: Estabelecer uma área limpa. Se possível, toda a instalação. Caso contrário, crie alguns espaços limpos ou gaiolas, separadas das outras. Remova todo o material fecal das áreas, a matéria orgânica das fezes pode diminuir a eficácia de muitos desinfetantes. Usar vapor para limpar a área. Desinfectantes de amónia quaternária usados de acordo com as instruções do fabricante ou uma solução de 1:5 ou 1:10 de lixívia, geralmente pode matar os cistos no prazo de um minuto. Deixe a área secar por vários dias antes de reintroduzir os animais. NOTA: Tenha muito cuidado ao usar compostos de amônia quaternária e soluções alcalinas. Use ventilação adequada, luvas, roupas de proteção e siga as recomendações do seu médico veterinário.Limpe os Animais: Os cistos podem permanecer presos aos pelos de animais infectados. Assim, durante o tratamento e antes de mover os animais tratados com a área limpa, devem ser regularmente banhados e limpos, enxaguado bem. Especialmente na região perianal.Prevenir Reintrodução de Giardia: Giardia pode ser trazida para o canil, através da introdução de um animal infectado ou em seus sapatos ou botas. Qualquer novo animal deve ser colocado em quarentena, longe do resto dos animais sendo tratado e limpo, tal como descrito acima. Você deve usar capas de sapatos descartáveis ou sapatos / botas limpas e usar um pedilúvio contendo compostos de amônio quaternário para impedir a infestação de giárdia pelas pessoas no canil.Lembre-se, Giardia de cães pode infectar as pessoas, então, uma boa higiene pessoal deve ser feita por adultos após a limpeza dos canis ou nas calçadas, como também em crianças que podem brincar com animais de estimação ou em áreas potencialmente contaminadas." (http://www.peteducation.com) Referências e leituras adicionaisBarr, SC; Bowman, DD. Giardíase em cães e gatos. Compêndio sobre Educação Continuada para o veterinário de praticar. 1994; 16 (5) :603-614.Barr, SC; Bowman, DD; Frongillo, MF; José, SL. A eficácia de uma combinação de praziquantel, pamoato de pirantel, e febental contra giardíase em cães. American Journal of Veterinary Research. 1998; 59 (1) :1134-1136.Georgi, JR; Georgi, ME. Canine Clinical Parasitology. Lea & Febiger. Philadelphia, PA, 1992; 59-61.Griffiths, HJ. Um Manual de Parasitologia Veterinária. University of Minnesota Press. Minneapolis, MN; 1978; 21-22.Hendrix, CM. Diagnóstico Parasitologia Veterinária. Mosby, Inc. St. Louis, MO, 1998, 19-20.Meyer, EK. Os efeitos adversos associados com albendazol e outros produtos utilizados para o tratamento da giardíase em cães. Jornal da American Veterinary Medical Association. 1998; 213 (1) :44-46.Sherding RG,; Johnson, SE. Doenças do intestino. Em Birchard, SJ; Sherding, RG (eds.) Saunders Manual de Prática de Pequenos Animais. W.B. Saunders Co. Philadelphia, PA, 1994; 699-700.Sousby, EJL. Helmintos, protozoários e artrópodes de animais domesticados. Lea & Febiger. Philadelphia, PA, 1982; 577-580.Zajac, AM; LaBranche, TP; Donoghue, AR; Chu, Teng-Chiao. Eficácia de fenbendazole no tratamento da infecção por Giardia experimental em cães. American Journal of Veterinary Research. 1998, 59 (1) :61-63.perder peso