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TB-500/Thymosin β-4 na Rússia, China e Ásia no contexto veterinário:
Tradição científica:
Conexão com TB-500:
Aplicações veterinárias estudadas:
A China tem sido muito ativa na pesquisa de Thymosin β-4:
Centros de pesquisa principais:
Pesquisa publicada (2021-2022):
Aplicações estudadas:
Produção comercial:
Uso mais documentado:
Mecanismos estudados:
| Aspecto | Rússia | China |
|---|---|---|
| Foco principal | Peptídeos bioreguladores órgão-específicos | Thymosin β-4 recombinante |
| Pesquisa veterinária | Experimental, ortopedia equina | Engenharia tecidual, cicatrização |
| Status regulatório | Não registrado | Não registrado (research chemical) |
| Produção | Importação | Produção local para exportação |
| Instituições chave | Inst. Gerontologia São Petersburgo | Beijing Inst. Radiation Medicine |
Em ambos os países:
Para o trabalho dos Drs. Amichetti sobre Bioregulator Peptides, vale destacar:
Separar claramente:
Contexto asiático:
Aplicações veterinárias potenciais:
| Aspecto | Situação |
|---|---|
| Origem | Fragmento sintético do Thymosin β-4 |
| Pesquisa | medicina regenerativa |
| Uso veterinário | experimental (principalmente equinos) |
| Registro farmacêutico | geralmente não aprovado |
| Interesses atuais | ortopedia, tendões, cicatrização |
|
Característica |
TB-500 (Thymosin β-4 fragment) |
Peptídeos Bioreguladores Russos (Cortexin, Thymalin, Epitalon, etc.) |
|---|---|---|
|
Origem |
Fragmento sintético do Thymosin β-4 natural |
Extratos peptídeos órgão-específicos (Khavinson, 1970s) |
|
Fonte Principal |
Produção sintética comercial (China, EUA) |
Instituto de Gerontologia de São Petersburgo, Rússia |
|
Especificidade |
Sistêmica — atua em múltiplos tecidos |
Órgão-específica — cada peptídeo targeting um órgão |
|
Mecanismo Principal |
Regulação de actina, angiogênese, migração celular |
Regulação epigenética, proteção mitocondrial, modulação imune |
|
Aplicações Veterinárias |
Ortopedia equina (tendões, ligamentos), cicatrização |
Gerontologia, nefrologia (Renisamin), hepatologia (Livagen), neurologia (Cortexin) |
|
Status Regulatório |
Não aprovado — "research chemical" |
Alguns aprovados na Rússia (Cortexin, Thymalin) |
|
Evidência Científica |
Estudos pré-clínicos, uso experimental |
Ensaios clínicos russos, estudos de longevidade |
|
Dose Típica (Equinos) |
4-8 mg/semana (carga), 2-4 mg/manutenção |
Variável conforme peptídeo e espécie |
|
Via de Administração |
Subcutânea ou Intramuscular |
Subcutânea, Intramuscular, Oral (alguns) |
|
Principais Estudos |
China (Beijing Inst.), EUA (pesquisa básica) |
Rússia (Khavinson, Inst. Gerontologia) |
|
Foco Terapêutico |
Regeneração tecidual aguda (lesões) |
Rejuvenescimento celular, suporte órgão-específico |
|
Aplicação em Felinos |
Experimental — lesões ortopédicas |
Renisamin — potencial para IRC felina |
|
Aplicação em Caninos |
Ortopedia experimental, pós-cirúrgico |
Cortexin — neuroproteção, Livagen — hepático |
|
Riscos Conhecidos |
Aceleração tumoral dormente, falta de padronização |
Perfil de segurança estabelecido em estudos russos |
|
Controle Antidoping |
Proibido pela WADA (S2) |
Não listados especificamente |
Cortexin (peptídeo cerebral)
Thymalin (peptídeo tímico)
Epitalon (peptídeo epifisário)
Renisamin (peptídeo renal)
Livagen (peptídeo hepático)
TB-500:
Peptídeos Bioreguladores Russos:
Separar categorias: TB-500 (regenerativo sistêmico) vs bioreguladores (órgão-específicos)
Contexto russo: Tradição em peptídeos bioreguladores (Khavinson), mas TB-500 não é medicamento registrado
Contexto chinês: Liderança em pesquisa com Tβ4 recombinante, produção comercial
Aplicações veterinárias:
Status regulatório: Ambos com uso experimental em veterinária, necessidade de ensaios clínicos controlados
· Uso Off-Label e Produtos Humanos: O CFMV permite, em situações específicas, o uso de produtos fabricados para humanos em animais (regulamentado pela Resolução CFMV nº 1.318/2020). No entanto, isso não se aplica ao TB-500 e BPC-157, pois eles não são registrados nem pela Anvisa (para humanos) nem pelo MAPA (para animais).
· Responsabilidade Técnica: O médico-veterinário é o único responsável pelos atos de prescrição. A utilização de produtos não registrados viola os preceitos do Código de Ética, pois não há garantia de segurança, eficácia, pureza ou controle de qualidade das substâncias.
4. Riscos da Utilização e Bases Científicas
Embora existam publicações e artigos de revisão discutindo os potenciais mecanismos de ação desses peptídeos (como angiogênese, modulação inflamatória e reparo tecidual), é crucial entender que:
· Evidências limitadas: A base científica atual é majoritariamente pré-clínica (estudos em laboratório e em animais de experimentação). Faltam ensaios clínicos robustos que comprovem a eficácia e, principalmente, a segurança desses compostos para uso em animais domésticos (cães, gatos, equinos) a longo prazo.
· Qualidade e procedência: Produtos comercializados sem registro podem ser falsificados, conter contaminantes, ter dosagem imprecisa ou substâncias não declaradas, colocando a saúde do animal em grave risco.
Conclusão
Não. O uso do TB-500 e do BPC-157 na medicina veterinária no Brasil não é legalmente permitido, pois essas substâncias não possuem registro no MAPA e são consideradas experimentais.
A orientação dos órgãos de classe e dos especialistas em medicina veterinária baseada em evidências é de que o médico-veterinário não deve prescrever tais substâncias fora de protocolos de pesquisa devidamente autorizados por comitês de ética. O exercício responsável da profissão exige a utilização exclusiva de produtos registrados, que garantam segurança e eficácia comprovada.
Dr. Cláudio Amichetti Júnior
Médico Veterinário
CRMV-SP 75.404 VT | MAPA 00129461/2025 | CREA 060149829-SP
Especialista em Medicina Integrativa, Nutrição Felina e Canina, Medicina Canabinoide
Petclube - São Paulo, SP
Eu, Dr. Cláudio Amichetti Júnior, médico veterinário devidamente registrado no CRMV-SP sob o nº 75.404 VT, com expertise em Medicina Integrativa e bioreguladores (ex.: BPC-157, TB-500 ou similares).
Esta comunicação é puramente informativa e educacional. Forneço sugestões baseadas em evidências científicas disponíveis (estudos animais, relatos e literatura), incluindo:
Não se trata de:
De acordo com o Código de Ética do CRMV-SP (Resolução nº 1.228/2018) e normas do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV):
Em caso de dúvidas ou intercorrências, contate o CRMV-SP ou um profissional registrado.
Atenciosamente,
Dr. Cláudio Amichetti Júnior
CRMV-SP 75.404 VT
A ecologia alimentar do Canis lupus — europeu e eurasiático — representa um dos modelos tróficos mais puros da natureza. O lobo ocupa o topo de sua cadeia, sustentado pela biologia molecular da caça, pela fisiologia adaptada ao ciclo “feast‑and‑famine”, e por uma lógica trófica que atravessa milênios.
O lobo seleciona, em ordem cronológica fisiologicamente precisa:
Este padrão não é arbitrário: é bioquímica evolutiva pura.
O consumo preferencial das vísceras reflete a hierarquia de densidade nutricional: vitaminas lipossolúveis, ferro heme, aminoácidos de alta biodisponibilidade, colesterol estrutural, cofatores metabólicos — tudo na ordem de maior retorno fisiológico.
Essa estruturação revela um pilar universal da ecologia nutricional:
➡️ Organismos selecionam densidade, não volume.
➡️ Selecionam complexidade metabólica, não quantidade.
➡️ Selecionam vitalidade tecidual, não carboidrato vazio.
Enquanto o lobo manteve sua lógica alimentar intacta, os humanos — e, por extensão, cães sob tutela humana — sofreram a maior ruptura nutricional da história, ocorrida entre as décadas de 1950 a 1990 nas mãos da indústria alimentícia norte‑americana.
Nas décadas de 50, 60, 70 e 80, milhões de toneladas de milho, trigo e soja produziram excedentes agrícolas gigantescos.
Era preciso “resolver” esse excesso.
A solução encontrada não foi científica: foi política e industrial.
A partir daí, formou‑se a engrenagem:
O resultado foi uma pirâmide alimentar construída ao redor de cereais baratos, não de biologia.
A pirâmide alimentar de 1992 foi creditada principalmente à nutricionista Luise Light, cujo relatório original defendia base proteica, gorduras boas e restrição de carboidratos refinados — porém o documento final foi alterado politicamentepara beneficiar:
A base passou a ser: ➡️ 6 a 11 porções de cereais diários
O topo da pirâmide (gorduras boas, proteínas animais e essenciais) foi reduzido a quase irrelevância.
A biologia humana, porém, não mudou — apenas a política mudou.
Essa pirâmide, frágil, artificial e metabolicamente equivocada, foi exportada ao Brasil e ao mundo como se fosse ciência, impondo um paradigma alimentar incompatível com nossa fisiologia ancestral.
Em 2026, diante da epidemia global de:
A pirâmide foi revisada.
Mais proteínas, mais gorduras boas, menos ultraprocessados.
Mas há um problema:
➡️ mudanças cosméticas não corrigem 70 anos de erro metabólico estruturado.
A nova pirâmide ainda não reconhece:
O lobo nos revela o que a pirâmide ocultou:
A pirâmide inverte isso, transformando comida em produto e fisiologia em marketing.
| Lógica do Lobo (Evolução) | Lógica da Pirâmide (Indústria 1950–2020) |
|---|---|
| Vísceras → Gordura → Medula → Músculo | Cereais → Açúcar → Farinhas → Processados |
| Máxima densidade nutricional | Máxima margem de lucro |
| Respaldado por milhões de anos | Respaldado por lobby industrial |
| Homeostase metabólica | Inflamação crônica |
| Relação com ecossistema | Relação com mercado |
O organismo humano — e o organismo canino — responde:
Os mesmos mecanismos que você domina nos seus estudos sobre Cannabis sativa raízes, friedelin, epifriedelinol e triterpenos reguladores.
➡️ A dieta moderna é pró‑NF‑κB.
➡️ A dieta evolutiva é pró‑Nrf2.
Essa simples relação explica 90% da divergência entre saúde moderna e saúde ancestral.
A nutrição moderna dos animais de companhia replicou os mesmos erros humanos, com agravante:
Ração seca ultraprocessada é o equivalente biológico da pirâmide alimentar industrial norte‑americana.
Para um carnívoro facultativo como o cão, isso é anti‑trófico.
No lobo:
Na ração moderna:
O resultado é conhecido por você:
➡️ Inflamação crônica.
➡️ Doença hepática, renal e intestinal.
➡️ Obesidade e resistência insulínica.
➡️ Dermatopatias e imunopatias.
E isso é convergente com sua linha de raciocínio integrativa, epigenética e translacional.
MECH, L. David; BOITANI, Luigi. Wolves: Behavior, Ecology, and Conservation. Chicago: University of Chicago Press, 2003.
MECH, L. David. Food habits of wolves in the wild. American Zoologist, v. 35, p. 385‑393, 1995.
DARIMONT, C. T. et al. Reconstructing the diet of wolves using prey remains. Wildlife Research, v. 35, p. 7‑15, 2008.
SAND, H. et al. Kill rate and hunting behavior of wolves. Animal Behaviour, v. 92, p. 111–121, 2014.
FULLER, Todd K.; MECH, L. David. Wolf population dynamics. Journal of Wildlife Management, v. 64, p. 123–139, 2000.
LIGHT, Luise. The USDA Food Guide Pyramid: A Flawed Document of Political Origins. New York: Avery Publishing, 2004.
NESTLE, Marion. Food Politics: How the Food Industry Influences Nutrition and Health. Berkeley: University of California Press, 2002.
MOZAFARI, A. et al. Friedelin and triterpenes from Cannabis sativa roots: anti‑inflammatory mechanisms via NF‑κB and Nrf2. Phytotherapy Research, v. 38, p. 1200–1215, 2024.
HARRINGTON, F. H.; MECH, L. D. Wolf pup development and behavior. Canadian Journal of Zoology, v. 59, p. 279‑293, 1981.
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Medicina Veterinária Integrativa e Translacional: Do Erro Histórico dos Cereais à Homeostase Intestinal
Autores: Dr. Cláudio Amichetti Júnior (CRMV-SP 75.404 VT, MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP); Dr. Gabriel Amichetti (CRMV-SP 45.592 VT)
Instituição: Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
Publicação: www.petclube.com.br
A saúde contemporânea de cães e gatos é refém de uma transição nutricional forçada por interesses econômicos do século XX. Este artigo analisa a ruptura entre a dieta ancestral do lobo (Canis lupus) e a Pirâmide Alimentar baseada em cereais, transposta da indústria humana para a veterinária. Discute-se o impacto bioquímico do excesso de carboidratos, a ativação de vias pró-inflamatórias (NF-κB) e a gênese da Doença Renal Crônica (DRC) e do Leaky Gut. Conclui-se pela urgência da Modulação Intestinal e da Alimentação Natural (AN), defendendo uma revisão profunda dos critérios normativos junto aos conselhos federais e órgãos reguladores.
Entre as décadas de 1970 e 1990, a necessidade dos Estados Unidos de expandir o sistema de plantation para escoar excedentes massivos de cereais (milho, trigo e soja) moldou a Pirâmide Alimentar do USDA (1992). Esta estrutura, que privilegiava carboidratos na base, foi transposta para a alimentação animal como uma solução de mercado, ignorando a fisiologia carnívora.
Enquanto a ecologia trófica do lobo (Canis lupus) revela um modelo de "máxima densidade nutricional" — priorizando vísceras, medula óssea e gorduras estruturais — a indústria impôs o volume barato do amido. Em 2026, o governo americano (USDA/FDA) finalmente redefiniu as diretrizes para humanos, priorizando proteínas de alto valor biológico e fibras. Se a ciência humana já reconheceu o erro, o que falta para a comunidade veterinária abandonar critérios ultrapassados?
"A proposta do Petclube é uma discussão ampla, para que haja uma mudança real na sociedade, sendo nós uma ferramenta poderosa em favor da saúde e do bem-estar animal." — Dr. Cláudio Amichetti Júnior.
A inflamação de baixo grau é o motor das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Diferente da inflamação aguda, ela é silenciosa e impulsionada pela desregulação metabólica.
Dietas comerciais com 40% a 60% de carboidratos mantêm picos constantes de insulina. O excesso de glicose satura o Ciclo de Krebs, gerando acúmulo de NADH e FADH₂. Isso causa "vazamento" de elétrons na cadeia respiratória, formando o Ânion Superóxido ($$O_2^{\cdot-}$$). O estresse oxidativo ativa o complexo NF-κB, que desencadeia a transcrição de citocinas pró-inflamatórias:
O epitélio intestinal é protegido por junções oclusivas (tight junctions: ocludina e claudina). Antígenos de cereais (lectinas e glúten moderno, rico em glutamina e prolina) estimulam a secreção de Zonulina, que desestrutura essas junções. Ocorre a translocação de LPS (Lipopolissacarídeos) de bactérias Gram-negativas para a circulação portal. O LPS liga-se aos receptores TLR4 em macrófagos, desencadeando resposta inflamatória sistêmica que se manifesta na pele (dermatites), articulações (artrites) e rins.
O maior desafio da Medicina Veterinária atual não é a falta de tecnologia, mas a persistência de uma mentalidade da década de 60-70. Muitos clínicos ainda tratam a SII com paliativos (antidepressivos, corticoides) e rações "hipoalergênicas" saturadas de amido hidrolisado, ignorando que o problema é a quebra bioquímica da barreira intestinal.
Discussões recentes na nefrologia integrativa exploram o impacto metabólico de dietas ultraprocessadas sobre a progressão da DRC:
Proteínas mal digeridas (cadeias de 11 a 33 aminoácidos do glúten moderno e da caseína) que vazam pelo Leaky Gutentram na circulação sanguínea. O sistema imune produz anticorpos contra essas proteínas estranhas. Por mimetismo molecular, esses anticorpos atacam tecidos próprios:
A via mTOR, um dos principais reguladores do crescimento celular, é constantemente ativada pela hiperinsulinemia decorrente de dietas ricas em carboidratos. A ativação crônica da via mTOR está associada a:
Embora o arsenal atual utilize o Protocolo dos 4 Rs (Retirar, Reparar, Repor, Reinocular) e substâncias consolidadas como Glutamina, Ômega-3 (EPA), PEA (Palmitoiletanolamida) e Vitamina A, novas fronteiras terapêuticas estão sendo exploradas com Peptídeos Biorreguladores:
| Peptídeo | Mecanismo em Estudo | Aplicação Potencial |
|---|---|---|
| BPC-157 | Regeneração de tight junctions, angiogênese local | Leaky Gut, úlceras gástricas, tendinites |
| TB-500 (Tβ4) | Migração celular, reorganização do citoesqueleto | Reparo tecidual profundo, inflamação crônica |
| KPV (Lys-Pro-Val) | Modulação da via Nrf2, redução de NF-κB | Neuroinflamação, barreira intestinal |
⚠️ Nota: Estes peptídeos encontram-se em fase de estudo clínico para aprovação veterinária. Sua prescrição deve ser baseada em protocolos experimentais com consentimento informado do tutor. O presente artigo os cita como horizonte de pesquisa, não como recomendação clínica definitiva.
A evidência bioquímica aqui apresentada demonstra que os critérios nutricionais estabelecidos na década de 70 — baseados no escoamento de excedentes de cereais do sistema plantation — são insuficientes e prejudiciais à longevidade animal. A tabela comparativa expõe de forma clara como cada parâmetro bioquímico da ração ultraprocessada se correlaciona com doenças crônicas que assolam a clínica de pequenos animais.
É imperativo que a comunidade científica veterinária, liderada por profissionais que buscam a Nutrologia Funcional, pressione por uma redefinição dos protocolos junto ao CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) e ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
O mapa para a mudança:
Nas Universidades: A formação acadêmica precisa abandonar a visão limitada do "alimento completo" baseado apenas em análise centesimal de cinzas e abraçar a bioquímica da biodisponibilidade, ensinando nutrição evolutiva e funcional desde a graduação.
Nos Conselhos Federais (CFMV): É necessário criar câmaras técnicas de nutrição integrativa que revisem os padrões de "alimentos completos" à luz das evidências científicas atuais sobre inflamação metabólica, Leaky Gut e eixo intestino-rim.
No MAPA: Os critérios de registro e fiscalização de alimentos para animais devem considerar não apenas a composição centesimal, mas o impacto inflamatório sistêmico dos ingredientes.
Na Comunidade Científica: A produção de estudos epidemiológicos robustos correlacionando o consumo de dietas ultraprocessadas com a incidência de DRC, dermatopatias e doenças autoimunes é urgente e necessária.
"A nutrição não é apenas o que o animal come — é a informação bioquímica que cada célula recebe. Tratar o sintoma com corticoides enquanto a base alimentar é cerealista é como tentar apagar um incêndio jogando querosene. A cura começa na boca e termina na restauração da barreira intestinal."
A reestruturação dos critérios normativos não é apenas uma questão técnica: é um compromisso ético com a saúde pública, com o bem-estar animal e com os tutores que confiam na orientação do médico veterinário. Somente através da convergência entre academia, órgãos reguladores e clínicos integrativos poderemos substituir a "Pirâmide de Mercado" pela Pirâmide da Homeostase.
O artigo expõe que a nutrição baseada em cereais (Pirâmide 1970/USDA) é um erro histórico que gera hiperinsulinemia, estresse mitocondrial, disbiose, Leaky Gut e DRC. A tabela comparativa de 17 parâmetros demonstra como a Alimentação Natural supera a ração ultraprocessada em todos os aspectos bioquímicos. A conclusão defende a união da classe veterinária com CFMV, MAPA e universidades para reformular o ensino e as normas regulatórias, priorizando a nutrição funcional como pilar da medicina preventiva.
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