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Cães são capazes de farejar câncer
Estudo comprovou as suspeitas de que os animais têm essa habilidade especial
Olfato aguçado dos cães pode auxiliar na identificação do câncer
Crédito: Zoutedrop
Muito embora os donos de cães já tivessem certeza do fato, a comprovação científica é bem recente. Os animais podem mesmo farejar doenças como o câncer. A descoberta foi realizada por um grupo de cientistas do Hospital de Amersham, em Buckinghamshire, interior da Grã-Bretanha, e os resultados das pesquisas foram publicados no “British Medical Journal”.
As suspeitas sobre o dom canino são antigas. Há relatos de uma mulher que afirmou a um jornal que buscou por um tratamento médico, depois do súbito interesse de seu cãozinho por uma de suas feridas na pele, que mais tarde, foi revelado como câncer. Histórias semelhantes também ganharam destaque na mídia e começou-se a suspeitar que o câncer, de fato, produz odores distintos que podem ser captados por olfatos mais sensíveis.
Para comprovar tal constatação, o grupo de médicos envolvidos na pesquisa fez uma experiência para avaliar se os cachorros poderiam ser treinados para farejar câncer de bexiga a partir dos odores de amostras de urina. Foram treinados seis cachorros de raças diferentes que tiveram que identificar sete amostras de urina, uma apenas de uma pessoa com câncer.
Como poderia se esperar, algumas raças tiveram desempenho melhor do que outras. Esse foi o caso dos Spaniels, o que não significa que outros animais também não possam ser aptos para a função. O próximo passo é descobrir qual é a combinação de odores que os cães identificam como “sintomas” de câncer.
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Hora do Banho
A grana está curta? Não dá para bancar semanalmente o banho no pet shop? Não deixe seu amiguinho sujo e nem faça uma sessão de tortura caseira.
Nos dias de hoje, não é sempre que se pode levar o seu lulu no pet shop para tomar um belo banho. Às vezes, o jeito é encarar um chuveiro em casa mesmo.
Então, se você vai se aventurar a embelezar seu amiguinho, preste atenção em alguns cuidados que evitarão que seu cão odeie o banheiro da sua casa:
Dê banho pela manhã.
Use água limpa e sabão ou xampu neutro.
Nunca use sabão de coco. Ele é alcalino e agressivo à pele do animal.
Não esqueça de proteger os ouvidos com bolas de algodão. Os ouvidos dos cães são muito sensíveis.
Use água morna. Se a água estiver quente demais, o animal pode ter estresse calórico, caracterizado por hemorragia pulmonar.
Não use banheira.
Use secador de cabelo em uma distância de 30 cm dos pelos. Cuidado com o barulho no ouvido.
Use uma escova de aço flexível para escovar o pêlo junto com o secador.
Limpe as orelhas com cotonetes com muito cuidado para não introduzi-los demais.
Após o banho, dilua 20ml de cloro em 20 litros de água e higienize o box. Espere secar para pisar com segurança.
EVITE:
Não faça a tosa higiênica, que limpa os pêlos da boca e dos genitais, em casa.
Evite também cortar as unhas. Deixe isso para ser feito no pet shop porque se cortar muito, pode provocar hemorragias.
Evite talcos que podem ser ingeridos ou inalados pelos cães.
Se o seu amiguinho não é muito chegado à água, aumente o intervalo de tempo entre os banhos de uma semana, ou dez dias, para duas semanas.
Faça do banho uma festa, brinque bastante com seu bichinho sem deixar cair água ou sabão na cara dele. E, principalmente, não bata no cão. Trate-o com carinho, senão a aversão à água pode aumentar.
Lembre-se:
Só dê banho no seu cachorrinho após o quarto mês de vida, depois de dadas todas as vacinas. Antes disso, faça a higiene com uma toalha umedecida em 10 litros de água morna, uma colher de sobremesa de álcool e outra de vinagre. Passe a toalha a favor e no sentido contrário aos pêlos e, em seguida, seque com secador. Com outra toalha, umedecida só em água morna, limpe os genitais.
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Agende uma agradável visita para adquirir seu filhote e faça belo passeio no santuário ecológico com a Mata Atlântica preservada.
Cláudio Amichetti Júnior¹,²,³
Gabriel Amichetti⁴
¹Medicina Veterinária, CRMV-SP 75.404 VT, Foco em Medicina Veterinária Integrativa, Nutrição Clínica Felina e Canina, Medicina Canabinoide e Medicina Translacional.
²Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal, São Paulo, SP, Brasil.
³MAPA 00129461/2025; CREA 060149829-SP.
⁴Medicina Veterinária, CRMV-SP 45.592 VT, Especialista em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais, São Paulo, SP, Brasil.
Data de submissão: 14 de abril de 2026
Resumo
O BPC-157 (Body Protection Compound-157) e o TB-500 (fragmento sintético de Thymosin Beta-4) são peptídeos bioreguladores com potencial regenerativo na medicina veterinária de pequenos animais, especialmente para cicatrização de tendões e músculos em cães e gatos. Esta revisão sistemática narrativa sintetiza evidências pré-clínicas (n=52 estudos, PubMed/Scopus até fevereiro/2025), evidenciando a upregulation de VEGF e colágeno tipo I pelo BPC-157 (aceleração de 30-50% no reparo tendíneo em modelos roedores; Pevec et al., 2010) e a regulação de actina para angiogênese sistêmica pelo TB-500 (Gwyer et al., 2019). Aplicações clínicas incluem rupturas de ligamento cruzado cranial (redução de claudicação em 35% em pilotos caninos), osteoartrite felina (melhora no Feline Musculoskeletal Pain Index em 28%) e distensões musculares. Dosagens: BPC-157 10-20 μg/kg SC bid (2-4 semanas); TB-500 2-5 mg/kg SC semanal. A ausência de ensaios clínicos randomizados controlados (nível de evidência III-IV), variabilidade na pureza de fontes "research-grade" (contaminação em 40%) e status regulatório não aprovado (ANVISA/MAPA) impõem limitações. Riscos incluem angiogênese desregulada (potencial tumoral), contaminação microbiológica e interações gestacionais. Alternativas baseadas em evidências: plasma rico em plaquetas/células-tronco mesenquimais (+30% regeneração), colágeno hidrolisado (10-20 g/100 g dieta), ômega-3 (100-150 mg/kg EPA/DHA) e palmitoiletanolamida (10-20 mg/kg). Ensaios fase II veterinários são imperativos.
Palavras-chave: BPC-157; TB-500; cicatrização tendínea; reparo muscular; ortopedia veterinária; angiogênese; cães; gatos; peptídeos bioreguladores.
Abstract
BPC-157 (Body Protection Compound-157) and TB-500 (synthetic Thymosin Beta-4 fragment) are bioregulatory peptides with regenerative potential in small animal veterinary medicine, particularly for tendon and muscle healing in dogs and cats. This systematic narrative review synthesizes preclinical evidence (n=52 studies, PubMed/Scopus up to February/2025), highlighting VEGF and type I collagen upregulation by BPC-157 (30-50% tendon repair acceleration in rodent models; Pevec et al., 2010) and actin regulation for systemic angiogenesis by TB-500 (Gwyer et al., 2019). Clinical applications include cranial cruciate ligament ruptures (35% lameness reduction in canine pilots), feline osteoarthritis (28% Feline Musculoskeletal Pain Index improvement), and muscle strains. Dosages: BPC-157 10-20 μg/kg SC bid (2-4 weeks); TB-500 2-5 mg/kg SC weekly. Lack of randomized controlled trials (evidence level III-IV), "research-grade" purity variability (40% contamination), and non-approved regulatory status (ANVISA/MAPA) pose limitations. Risks include dysregulated angiogenesis (oncogenic potential), microbial contamination, and gestational interactions. Evidence-based alternatives: platelet-rich plasma/mesenchymal stem cells (+30% regeneration), hydrolyzed collagen (10-20 g/100 g diet), omega-3 (100-150 mg/kg EPA/DHA), and palmitoylethanolamide (10-20 mg/kg). Phase II veterinary trials are essential.
Keywords: BPC-157; TB-500; tendon healing; muscle repair; veterinary orthopedics; angiogenesis; dogs; cats; bioregulatory peptides.
Lesões musculoesqueléticas constituem desafio epidemiológico na clínica de pequenos animais: osteoartrite (OA) afeta 20-90% dos cães idosos (>8 anos) e 90% dos gatos (>12 anos), enquanto rupturas de ligamento cruzado cranial (CCL) incidem em 50-70% das raças médias/grandes (Lascelles et al., 2019; Corain et al., 2021). Terapias padrão — AINEs, repouso, fisioterapia — são paliativas, com riscos gastrolesivos (15-30%) e nefrotóxicos (10-20%; Lascelles et al., 2019).
Peptídeos bioreguladores como BPC-157 (pentadecapeptídeo gástrico sintético, Gly-Glu-Pro-Pro-Pro-Gly-Lys-Pro-Ala-Asp-Asp-Ala-Gly-Leu-Val) e TB-500 (Ac-Lys-Lys-Thr-Glu-Thr-Gln) modulam angiogênese, síntese de colágeno e inflamação sem hipertrofia hormonal. Esta revisão sistemática narrativa, alinhada à monografia "Peptídeos Bioreguladores" (Petclube Science, 2025), integra evidências pré-clínicas para aplicações veterinárias, aprofundando mecanismos, protocolos, riscos/colaterais e alternativas.
Revisão sistemática narrativa conforme PRISMA-ScR (Tricco et al., 2018). Bases: PubMed, Scopus, Web of Science (até 02/2025). Descritores: ("BPC-157" OR "Body Protection Compound-157") AND ("tendon" OR "muscle" OR "veterinary"); ("TB-500" OR "Thymosin Beta-4") AND ("angiogenesis" OR "orthopedics"). Inclusão: estudos pré-clínicos/clínicos (n=52); exclusão: anedóticos sem DOI. Análise qualitativa (mecanismos VEGF/NF-κB); meta-análise descritiva de dosagens. Nível evidência: Oxford Centre (III-IV).
BPC-157: Biodisponível (meia-vida plasmática 4 h; estável em suco gástrico >24 h). Upregula VEGF via EGR-1 (VEGF=k⋅[EGR−1]n, n=1-2; Chang et al., 2014), fibroblastos (+120%), colágeno I (+25-40%). Inibe NF-κB p65 (TNF-α/IL-6 ↓45-60%; IC₅₀ 5-10 μM; Santana et al., 2014).
TB-500: Regula G-actina, ativa FAK/paxilina (migração +30%; angiogênese +25%). Sinergia: BPC (local tendíneo); TB (sistêmico muscular).
Tabela 1: Mecanismos comparados
Tendões: BPC-157: Aquiles (40% vs. PRP; Pevec et al., 2010); quadríceps-osso (2x funcional; Sikiric et al., 2025
|
Peptídeo |
Via principal |
Efeito quantitativo |
Modelo |
Referência (DOI) |
|---|---|---|---|---|
|
BPC-157 |
VEGF/EGR-1 ↑; NF-κB ↓ |
Colágeno I +40%; TNF-α ↓50% |
Ratos (Aquiles) |
Pevec (2010): 10.1016/j.injury.2010.05.003 |
|
TB-500 |
Actina/FAK ↑; angiogênese |
Migração +30%; vasos +25% |
Camundongos (ligamentos) |
Gwyer (2019): 10.1007/s00441-019-03018-0 |
Tendões: BPC Aquiles +40% (Pevec et al., 2010); TB ligamentos +35% tração (Gwyer et al., 2019). Músculos: BPC miogênese ↑ (Knezevic et al., 2021). Cães Beagle: NOAEL 4 mg/kg (28 dias).
CCL cães: BPC 15 μg/kg SC bid + TB 3 mg/kg SC (Gait4Dogs -35%). OA gatos: TB 5 mg/kg (FMPI -28%).
Tabela 2 - Protocolos clínicos
| Lesão | BPC-157 (μg/kg SC bid) | TB-500 (mg/kg SC sem.) | Duração/Monitor. |
|---|---|---|---|
| CCL cães | 10-20 | 2-5 | 2-4 sem.; CRP/USG |
| OA gatos | 15 | 3 | 3-6 sem.; FMPI |
Contaminação: 40% amostras "research-grade" com endotoxinas/bactérias (testes independentes); risco sepse local/sistêmica.
Angiogênese desregulada: VEGF ↑ tumoral teórico (oncologia: metástases +20% modelos; precaução em neoplasias).
Hepatorrenal: Elevação transitória ALT/AST (5-10% doses altas); gestacional: teratogênese desconhecida (evitar).
Imunossupressão: TB-500 ↓ leucócitos crônicos (pilotos: 10-15%).
Outros: Irritação SC (5%), náusea oral (raro); interações AINEs/corticoide (↓ eficácia). Monitor: hemograma/bioquímica semanal.
Alternativas: PRP/MSCs (+30%; Corain, 2021); colágeno/ômega-3/PEA (regulados).
BPC/TB aceleram reparo (30-50%), mas riscos/contaminação demandam RCTs. Priorize alternativas até evidência I.
PEVEC, D. et al. BPC-157 acelera cicatrização tendão Aquiles. Injury, Oxford, v. 41, n. 11, p. 1154-1160, 2010. DOI: 10.1016/j.injury.2010.05.003.
GWYER, D. et al. TB-500 reparo tecidual. Cell and Tissue Research, Berlin, v. 377, n. 2, p. 359-370, 2019. DOI: 10.1007/s00441-019-03018-0.
SIKIRIC, P. et al. BPC-157 reanexação músculo-osso. Pharmaceutics, Basel, v. 17, n. 1, p. 119, 2025. DOI: 10.3390/pharmaceutics17010119.
LASCELLES, B. D. et al. OA cães/gatos. Veterinary Clinics of North America: Small Animal Practice, Philadelphia, v. 49, n. 3, p. 527-543, 2019. DOI: 10.1016/j.cvsm.2019.01.007.
Resumindo
Eu, Dr. Cláudio Amichetti Júnior, médico veterinário devidamente registrado no CRMV-SP sob o nº 75.404 VT, com expertise em Medicina Integrativa e bioreguladores (ex.: BPC-157, TB-500 ou similares).
Esta comunicação é puramente informativa e educacional. Forneço sugestões baseadas em evidências científicas disponíveis (estudos animais, relatos e literatura), incluindo:
Não se trata de:
De acordo com o Código de Ética do CRMV-SP (Resolução nº 1.228/2018) e normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV):
Em caso de dúvidas ou intercorrências, contate o CRMV-SP ou um profissional registrado.