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  • PETCLUBE AMIGO Gatos Gigantes Gatos Mini e Medicina Veterinaria Três Décadas: Mais que Pets, Um Propósito de Vida

     PetClube: Um Legado de Amor, Vida Sustentável e Saúde Holística, Há Mais de Três Décadas

    Onde a Criação de Pets se Encontra com a Preservação da Mata Atlântica: A Visão Holística de Dr. Claudio Amichetti e Família.A Jornada de Três Décadas: Mais que Pets, Um Propósito de Vida

    Há mais de trinta anos, o PetClube transcendeu o conceito tradicional de criação. Nossa jornada, enraizada na Mata Atlântica, é uma história de amor, compromisso e profundo respeito pelo planeta e por todos os seres vivos. Não criamos apenas cães e gatos excepcionais; nós cultivamos a vida, a saúde integral e o vínculo inquebrável entre a família humana e seus companheiros de quatro patas.

  • PETCLUBE E MEDICO VET. AMICHETTI APOIA O DESIGNER DOG: NOVAS RAÇAS DE CÃES SELECIONADAS

    Vantagens dos Designer Dogs

    Os "designer dogs", ou cães de raça mista criados de forma planejada para combinar características específicas de diferentes raças, têm ganhado popularidade por diversas razões. Aqui estão algumas das principais vantagens desses cães especiais:

    1. Características Físicas e Temperamentais Personalizadas

    Os designer dogs são criados para combinar as melhores qualidades de suas raças parentais. Isso pode resultar em um cão que possui as características físicas e temperamentais desejadas. Por exemplo, você pode encontrar um cão que combine a aparência adorável de um Poodle com a personalidade amigável de um Labrador.

    2. Menor Probabilidade de Doenças Genéticas

    Ao cruzar duas raças, os designer dogs podem herdar um espectro mais amplo de genes, o que pode reduzir a probabilidade de doenças genéticas específicas que são comuns em raças puras. Isso não garante que eles serão completamente livres de problemas de saúde, mas pode oferecer uma diversidade genética que melhora sua robustez.

    3. Hipoalergênicos

    Alguns designer dogs, como os Labradoodles e Cockapoos, são conhecidos por serem mais hipoalergênicos do que outras raças. Isso é frequentemente devido ao uso de raças com pelagem que tende a produzir menos alérgenos. Para pessoas com alergias, esses cães podem ser uma excelente opção.

    4. Variedade de Aparências e Personalidades

    Os designer dogs oferecem uma ampla gama de aparências e temperamentos, permitindo que você encontre um cão que se adapte ao seu estilo de vida e preferências pessoais. Quer você prefira um cão com pelagem longa e ondulada ou um com uma pelagem curta e lisa, há muitas opções disponíveis.

    5. Tamanho e Energia Ajustáveis

    Muitos designer dogs são criados para ajustar características como tamanho e nível de energia. Isso significa que você pode encontrar um cão que se encaixa melhor em diferentes tipos de moradias e estilos de vida, desde apartamentos pequenos até casas com grandes quintais.

    6. Temperamento Adaptável

    Como os designer dogs frequentemente combinam traços de várias raças, eles podem ter um temperamento que é mais adaptável e equilibrado. Isso pode significar que eles são mais fáceis de treinar e se adaptam melhor a diferentes ambientes e situações familiares.

    7. Aspecto Único

    Cada designer dog é único, com características que podem se destacar em comparação com cães de raça pura. Se você gosta de ter um cão com uma aparência exclusiva e distinta, os designer dogs oferecem uma grande variedade de opções.

    8. Companheiros Versáteis

    Muitos designer dogs são criados para ser excelentes companheiros, com traços de raças que são conhecidas por sua lealdade e afeição. Isso os torna ótimos para famílias, solteiros e até para pessoas idosas, pois eles geralmente têm personalidades que se adaptam bem a diferentes dinâmicas de vida.

    9. Reduz a Demanda por Raças de Qualidade Inferior

    A criação responsável de designer dogs pode ajudar a reduzir a demanda por cães de raças específicas que possam estar passando por problemas de saúde devido a práticas de criação irresponsáveis. Isso incentiva práticas de criação mais éticas e responsáveis.

    Considerações Finais

    Embora os designer dogs ofereçam muitas vantagens, é importante lembrar que cada cão é um indivíduo e pode herdar uma combinação única de características. A escolha de um designer dog deve ser feita com base em pesquisa cuidadosa e consideração das necessidades específicas do cão e da família. Ao escolher um designer dog, você está investindo não apenas em uma nova aparência, mas em um novo amigo leal e amoroso para sua vida.

     
     
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    RACAS DE CAES DESIGNER DE SUCESSO
    O ChatGPT disse:
    ChatGPT

    Os cães designer, criados a partir do cruzamento planejado de duas raças distintas, têm se tornado cada vez mais populares devido às suas características únicas e vantagens. Aqui estão algumas das raças de cães designer de maior sucesso e popularidade:

    1. Labradoodle

    • Raças Parentais: Labrador Retriever e Poodle
    • Características: Conhecidos por sua pelagem hipoalergênica e temperamentosa, os Labradoodles são excelentes para famílias, com um temperamento amigável, inteligente e fácil de treinar. Eles variam em tamanho, desde pequeno a grande, dependendo do tamanho do Poodle usado na criação.

    2. Goldendoodle

    • Raças Parentais: Golden Retriever e Poodle
    • Características: Semelhante ao Labradoodle, o Goldendoodle é conhecido por sua pelagem ondulada e amigável. São cães muito sociáveis e carinhosos, ideais para famílias e pessoas que buscam um cão com boa disposição e inteligência.

    3. Cockapoo

    • Raças Parentais: Cocker Spaniel e Poodle
    • Características: Pequenos, com uma pelagem macia e hipoalergênica, os Cockapoos são conhecidos por seu temperamento gentil e afetuoso. Eles se adaptam bem a apartamentos e são excelentes para famílias com crianças e idosos.

    4. Maltipoo

    • Raças Parentais: Maltês e Poodle
    • Características: Pequeno e cheio de energia, o Maltipoo é conhecido por sua pelagem sedosa e hipoalergênica. Eles são ideais para pessoas que buscam um cão pequeno e afetuoso, que se adapte bem a espaços menores.

    5. Schnoodle

    • Raças Parentais: Schnauzer e Poodle
    • Características: Disponível em vários tamanhos, o Schnoodle combina o temperamento alerta e leal do Schnauzer com a pelagem hipoalergênica do Poodle. Eles são inteligentes e energéticos, adequados para famílias ativas.

    6. Puggle

    • Raças Parentais: Pug e Beagle
    • Características: O Puggle é um cão pequeno e robusto com um temperamento amigável e enérgico. Eles têm um visual distinto e são conhecidos por sua natureza afetuosa e curiosa.

    7. Cavapoo

    • Raças Parentais: Cavalier King Charles Spaniel e Poodle
    • Características: O Cavapoo é um cão pequeno com uma pelagem ondulada e um temperamento carinhoso e sociável. São ótimos para famílias e indivíduos que buscam um companheiro leal e afetuoso.

    8. Shorkie

    • Raças Parentais: Shih Tzu e Yorkshire Terrier
    • Características: Pequeno e robusto, o Shorkie é conhecido por seu temperamento animado e leal. Eles têm uma pelagem que pode exigir cuidados regulares, mas compensam com sua personalidade carinhosa e protetora.

    9. Chiweenie

    • Raças Parentais: Chihuahua e Dachshund (Teckel)
    • Características: O Chiweenie é um cão pequeno com uma personalidade ousada e leal. Eles têm uma pelagem que varia e são conhecidos por serem alertas e afetuosos, adequados para aqueles que gostam de cães menores e enérgicos.

    10. Poochon

    • Raças Parentais: Poodle e Bichon Frise
    • Características: O Poochon é um cão pequeno com uma pelagem macia e hipoalergênica. Eles são conhecidos por seu temperamento amigável e sua adaptabilidade a diferentes ambientes, tornando-os ótimos companheiros.

    Vantagens das Novas Raças Designer sob a Perspectiva Veterinária

    O cruzamento de raças específicas pode gerar novas raças de cães com características únicas, que podem oferecer várias vantagens sob a perspectiva veterinária. Aqui está uma análise dos possíveis benefícios das novas raças resultantes dos cruzamentos entre Pitbull x Bulldog, Bully x Chow Chow, e Chihuahua x Pug:

    1. Pitbull x Bulldog

    Características Potenciais:

    • Tamanho e Aparência: O resultado pode ser um cão de porte médio, com a estrutura muscular e robusta do Pitbull combinada com a aparência distinta do Bulldog.
    • Temperamento: Essa mistura pode levar a um temperamento equilibrado, combinando a lealdade e a coragem do Pitbull com a natureza mais calma e amigável do Bulldog.

    Vantagens Veterinárias:

    • Menor Predisposição a Doenças Genéticas Específicas: A combinação pode diluir a prevalência de certas doenças genéticas comuns em cada raça. Por exemplo, o Bulldog tem uma predisposição para problemas respiratórios e articulares, enquanto o Pitbull pode ter questões genéticas específicas como displasia coxofemoral. A combinação pode reduzir a incidência de algumas dessas condições.
    • Melhoramento da Saúde Geral: O cruzamento pode levar a uma robustez física aprimorada e maior resistência a algumas doenças, ao misturar os melhores atributos de ambas as raças.

    2. Bully x Chow Chow

    Características Potenciais:

    • Tamanho e Aparência: Esse cruzamento pode resultar em um cão com uma pelagem densa e espessa, possivelmente herdada do Chow Chow, e uma estrutura robusta e atlética do Bully. O resultado pode ser um cão com uma aparência impressionante e única.
    • Temperamento: A mistura pode oferecer um equilíbrio entre a natureza protetora e leal do Bully e a personalidade reservada e independente do Chow Chow.

    Vantagens Veterinárias:

    • Redução de Problemas de Pele: O cruzamento pode ajudar a mitigar alguns problemas de pele associados ao Chow Chow, como a dermatite e problemas de pelos, especialmente se o Bully tiver uma pelagem menos propensa a problemas.
    • Maior Resistência a Condições Comuns: O cruzamento pode resultar em uma raça menos propensa a condições genéticas específicas de cada raça progenitora. Por exemplo, problemas de saúde como problemas respiratórios no Chow Chow e problemas articulares no Bully podem ser menos prevalentes.

    3. Chihuahua x Pug

    Características Potenciais:

    • Tamanho e Aparência: O resultado pode ser um cão pequeno e compacto, com uma pelagem curta e um rosto com características de ambos os pais. Pode ter a estrutura robusta do Pug e a vivacidade do Chihuahua.
    • Temperamento: Pode ter uma personalidade enérgica e afetuosa, combinando a natureza alerta e vibrante do Chihuahua com a natureza amigável e adorável do Pug.

    Vantagens Veterinárias:

    • Menos Problemas Respiratórios: O cruzamento pode potencialmente reduzir a severidade de problemas respiratórios associados com a braquicefalia dos Pugs. O Chihuahua, tendo um focinho mais longo, pode ajudar a melhorar a respiração do descendente.
    • Diversidade Genética: O cruzamento pode reduzir a incidência de problemas de saúde comuns a cada raça, como problemas cardíacos no Chihuahua e problemas oculares no Pug, ao aumentar a diversidade genética.

    Considerações Gerais

    • Diversidade Genética: O cruzamento de raças pode aumentar a diversidade genética, o que geralmente leva a uma melhor saúde geral e menor risco de doenças genéticas.
    • Cuidados e Monitoramento: Mesmo com as vantagens potenciais, é essencial que qualquer novo cruzamento seja monitorado de perto por veterinários para garantir que os problemas de saúde conhecidos nas raças progenitoras sejam minimizados.

    É importante que a criação de novas raças seja feita com responsabilidade, considerando a saúde e o bem-estar dos animais. A colaboração entre criadores e veterinários pode garantir que os benefícios da diversidade genética sejam aproveitados, ao mesmo tempo que se minimizam os riscos associados a problemas de saúde.

    Considerações Finais

    Cada uma dessas raças de cães designer oferece uma combinação única de características, tornando-as adequadas para diferentes tipos de famílias e estilos de vida. Ao escolher um cão designer, é importante considerar tanto as necessidades específicas da raça quanto suas próprias preferências e estilo de vida. A pesquisa cuidadosa e a escolha responsável garantirão que você encontre o parceiro perfeito para a sua família.

  • Pulgas Cães e gatos Produtos Comerciais

    IPC Sutentável 

    Criação Amiga dos cães e gatos

    Controlar as pulgas - Quais as opções que existem?

    As pulgas são pequenos animais que adoram os nossos animais de estimação e que podem trazer numerosas doenças, entre as quais a principal causa de problemas de pele em animais – a dermatite alérgica à pulga – em que o pêlo cai em demasia e a pele fica muito vermelha e irritada, podendo ficar gravemente infectada por bactérias que se aproveitam do seu estado frágil. Para além disso as pulgas podem transmitir parasitas intestinais e microrganismos muito perigosos (anemia infecciosa felina). 
    Factos sobre as pulgas: 
    - As pulgas dos gatos são da mesma espécie da que dos cães 
    - depois da primeira refeição de sangue, sobrevivem pouco tempo fora do animal 
    - Os ovos das pulgas caem para o chão e são resistentes aos insecticidas, mas são sensíveis a outro tipo de produtos que impedem que o ovo se desenvolva (desde que a pulga os tenha ingerido antes de pôr os ovos). Exemplos destes produtos são o Metoprene, Lufenuron e Selamectina. 
    - Dos ovos nascem as larvas, que se alimentam das fezes das pulgas (que são sangue digerido). Não resistem muito tempo no exterior, porque morrem facilmente em ambientes de luz, calor e secura. São sensíveis aos mais tradicionais insecticidas e também aos inibidores de crescimento (como por exemplo Lufenuron, Piriproxifene, Metoprene; Fipronil; Permetrina). 
    - Das larvas surgem as pupas, que são resistentes ao frio, secura, insecticidas e inibidores de crescimento. Podem sobreviver durante meses neste estado, apenas desenvolvendo-se se forem expostas a vibração, temperaturas elevadas e aumento da concentração de CO2. Só depois de se transformarem em pulgas é que passam a ser sensíveis aos insecticidas. 

    O meu animal coça-se muito, será que tem pulgas? 

    - Procure pulgas no seu animal e as respectivas fezes – “lixo” (ou “caspa”) escuro em forma de virgula – que são constituídas por sangue seco. Passe um pouco dessa “caspa” para um papel humedecido e verá que o papel se tingirá de vermelho. Em alguns animais alérgicos é muito dificil encontrar pulgas, uma vez que como têm muita comichão têm a tendência a conseguir livrarem-se de todas elas. Caso encontre pulgas aconselhe-se com o seu veterinário sobre a melhor forma de se ver livre delas. 
    - Se o seu animal está com a pele muito danificada pode ser alérgico e precisar de uma terapia para evitar a auto-mutilação e para controlar as infecções secundárias. Poderá precisar de um shampô especial para remover as crostas e acalmar a pele. Aconselhe-se com o seu veterinário assistente. 

    Quais os produtos que existem para o controlo de pulgas? 

    Os mais conhecidos que existem no mercado são o Fipronil e o Imidaclopride. Os produtos em spot-on são geralmente preferidos em relação aos sprays e coleiras. As coleiras de Deltametrina também são utilizadas por causa do potencial efeito protector contra o mosquito da Leishmaniose. Produtos combinados que têm inúmeras valências são mais dispendiosos - muitas vezes são utilizados pelo seu aspecto prático (fazendo a prevenção da dirofilariose), e quando o animal tem alguma tendência para as sarnas. Em animais que não tolerem produtos tópicos, a administração em comprimidos é muito popular. A toxicidade do produto para o meio ambiente, para a família e ainda para o animal também constitui um factor muito importante na escolha. 

    A - Para escolher o produto deve ter em conta o seguinte: 
    - dependendo das zonas em causa, uns produtos funcionam mais do que outros, uma vez que as pulgas podem ganhar resistência a um determinado composto. Deve informar-se quais os produtos com maior eficácia na sua região; 
    - alguns produtos são tóxicos para animais jovens, de modo que deve ter em conta a idade do seu animal quando escolhe um produto. Se existe probabilidade de gravidez, também deve escolher um produto com segurança comprovada; 
    - se tem muitos animais, cães e gatos, deve tentar informar-se qual a opção mais económica e que seja eficiente. Lembre-se que alguns produtos não podem ser utilizados em gatos. 
    - alguns animais não gostam de sprays, outros fazem alergia às pipetas, outros detestam engolir comprimidos. Algumas pessoas não querem que o seu animal de estimação use coleira. Deste modo, deve tentar escolher a formulação mais adequada para a sua casa. 
    - em alguns casos de infestações severas pode ser necessário utilizar produtos para aplicar no ambiente (dentro de casa) para conseguir acabar com a praga mais rapidamente. 
    - também os diferentes produtos têm tempos de actuação diferente, de modo que deve escolher o mais adequado para os seus animais, tendo também em conta o risco de estes apanharem pulgas (que é diferente se estiverem sempre dentro de casa ou se forem passear às ervas) e ainda se tiver pessoas sensíveis em casa (crianças, pessoas debilitadas), que não possam de maneira nenhuma ter contacto com pulgas. 
    - alguns produtos têm outras funções para além de protegerem contra as pulgas, entre as quais a protecção contra carraças, piolhos, ácaros, moscas, mosquitos e ainda controlo dos parasitas internos e prevenção da dirofilariose. 
    - Não junte dois produtos diferentes sem ter a certeza que a sua conjugação não origina um efeito tóxico para o animal. Em caso de falha de um determinado produto, pergunte ao seu veterinário qual poderá utilizar sabendo que o primeiro produto que utilizou ainda se encontra efectivo.

    B- Quais os produtos que existem? 

    Em seguida apresento os produtos que existem para a protecção de pulgas. Os mais populares são o imidacloprid, o fipronil e a permetrina. Muitos deles não existem noutros países devido à sua toxicidade para o meio ambiente. 

    Lufenuron (Program®) – é um inibidor de crescimento (da síntese de quitina). Isto significa que as pulgas não conseguem pôr ovos férteis (ou seja, não mata as pulgas adultas mas corta o ciclo). É vendido em comprimidos para cães, xarope para gatos e ainda em injectável de 6 em 6 meses para gatos. Existe ainda uma formulação para cães que inclui composto para a prevenção da dirofilariose. Não existem registos de toxicidade, sendo de facto uma droga muito segura (pode ser utilizado em animais gestantes e lactantes). Em termos ambientais também é uma boa opção. É mais facilmente absorvido de administrado com uma comida gordurosa. Pode ser necessário adicionar outro produto adulticida em gatos que façam apenas o xarope para conseguir controlar uma infestação, uma vez que não tem eficácias nas pulgas adultas. Em animais que façam alergia à pulga, utilizar apenas o Lufenuron não é conveniente. Todos os animais da casa têm de estar a tomar o mesmo para que se consiga eliminar as pulgas, o que pode ficar bastante dispendioso.

    Lufenuron + milbemicina (Program Plus®) – combina os efeitos do lufenuron com os efeitos da milbemicina, que se trata de um preventivo da Dirofilariose e alguns parasitas intestinais.


    Nitenpiram (Capstar®) – é um fármaco em comprimidos muito útil para eliminar as pulgas adultas, não tendo efeito sobre os ovos, larvas e pupas. Depois de administrado o comprimido começam-se a notar os efeitos passado 15 minutos e ao fim de 6 horas quase todas as pulgas adultas foram eliminadas. Os comprimidos só têm efeito de 24 horas, de modo que é utilizado quando existe urgência em eliminar as pulgas adultas (devido por exemplo ao facto do animal ser alérgico). Este produto pode ser utilizado em cães e em gatos a partir as 4 semanas de idade e a partir de 1 Kg. Não há nenhum problema na utilização em animais gestantes/lactantes.

    Piriprol (Prac-Tic®) – fármaco lançado recentemente em spot-on para cães que protege contra pulgas adultas e carraças durante 1 mês. Não deve ser utilizado em gatos nem em animais com menos de 8 semanas de idade e/ou 2 Kg de peso vivo. O efeito para as pulgas nota-se 24 horas após a aplicação e o das carraças 48 horas após a aplicação. Não foi determinada a segurança em animais gestantes e lactantes.

    Metaflumizona (Promeris®) – substância em spot-on (pipetas) com efeitos neurológicos nas pulgas, causando-lhes a paralisia, formulado especificamente para gatos. Não deve ser administrado a gatos com idade inferior a 8 semanas. A protecção tem duração de 6 semanas, mas em casos de fortes infestações pode-se aplicar de 4 em 4 semanas. Não foi determinada a segurança em animais gestantes e lactantes.

    Metaflumizona + Amitraz (Promeris Duo®) – fármaco lançado recentemente em spot-on para cães que protege contra pulgas e carraças durante 1 mês. Não deve ser utilizado em gatos (por causa do amitraz) nem em animais com menos de 8 semanas de idade. O Amitraz é uma substância tóxica que pode originar sintomas neurológicos muito eficaz na protecção contra carraças (o amitraz é conhecido pela sua formulação em coleira – Preventic®). Não deve ser utilizado em cadelas gestantes e lactantes. A metaflumizona actua na parte nervosa das pulgas, paralisando-as. Não deve ser aplicado com uma frequência superior à de 15 em 15 dias. Aliás, o produto tem efeito de 2 meses, mas para uma protecção mais eficaz, aconselham-se aplicações mensais. 

    Imidaclopride (Advantage®) – É um produto muito popular em pipetas que se coloca no dorso do animal (cães e gatos) e que é muito bem tolerado e muito seguro. Nos gatos que não gostam de sprays é uma boa alternativa. Tem efeito sobre as pulgas adultas (e algum efeito nas larvas), tendo um efeito residual a 100% de eficácia de 21 dias nos gatos e a 90% de eficácia a 28 dias nos cães. Após a aplicação rapidamente paraliza as pulgas sendo visível a sua queda do pêlo do animal. O produto não é alterado pela luz, mas não é tão eficaz em animais que facilmente molhem o pêlo. De qualquer forma não existe nenhum inconveniente na aplicação semanal do produto, em casos de animais que por alguma razão tenham de tomar banho com muita frequência (não é à prova de água). O imidaclopride tem uma baixa taxa de reacções adversas, mas caso o animal fique sem pêlo na zona de aplicação ou se fizer uma dermatite, não deverá voltar a utilizá-lo. O imidaclopride sozinho não tem efeito contras as carraças, o que pode ser um grande inconveniente (de modo que agora existe uma nova formulação combinada). Também não tem efeito repelente. Não se deve utilizar em animais com menos de 7 semanas e menos de 1,5Kg. Porém, é um produto muito popular em gatos principalmente. É seguro para animais gestantes e lactantes. 

    Permetrina (Pulvex®; Defendog®) – é um produto muito popular piretróide insecticida e acaricida, biodegradável, em spot-on (pipetas para colocar no dorso) ou em spray, mas que apenas pode ser utilizado em cães, uma vez que altamente tóxico para gatos. Tem acção contra mosquitos, moscas, pulgas e carraças, e pode ser utilizado em cachorros a partir das 2 semanas de idade. Devido a esta acção de repelente, é favorável em animais que vivam em zonas de risco de Leishmaniose. Porém, para manter a sua acção repelente em relação a alguns mosquitos, ter-se-ia de se aplicar o produto de 2 em 2 semanas. O produto elimina as pulgas e carraças em 24 horas, mas não elimina imdiatamente as carraças que já se encontrem presas no animal aquando da aplicação. Para as pulgas e carraças tem efeito residual de 4 semanas (porém, para algumas carraças apenas protege durante 3 semanas). 

    Combinação Imidaclopride + Permetrina (Advantix®) – Também se trata de um produto em spot-on (pipetas) exclusivamente para cães, sendo constituído por uma combinação das duas substâncias anteriores. Sendo assim tem uma acção de 3-4 semanas para pulgas, carraças e repele mosquitos e moscas. Todas as indicações anteriores para os produtos correspondentes são relativamente são válidas. Pode ser utilizado na gestação e lactação.


    Combinação Imidaclopride + Moxidectina (Advocate®) – Produto em spot-on para cães e gatos que combina a acção anti-pulgas do Imidaclopride (ver considerações anteriores) com a Moxidectina, que se trata de um composto que permite a prevenção da dirofilariose, elimina ácaros (sarnas, otites, demodex, etc) para além de eliminar parasitas intestinais. Não deve ser utilizado em cachorros com menos de 7 semanas, gatinhos com menos de 9 semanas e ainda animais com menos de 1 Kg. Não existem estudos sobre a segurança em gestação e lactação. 

    Fipronil (Frontline®) – trata-se de um produto muito popular para cães e gatos que existe em pipetas e em spray. Tem acção contra as pulgas, carraças, ácaros e piolhos. Recentemente foi practicamente substituído pela associação Fipronil–S-Metopreno (Frontline Combo®) de modo a tornar o produto mais eficaz e mais competitivo em termos de mercado. Tem segurança para animais gestantes e lactantes. Para os gatos trata-se do melhor produto (relativamente a eficácia e segurança) para a prevenção das carraças. 
    O Fipronil pode ser utilizado em cachorros e em gatinhos com mais de 8 meses de idade. Tem uma eficácia de 95% em relação às pulgas de mais do que 80 dias em cães, e de um mês para cães que tomem banho duas vezes por semana (é resistente à água comparativamente aos outros produtos). Estão aconselhadas aplicações mensais para quebrar o ciclo da pulga. O Fipronil não convém ser aplicado mais do que uma vez por mês. Raramente causa reacções adversas. Não tem acção repelente (mosquitos e moscas). 
    O spray é à base de álcool e deve ser administrado a 3-6ml/kg, ou seja, é necessário 30 a 60ml para tratar um cão de 10 kg. O spray se for bem aplicado é mais eficaz do que as pipetas, mas tem o inconveniente da aplicação e do stress que causa nos gatos.


    S-Metopreno é um inibidor de crescimento que pode ser utilizado em combinação com um produto adulticida (Frontline combo®; Ectokill® spray com piretrinas para cães e gatos com duração de 1 mês). Tanto os ovos como as larvas da pulga são afectados com este produto.


    Selamectina (Stronghold®) – substância revolucionária e muito segura, disponível em pipetas para cães, cachorros, gatos e gatinhos (a partir das 6 semanas). Ao contrário do Fipronil e do Imidocloprid é de acção sistémica, sendo mais dispendioso (é possível detectar o produto no sangue do animal). Tem eficácia contra as pulgas adultas, larvas e ovos, devendo ser efectuadas aplicações mensais. Não é porém o mais eficaz relativamente a pulgas adultas, de modo que não deve ser utilizado em infestações. Também tem acção contra sarnas (ácaros), parasitas intestinais, faz a prevenção da dirofilariose e em doses repetidas tem acção contra carraças. É muito seguro e pode ser utilizado em cães de raça Collie com sensibilidade à ivermectina. Trata-se de um produto à prova de água e pode ser utilizado em animais gestantes e lactantes. 
    Deltametrina (Scalibor®) – Trata-se de um piretróide. Existe sob a forma de coleira, sendo a forma mais prática de manter as pulgas afastadas durante bastante tempo (4 meses). Tem a vantagem de ter efeito repelente de mosquitos, entre os quais o transmissor da Leishmaniose. Também tem efeito contra carraças (6 meses). Não deve ser utilizado em cachorros com menos de 7 semanas de idade. Menos conhecida é a formulação em shampô, com efeito residual por apenas 2 semanas. É um produto muito tóxico para os gatos. Pode ser utilizado em cadelas em lactação e em gestação.


    Propoxur (Bolfo®) – existindo formulações em coleiras, pós, shampôs e sprays, este produto tem eficácia contra pulgas, carraças e piolhos em cães e gatos. Tem efeito de 4 meses para pulgas e de 10 semanas para carraças. Pode ser utilizado em lactação e em gestação.


    Propoxur + Flumetrina (Kiltix® coleira) – Coleira para cães, tem efeito para carraças e pulgas durante 7 meses. Não é aconselhado em cães que estejam em contacto com crianças. Pode ser utilizado em cadelas em gestação e em lactação.


    Diazinão (Doggy Doggy®; Kawu®) – existe em forma de coleira para cães e gatos, para prevenção e eliminação de pulgas e carraças durante 4 meses. Só deve ser utilizado a partir dos 6 meses de idade. O Diazinão é uma substância muito tóxica, não é aconselhado em cães que estejam em contacto com crianças. Não deve ser utilizado em animais em lactação.


    Carbaryl (Doggy Doggy pó®) – pó insecticida para protecção de pulgas e carraças em cães e gatos. Tem de ser utilizado 1 vez por semana para ter eficácia (pouco prático). Não pode ser utilizado em animais com menos de 6 meses de idade. Não pode ser aplicado durante a lactação.

    Lindano (Carracil®, Gamatox®) – Formulação em solução para ser diluída em banhos para cães. Tem efeito em pulgas, piolhos, ácaros e carraças (muito utilizado em sarnas). O uso em gatos e em animais com menos de 3 meses de idade é contraindicado (altamente tóxico). Também devido ao seu efeito tóxico, animais com problemas hepáticos ou debilitados deverão utilizar outra substância. Não deve ser utilizado em cadelas gestantes e lactantes. O lindano é altamente tóxico para o meio ambiente.

    Artigo da Associação de Protecção Animal da Figueira da Foz

    PetClube Amigo e a Medicina Veterinária

     Somos uma verdadeira Entidade do Bem e Parceiros da Natureza, promovendo uma conexão profunda entre humanos, animais e o meio ambiente. Nosso compromisso vai além da seleção cuidadosa de filhotes mansos e saudáveis; buscamos proporcionar uma experiência transformadora para tutores que desejam elevar suas vidas por meio da energia positiva que esses animais carregam.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Recentemente, seu artigo “A CONTRIBUIÇÃO DAS DIETAS CETOGÊNICAS ASSOCIADAS À ATIVIDADE FÍSICA PARA AUMENTO DO BDNF E DO GH NA NEUROPLASTICIDADE EM ANIMAIS” foi avaliado e aceito para publicação na prestigiada revista Dcs, reforçando sua base científica nas abordagens integrativas.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além deJuquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões deEmbu-Guaçu,Itapecirica da Serra,São Lourenço da Serra,Miracatu,São Bernardo do Campo,Santo André eSão Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo comoVila Nova Conceição,Cidade Jardim,Jardim Paulistano,Ibirapuera,Lapa,Aclimação,Higienópolis,Itaim Bibi,Tatuapé eMooca.
    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seuespaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural.
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    • Condições Metabólicas: Previne e gerencia obesidade, diabetes, problemas renais e hepáticos, promovendo o equilíbrio do metabolismo.
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    O ragamuffin é um gato de grande porte que pode atingir 9-12kg quilos com facilidade quando adultos. Também são gatos com uma infância longa, já que só começam a amadurecer após os três primeiros anos de vida. Normalmente, eles são encontrados por a partir de R$ 5 mil e podem chegar a custar até R$ 10 mil, e a venda é somente para companhia e estimação, sendo que criadores sérios, como Petclube Catterry não vendem para criação comercial.
    Os gatos da raça Ragamuffin adoram o seu dono. Ele é muito querido, atencioso e até gosta de brincar, apesar de também gostar de descansar. Se o que se pretende é ter um gato que goste da família e que faça companhia, então o Ragamuffin é uma boa escolha. O Ragamuffin é um gato de caráter adocicado e que restitui o sorriso a qualquer um. Conheça um pouco mais sobre a origem desta raça.

    Ragamuffin

    Sem dúvida, a verdadeira origem do Ragamuffin é um mistério, mas a verdade é que se tornou uma raça muito aceita e apreciada.

    Características do gato Ragamuffin
    Os Ragamuffins são gatos grandes e musculosos, cujas cabeças parecem menores em comparação com seus grandes corpos.

    Enquanto outras raças amadurecem aos 1 ou 2 anos, os Ragamuffins têm um comportamento infantil e brincalhão até os 3 anos de idade. Quanto pode viver um Ragamuffin? Até 13 anos, aproximadamente. Eles podem pesar até 14 quilos, sendo a média de 9-10 kg.

    Os Ragamuffins têm um corpo grande e robusto, pele macia e curta. O corpo é retangular, com a frente mais delgada do que as costas.

    Origem
    Ragamuffin

    A origem do gato Ragamuffin está ligada diretamente a própria origem do Ragdoll, esta que deverá ser compreendida para que se possa entender melhor a raça. Durante a década de 60, uma gata que se chamava Josephine, que apresentava o biótipo original do gato sofreu um acidente, e acabou sendo levada para a Universidade da Califórnia. Assim que foi tratada e curada deu origem a uma ninhada onde todos os gatos eram meigos e dengosos. Uma vez que esta gata teria sido tratada e curada deu origem a uma ninhada em que os gatos eram meigos e dengosos.

    Este fato curiosamente começou a se repetir nas ninhadas seguintes e acabou não passando despercebido para a criadora de gatos Ann Baker, e também vizinha dos donos da gata Josephine. A criadora então comprou uma série destas crias e começou um programa que deu origem então a raça Ragdoll, a palavra significa boneca de trapos, o que representa os movimentos ondulados do gato que parece se moldar a qualquer tipo de colo ou qualquer abraço. Estando ciente das peculiaridades da raça. Ann então a patenteou e criou o seu próprio registro da raça através do IRCA. A partir do momento que veio a se tornar standard da raça, começou a impor regras a todos os que desejassem criar ou vender os gatos sob a designação Ragdolls. Ann passou a proibir também que esta raça fosse registrada em qualquer outro tipo de associação que não fosse a sua.

    Foi então a partir do ano de 1975 que um grupo de fãs da raça rompeu com seus ditos abandonando a IRCA, pois pretendiam assim conquistar o reconhecimento através de outras entidades. O nome então Rafamuffin surgiu no ano de 1994, época quando uma nova vaga de criadores descontentes resolveu se manifestar com relação às restrições que eram impostas por Ann Baker. E por não poderem se chamar de Ragdolls decidiram lhe dar outro nome e por título acabaram escolhendo o nome Ragamuffin. No ano de 2003 foi então que a raça foi aceita finalmente pela Cat Fanciers Association, o que deu início a uma nova história e se distanciando um pouco mais do gato da raça Ragdoll.

    Características
    RagamuffinComo características físicas do Ragamuffin podemos encontrar uma raça de gatos grandes, musculosos e pesados. Contam com um peitoral largo e um pescoço que fosse considerado muito curto.

    Seu pelo é bastante grosso e espesso, deverá contar com um comprimento médio e pode aparecer em várias cores.

    Musculosos por natureza, com ombros e peitos largos, possuem uma tendência a ficar com uma ligeira barriguinha. Seu pescoço por sua vez é comparativamente pequeno. Suas patas são bastante grandes e redondas, contando com tufos de pelo entre e ao longo de suas patas e as suas pernas possuem ossos largos e são de tamanho médio. A sua característica apesar disto mais marcante, para além de sua terna personalidade e pelo macio é o seu focinho.

    Seu focinho é bastante redondo e firme, com bochechas grandes. Seus bigodes são farfalhudos e as suas orelhas redondas e médias, devem ser proporcionais a sua cabeça e colocadas bem em cima ligeiramente inclinadas para frente. Seu nariz é bastante característico e conta com uma pequena cavidade como uma concha.

    Estão disponíveis para todos os padrões e cores, com exceção dos que possuem uma coloração circunscrita ao focinho, as suas patas e caudas. Seus olhos poderão ser de qualquer tipo de cor desde que sólida, incluindo exemplares com o chamado odd-eyed, ou seja, de um olho de cada cor.

    Pelagem
    Os gatos da raça RagaMuffins podem ser encontrados em todos os padrões e cores, apesar disto os colorpints não são permitidos sob padrões CFA. Seus olhos podem ser de qualquer tipo de cor sólida, com alguns casos de existirem a chamada heterocromia.

    Temperamento
    RagamuffinO único extremo permitido nesta raça é a natureza extremamente dócil do gato Ragamuffin, pois costuma ser um felino extremamente meigo, gentil e também cheio de afetos. Cativam por demais os humanos. A verdade é que com isto eles estão sempre conquistando seus objetivos, que são os colos e carinhos, apesar disto sabem dar o retorno. É um tipo de gato que vai receber o seu dono na porta, o acompanha e segue o tempo inteiro, e como qualquer bom amigo que se preze são faladores, e podem ter longas conversas com a sua família humana, apesar de não entendermos nada.

    Devido a sua grande docilidade costumam ser gatos excelentes para se ter em casa e até mesmo gatos para a sua própria segurança. Não costumam ser muito atléticos, o que não muda em nada a sua grande vontade de brincar, pular, escalar, arranhar postes de madeiras ou mesmo de cordas onde limam suas garras. Um traço bastante especial e característico da raça é se prender com rápidas e também inesperadas mudanças de humor.

    Seus momentos de rabugento são sempre passageiros. Sua vocação costuma ser mimar, dar carinhos e atenção para todos os membros da sua família, incluindo até mesmo outros animais de estimação. Quando o assunto são os temperamentos existem traços que lembram bastante algumas raças de cães de colo. São bastante calmos e pacientes, companheiros ideais para crianças, em brincadeiras, porém em que não se imaginam gatos, como festas com bonecas ou mesmo embalar em carrinhos de bebê como se fossem verdadeiros bebês, e eles adoram.

    De forma geral, onde ele receba a atenção dos humanos ele está adaptado a qualquer tipo de atenção e situação. Toda esta descrição certamente não irá resultar em um gato preguiçoso e que se limita a fazer tudo àquilo que dele querem. É possível se pensar em um gato extremamente bem humorado e boa onda, capaz de entrar em qualquer tipo de brincadeira, principalmente quando esta brincadeira envolve seus próprios brinquedos que tem interesse

    Saúde
    RagamuffinAinda que seja um felino de pelo médio a longo não exige muita manutenção, pois não é propício a ocorrerem embaraços. Ainda assim para que se tenha um aspecto bastante saudável e mais belo, é importante não descuidar das escovagens neste felino, e é importante sempre oferecer uma superfície para que ele possa arranhar bem como seus próprios brinquedos. Conquistar um gato feliz é ter um exemplar de gato ocupado com brincadeiras e mimado. Contam com uma enorme vantagem de serem por grande natureza saudáveis, sem contar com problemas de saúde genéticos e com uma longa esperança de vida.

    Cuidado

    O ragamuffin é um gato altamente indicado para apartamentos explica o Petclube Cattery. Quando eles saem para rua ou ficam do lado de fora de casa, não têm noção de perigos. Ao mesmo tempo lidam bem com desconhecidos e outros animais. Se você sonha em ter um gato que vive bem com cachorros ou roedores, o ragamuffin precisa ser considerado.

    Atingem a sua maturidade de forma bastante tardia, apenas por volta dos quatro anos, o que faz com que ele possa aproveitar todas as etapas de sua vida quando o assunto são as brincadeiras. Os criadores costumam oferecer os filhotes entre 12 a 16 semanas de nascidos, e a esta altura já deverão contar com a sua vacinação básica além de desenvolverem uma estabilidade física, e social que irá lhes permitir se adaptar com alegria a um novo meio, uma nova casa e uma nova família.

    O gato da raça RagaMuffin tem uma expectativa de vida equivalente de 10 à 15 anos, e pode chegar a ter mais de 10 kg se for macho, deverá contar também com pequeno espaço para se exercitar e ainda manter a sua forma.

    Como dicas é importante acima de tudo, para que se tenha um exemplar de felino saudável, que se ofereça uma ração de qualidade, esta que deverá ser sempre concedida de acordo com a indicação do criador que vender o animal ou mesmo um veterinário de sua confiança para que não aconteçam erros. As rações premium normalmente são as mais indicadas já que oferecem todas as vitaminas necessárias para que seu felino cresça bem, forte e saudável.

    Além disto, tudo este é um animal extremamente comilão, por isso é importante ter este cuidado já que ele poderá ter uma inclinação para a obesidade, o que poderá encurtar o seu ciclo de vida.

    Outro fator muito importante é as visitas ao veterinário, as visitas ao veterinário deverão ser feitas pelo menos duas vezes ao ano. O veterinário é o médico responsável pelo seu animal de estimação e é ele quem irá dar todas as informações pertinentes ao que pode ou não ser feito com o seu gato tanto de brincadeiras, alimentação, medicação caso sejam necessárias entre uma série de outros problemas.

    É claro que quem for um dono que quiser ter seu animal feliz, bonito e alegre com a sua família certamente irá ter de cuidar com todo o amor e carinho. Afinal de contas um animalzinho de estimação faz toda a diferença em um lar. Oferece uma renovação de energias além de muitas felicidades para todas as pessoas com suas inocentes travessuras e brincadeiras.

    Por isso certamente o gato Ragamuffin E O RAGDOLL é uma excelente alternativa de animal de estimação. Um bom amigo para todos e que sempre estará ali para o que der e vier para toda a sua família e as pessoas que ele se simpatizar. 

    PetClube Amigo e a Medicina Veterinária

     Somos uma verdadeira Entidade do Bem e Parceiros da Natureza, promovendo uma conexão profunda entre humanos, animais e o meio ambiente. Nosso compromisso vai além da seleção cuidadosa de filhotes mansos e saudáveis; buscamos proporcionar uma experiência transformadora para tutores que desejam elevar suas vidas por meio da energia positiva que esses animais carregam.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Recentemente, seu artigo “A CONTRIBUIÇÃO DAS DIETAS CETOGÊNICAS ASSOCIADAS À ATIVIDADE FÍSICA PARA AUMENTO DO BDNF E DO GH NA NEUROPLASTICIDADE EM ANIMAIS” foi avaliado e aceito para publicação na prestigiada revista Dcs, reforçando sua base científica nas abordagens integrativas.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

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    • Distúrbios Gastrointestinais: Através da modulação intestinal e exclusão de alérgenos como carboidratos, ele trata DII (Doença Inflamatória Intestinal), colite, disbiose, diarreias crônicas, sensibilidades alimentares, gastrites e pancreatites.
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  • Revisão Bibliográfica Metabólica Açúcar Refinado Carbohidratos Gorduras Esteatose Hepática Resistencia Insulina Veterinária

    A VERDADE AMARGA SOBRE O AÇÚCAR: UMA REVISÃO HISTÓRICA E METABÓLICA DAS HIPÓTESES DE YUDKIN, KEYS E LUSTIG E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE HUMANA E POSSIBILIDADES MEDICO-VETERINÁRIA

    med vet Claudio Amichetti Junior

    Resumo

    O debate sobre o papel do açúcar e das gorduras na gênese das doenças metabólicas constitui uma das mais relevantes controvérsias da história da nutrição, estendendo-se com análoga importância para a medicina veterinária contemporânea. Desde meados do século XX, Ancel Keys e John Yudkin apresentaram hipóteses antagônicas: a primeira atribuía às gorduras saturadas a principal responsabilidade pelas doenças cardiovasculares, enquanto a segunda denunciava o açúcar refinado como agente central da síndrome metabólica e da obesidade. Décadas depois, Robert Lustig reavivou o debate, sustentando, com base em dados bioquímicos e epidemiológicos, que a frutose exerce efeitos metabólicos equivalentes aos do álcool, promovendo esteatose hepática, resistência à insulina e inflamação sistêmica. O presente artigo revisa a evolução histórica dessas hipóteses, correlacionando suas bases fisiológicas e as evidências contemporâneas que apontam para o açúcar — e não para a gordura — como principal disruptor do metabolismo lipídico. Em um desdobramento crucial, este trabalho estende essa análise ao contexto da saúde pet, investigando como o alto teor de carboidratos em dietas comerciais para animais de companhia, especialmente felinos, replica e agrava esses distúrbios metabólicos, contrastando com os benefícios da alimentação natural e da terapia adjuvante com cannabis no manejo de condições crônicas.

    Palavras-chave: Açúcar, Gordura saturada, Frutose, Metabolismo lipídico, Síndrome metabólica, Esteatose hepática, Insulina, Alimentação natural, Ração comercial, Cannabis, Felinos, AINEs.


    1. Introdução

    A compreensão dos mecanismos que regulam o metabolismo da gordura em mamíferos tem sido objeto de intensa investigação, com profundas implicações tanto para a saúde humana quanto para a veterinária. As doenças cardiovasculares e metabólicas emergiram como principais causas de morbidade e mortalidade global, e a busca por um culpado dietético concentrou-se, inicialmente, na gordura saturada. Contudo, paralelamente, alguns pesquisadores — notadamente John Yudkin — sugeriam que o verdadeiro agente patogênico seria o açúcar refinado.

    A controvérsia entre Ancel Keys e John Yudkin marcou o início de uma cisão conceitual entre duas visões de mundo: a “hipótese lipídica”, de caráter restritivo em relação à gordura, e a “hipótese glicídica”, centrada na toxicidade metabólica do açúcar. Décadas mais tarde, o endocrinologista Robert Lustig retomaria e ampliaria as proposições de Yudkin, demonstrando, em bases moleculares, os danos metabólicos provocados pela frutose e seu papel na epidemia moderna de obesidade. A relevância dessas discussões transcende a esfera humana, encontrando um eco preocupante no crescente índice de doenças metabólicas em animais de companhia, muitas vezes alimentados com dietas ricas em carboidratos processados.


    2. A Hipótese Lipídica de Ancel Keys

    Em 1953, Ancel Keys publicou o artigo Atherosclerosis: a problem in newer public health, no qual propôs a correlação entre ingestão de gordura saturada e incidência de doença cardíaca isquêmica (1). Posteriormente, o Estudo dos Sete Países consolidou a hipótese de que populações com maior consumo de gordura saturada apresentavam maiores taxas de mortalidade cardiovascular (2).

    A hipótese lipídica foi amplamente aceita e incorporada às diretrizes de saúde pública, resultando em políticas alimentares que incentivaram o consumo reduzido de gorduras e o aumento de carboidratos complexos. Entretanto, análises posteriores identificaram falhas metodológicas no estudo de Keys, incluindo viés de seleção e ausência de controle para o consumo de açúcar e outros fatores dietéticos (3).


    3. A Hipótese Sacarídica de John Yudkin

    Em contraposição, John Yudkin argumentava que o verdadeiro fator causal das doenças cardiovasculares e metabólicas seria o açúcar refinado. Em Pure, White and Deadly (1972), o autor apresentou dados sugerindo que o consumo elevado de sacarose correlacionava-se fortemente com obesidade, dislipidemia e doença coronariana (4).

    Yudkin propôs que a hiperinsulinemia decorrente do alto consumo de açúcar promoveria lipogênese hepática e inibiria a oxidação de ácidos graxos, levando ao acúmulo de gordura corporal e hepática. Contudo, suas ideias foram amplamente desacreditadas, em parte devido à pressão da indústria açucareira, que financiou campanhas científicas e midiáticas destinadas a desqualificar suas conclusões (5).

    Estudos retrospectivos, como o de Kearns et al. (2016), confirmaram que a indústria do açúcar influenciou diretamente a orientação de pesquisas na época, desviando o foco da atenção científica para a gordura saturada (6).


    4. Robert Lustig e a Redescoberta da “Verdade Amarga”

    A partir dos anos 2000, evidências acumuladas sobre a síndrome metabólica e a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) reacenderam o interesse pelo papel do açúcar. Nesse contexto, Robert Lustig, endocrinologista pediátrico da Universidade da Califórnia (UCSF), apresentou em 2009 a palestra Sugar: The Bitter Truth, que viralizou globalmente (7).

    Lustig demonstrou que a frutose, componente da sacarose e do xarope de milho de alta frutose, é metabolizada quase exclusivamente no fígado, onde promove:

    • Aumento da lipogênese de novo;
    • Acúmulo de triglicerídeos intra-hepáticos;
    • Desenvolvimento de resistência à insulina;
    • Elevação de ácido úrico e inflamação crônica.

    Em artigo publicado no Journal of the American Dietetic Association, Lustig (2010) comparou os efeitos metabólicos da frutose aos do etanol, mostrando que ambos compartilham vias metabólicas semelhantes, resultando em esteatose hepática e resistência hepática à insulina (8).

    Seu livro Fat Chance (2012) consolidou a crítica à narrativa “low fat” e defendeu políticas públicas de redução do açúcar adicionado (9).


    5. A Fisiologia do Metabolismo da Gordura: Insulina e Lipogênese

    Estudos fisiológicos modernos confirmaram que o controle da gordura corporal depende primariamente do ambiente hormonal, especialmente da insulina. O excesso de carboidratos simples eleva a insulina, que inibe a lipólise e estimula a síntese de ácidos graxos via ativação da acetil-CoA carboxilase e da ácido graxo sintase (10).

    A frutose potencializa esse processo por escapar da regulação glicêmica e entrar diretamente nas vias de síntese lipídica hepática, intensificando a lipogênese de novo (11). Assim, mesmo dietas com baixo teor de gordura podem levar ao acúmulo de gordura hepática quando o consumo de açúcar é elevado.


    6. A Extensão da Verdade Amarga ao Reino Animal: O Impacto dos Carboidratos em Dietas Pet

    A discussão sobre os efeitos deletérios do açúcar e dos carboidratos em excesso não se restringe à saúde humana. No campo da medicina veterinária, observa-se um alarmante aumento na incidência de obesidade, diabetes mellitus tipo 2, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e condições inflamatórias crônicas em animais de companhia, particularmente cães e gatos. Tal cenário tem sido crescentemente correlacionado com a composição das dietas comerciais formuladas, que frequentemente apresentam alto teor de carboidratos (15).

    Felinos, como carnívoros obrigatórios, possuem adaptações metabólicas fisiológicas para uma dieta rica em proteínas e gorduras, e uma capacidade limitada para metabolizar grandes quantidades de carboidratos. Sua gliconeogênese é constitutivamente ativa, dependendo mais de aminoácidos do que de carboidratos para manter a glicemia (16). A ingestão crônica de dietas com alto índice glicêmico e carga de carboidratos — características predominantes em muitas rações secas comerciais — pode induzir um estado de hiperglicemia e hiperinsulinemia pós-prandial persistente. Esse ambiente hormonal, análogo ao descrito por Yudkin e Lustig em humanos, promove:

    • Resistência à Insulina: As células perdem a sensibilidade à insulina, necessitando de níveis cada vez maiores do hormônio para controlar a glicemia.
    • Lipogênese Hepática Aumentada: O excesso de glicose e, em particular, frutose (presente em alguns ingredientes de rações) é direcionado para a síntese de ácidos graxos e triglicerídeos no fígado, contribuindo para a DHGNA felina (17).
    • Inflamação Sistêmica Crônica: A disfunção metabólica e o acúmulo de gordura visceral estão intrinsecamente ligados à produção de citocinas pró-inflamatórias, exacerbando condições como doença renal crônica, doenças articulares degenerativas e dermatites atópicas em pets (18).

    Assim como a indústria açucareira humana, a indústria de alimentos para pets tem historicamente formulado produtos visando palatabilidade, durabilidade e custo-benefício, o que muitas vezes resulta em dietas ricas em grãos e outros carboidratos de baixo custo, sem considerar as implicações metabólicas a longo prazo para carnívoros.


    7. Implicações Clínicas e Terapêuticas: Uma Análise Comparativa em Felinos

    A compreensão dessas bases metabólicas levanta questões cruciais sobre as abordagens dietéticas e terapêuticas na medicina veterinária. O Dr. Claudio, em sua atuação como médico veterinário e engenheiro agrônomo, tem defendido e pesquisado a eficácia da alimentação natural em contraste com as rações comerciais, especialmente em felinos. Sua experiência e estudos indicam que a transição para uma dieta natural, biologicamente apropriada e com menor teor de carboidratos, pode reverter ou mitigar muitos dos problemas de saúde crônicos.

    Além da otimização dietética, a medicina veterinária integrativa tem explorado o potencial de terapias adjuvantes. A cannabis (especialmente seus componentes não psicoativos como o canabidiol - CBD) tem demonstrado propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e ansiolíticas (19), oferecendo uma alternativa ou complemento no manejo de dores crônicas e inflamações que frequentemente afligem animais mais velhos ou com condições metabólicas desreguladas.

    Para ilustrar as disparidades nos resultados a longo prazo, a Tabela 1 apresenta uma análise comparativa do perfil de saúde e manejo terapêutico em gatinhos submetidos a diferentes regimes dietéticos e de tratamento para condições crônicas.

    Característica Avaliada Gatinhos com Alimentação Natural + Cannabis Gatinhos com Ração Comercial (Alto Carboidrato) + AINEs
    Impacto Metabólico Geral Melhora da sensibilidade à insulina, menor incidência de obesidade e DHGNA. Perfil lipídico otimizado. Risco elevado de resistência à insulina, obesidade, diabetes mellitus e DHGNA. Dislipidemia comum.
    Controle da Inflamação Crônica Redução significativa de marcadores inflamatórios. Dieta anti-inflamatória por natureza. Cannabis oferece efeitos imunomoduladores. Potencial exacerbação da inflamação sistêmica devido à disfunção metabólica. AINEs controlam sintomas, mas não a causa raiz.
    da Dor e Articulações Dieta que favorece a saúde articular. Cannabis proporciona analgesia sem os efeitos colaterais típicos de AINEs em uso crônico. Alto risco de inflamação articular crônica. AINEs essenciais para controle da dor, mas com risco de toxicidade renal/hepática a longo prazo.
    Saúde da Pele e Pelagem Melhora da qualidade da pele e pelagem, redução de dermatites alérgicas e coceiras devido à dieta biologicamente apropriada e efeitos anti-inflamatórios da cannabis. Maior prevalência de dermatites, alergias e problemas de pelagem, muitas vezes exacerbados por dietas pró-inflamatórias e aditivos.
    Saúde Hepática e Renal Menor sobrecarga hepática (menor lipogênese). Risco reduzido de esteatose. Preservação da função renal a longo prazo. Maior risco de DHGNA e sobrecarga hepática. AINEs podem induzir ou agravar lesões renais e hepáticas em uso prolongado.
    Prognóstico a Longo Prazo Maior longevidade, melhor qualidade de vida, menor necessidade de intervenções farmacológicas crônicas. Menor longevidade esperada, qualidade de vida comprometida, polifarmácia e manejo contínuo de doenças crônicas.
    Tabela 1: Análise Comparativa de Desfechos em Felinos com Diferentes Regimes Dietéticos e Terapêuticos.

    8. Revisão das Evidências Contemporâneas

    Nas últimas duas décadas, meta-análises robustas revisaram as conclusões de Keys, como a de Siri-Tarino et al. (2010), que demonstrou não haver associação significativa entre consumo de gordura saturada e risco de doença cardiovascular em humanos (12). Por outro lado, revisões sistemáticas apontam que o excesso de açúcar e frutose está fortemente relacionado à obesidade, dislipidemia e esteatose hepática em humanos (13,14).

    Em veterinária, estudos emergentes (20,21) corroboram a ligação entre dietas ricas em carboidratos e o desenvolvimento de doenças metabólicas e inflamatórias em pets. A evidência acumulada sugere que o principal disruptor do metabolismo da gordura, tanto em humanos quanto em animais de companhia, não é o lipídio dietético, mas o açúcar e os carboidratos refinados.


    9. Discussão

    O ciclo histórico de aceitação e rejeição das hipóteses de Yudkin e Keys revela como forças econômicas e políticas podem distorcer o curso da ciência nutricional. A reinterpretação moderna promovida por Lustig e corroborada por estudos metabólicos reforça o conceito de que o ambiente hormonal insulínico é o verdadeiro mediador da deposição de gordura. Essa compreensão é vital para a medicina veterinária, onde a prevalência de dietas com alta carga glicêmica é a norma e não a exceção.

    Do ponto de vista fisiológico, a frutose e outros carboidratos simples atuam como agentes lipogênicos hepáticos, produzindo disfunção metabólica e resistência à insulina — condições que antecedem o desenvolvimento de doenças crônicas tanto em humanos quanto em felinos e outros animais. A abordagem de Claudio, que enfatiza a alimentação natural e a utilização de cannabis como uma ferramenta terapêutica adjuvante, ressoa com as descobertas mais recentes, buscando otimizar o ambiente metabólico e reduzir a carga inflamatória que as dietas comerciais, ricas em carboidratos, tendem a promover. Assim, o “vilão” da gordura não é a gordura em si, mas a ineficiência metabólica provocada pelo açúcar e carboidratos em excesso, que transforma o fígado em uma fábrica de triglicerídeos endógenos, e que no cenário felino, leva a um declínio progressivo da saúde geral e à dependência de fármacos para manejo sintomático.


    10. Conclusão

    A evolução do conhecimento sobre o metabolismo lipídico evidencia que John Yudkin estava décadas à frente de seu tempo, e que Robert Lustig foi responsável por traduzir e ampliar suas descobertas em linguagem bioquímica contemporânea. A ciência atual reconhece que o excesso de açúcar, especialmente na forma de frutose, e de carboidratos refinados, exerce papel central na gênese da obesidade, da esteatose hepática e da síndrome metabólica em humanos e animais. Em contrapartida, o consumo de gorduras naturais e dietas biologicamente apropriadas, como a alimentação natural para felinos, não apenas não representa risco, como pode ser metabolicamente protetor. A integração de terapias adjuvantes, como a cannabis, no manejo de condições crônicas em pets, surge como uma estratégia promissora para melhorar a qualidade de vida e reduzir a dependência de fármacos com potenciais efeitos colaterais a longo prazo.
    Observações clínicas consistentes, como as evidenciadas na prática veterinária, indicam que essa mudança, aparentemente radical, para uma alimentação mais natural e biologicamente apropriada, representa, de fato, um retorno aos princípios evolutivos da dieta. Tal retorno, quando associado a abordagens terapêuticas integrativas, como o uso de cannabis medicinal, tem demonstrado um potencial notável na reestruturação da saúde integral de pacientes e na melhoria da qualidade de vida dos tutores. Este espectro de benefícios, embora amplamente percebido na casuística clínica, clama por validação através de estudos mais específicos e de alta qualidade metodológica.
    Para solidificar estas observações e fornecer evidências de nível superior, é imperativo que a comunidade científica, em colaboração com a indústria interessada, realize experimentos randomizados e controlados, preferencialmente com desenho duplo-cego. Tais estudos deveriam incluir, no mínimo, grupos de controle comparativos para:
     
    Animais que consomem ração comercial de alto teor de carboidratos e recebem anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para manejo de dor e inflamação crônica.
    Animais que utilizam alimentação natural e terapia adjuvante com cannabis.
    Grupos de controle que não recebem nenhuma intervenção específica além do manejo clínico padrão.
     
     
    A condução de pesquisas rigorosas como estas permitirá quantificar os desfechos em saúde, metabólicos e comportamentais, fornecendo a base científica necessária para a adoção generalizada dessas abordagens. O Dr. MVT Claudio Amichetti Junior (22) se propõe a contribuir ativamente para o desenvolvimento e execução desses estudos, na esperança de gerar referências bibliográficas robustas na medicina veterinária que validem estas práticas como seguras e eficazes. A verdadeira “verdade amarga” não está na gordura que ingerimos ou que ofertamos aos nossos pets, mas no açúcar e nos carboidratos que se ocultam em quase todos os alimentos industrializados, tanto na prateleira do supermercado quanto na do pet shop. A mudança para uma abordagem mais consciente da nutrição, baseada na fisiologia e nas evidências científicas, é imperativa para a promoção da saúde de ambas as espécies.
     
     

    Referências (formato Vancouver)

    1. Keys A. Atherosclerosis: a problem in newer public health. J Mt Sinai Hosp N Y. 1953;20(2):118–139.
    2. Keys A. Seven Countries: A Multivariate Analysis of Death and Coronary Heart Disease. Harvard University Press; 1980.
    3. Teicholz N. The Big Fat Surprise: Why Butter, Meat and Cheese Belong in a Healthy Diet. Simon & Schuster; 2014.
    4. Yudkin J. Pure, White and Deadly: The Problem of Sugar. Penguin Books; 1972.
    5. O’Connor A. How the sugar industry shifted blame to fat. The New York Times. 2016.
    6. Kearns CE, Schmidt LA, Glantz SA. Sugar industry and coronary heart disease research: A historical analysis of internal industry documents. JAMA Intern Med. 2016;176(11):1680–1685.
    7. Lustig RH. Sugar: The Bitter Truth. UCSF Mini Medical School for the Public. 2009.
    8. Lustig RH. Fructose: metabolic, hedonic, and societal parallels with ethanol. J Am Diet Assoc. 2010;110(9):1307–1321.
    9. Lustig RH. Fat Chance: Beating the Odds Against Sugar, Processed Food, Obesity, and Disease. Hudson Street Press; 2012.
    10. Bray GA, Popkin BM. Dietary sugar and body weight: have we reached a crisis in the epidemic of obesity and diabetes? Health Nutr. 2014;17(1):1–10.
    11. Tappy L, Lê K-A. Metabolic effects of fructose and the worldwide increase in obesity. Physiol Rev. 2010;90(1):23–46.
    12. Siri-Tarino PW, Sun Q, Hu FB, Krauss RM. Meta-analysis of prospective cohort studies evaluating the association of saturated fat with cardiovascular disease. Am J Clin Nutr. 2010;91(3):535–546.
    13. Stanhope KL. Sugar consumption, metabolic disease and obesity: The state of the controversy. Crit Rev Clin Lab Sci. 2016;53(1):52–67.
    14. Softic S, Cohen DE, Kahn CR. Role of dietary fructose and hepatic de novo lipogenesis in fatty liver disease. Dig Dis Sci. 2016;61(5):1282–1293.
    15. Zoran DL. The carnivore connection to nutrition in cats. J Am Vet Med Assoc. 2002;221(11):1559–1567.
    16. Verbrugghe A, Hesta M. Cats and Carbohydrates: The Sweet Spot. Animals (Basel). 2017;7(12):41.
    17. Hall JA, Yerramilli M. The paradox of obesity and poor health in cats: lessons learned from humans. J Vet Intern Med. 2021;35(4):1753-1765.
    18. German AJ. The growing problem of obesity in dogs and cats. J Nutr. 2006;136(7 Suppl):1940S-1946S.
    19. Gamble LJ, Butler LK, Dvorak SF, et al. Pharmacokinetics, Safety, and Clinical Efficacy of Cannabidiol Treatment in Osteoarthritic Dogs. Front Vet Sci. 2018;5:165.
    20. Laflamme DP. Understanding the nutritional needs of aging cats. Top Companion Anim Med. 2010;25(4):216-221.
    21. Rand JS, Fleeman LM, Farrow HA, et al. Canine and feline diabetes mellitus: nature or nurture? J Nutr. 2004;134(8 Suppl):2072S-2080S.
    22. Contribuição Científica do Dr. Amichetti: Inovação para a Saúde do Seu Pet

      O Dr. Cláudio Amichetti Junior é um pesquisador ativo e comprometido com o avanço da medicina veterinária, com contribuições em diversas áreas e publicações de destaque:
       
       
      • Artigo Científico "A Contribuição das Dietas Cetogênicas Associadas à Atividade Física para Aumento do BDNF e do GH na Neuroplasticidade em Animais"
        • Status: Recentemente submetido à Revista DCS (Disciplinarum Scientia).
        • Descrição: Este estudo de vanguarda explora como dietas cetogênicas (ricas em gorduras saudáveis e pobres em carboidratos) combinadas com atividade física supervisionada podem elevar os níveis de BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro) e GH (Hormônio do Crescimento) em pets, promovendo neuroplasticidade, saúde mental e longevidade.
        • Relevância: Reforça a abordagem integrativa do Dr. Amichetti, validando cientificamente a combinação de alimentação natural cetogênica e exercícios adaptados para estimular o bem-estar cerebral e físico, especialmente para pets com desafios neurológicos ou metabólicos.
       
      Outras Publicações e Contribuições Relevantes:
      • "Uso da técnica de TPLO como tratamento da Doença do Ligamento Cruzado Cranial em Cães: Revisão de Literatura e Relato de Caso"

        • Autores: C. Amichetti, D. Checchinato.
        • Publicado em:
          dialnet.unirioja.es
          e
          www.researchgate.net
          .
        • Descrição: Este trabalho detalha a aplicação da técnica de TPLO (Osteotomia de Platô Nivelador da Tíbia) no tratamento cirúrgico da Doença do Ligamento Cruzado Cranial em cães, oferecendo uma revisão literária e um relato de caso prático, com 13 páginas de conteúdo.
      • "Avaliação dos efeitos da Metadona em subdose: Efeito Sedativo, Analgésico e Efeitos Colaterais"

        • Autores: Dr. Cláudio Amichetti (e equipe).
        • Publicado em:
          www.researchgate.net
          .
        • Descrição: Pesquisa focada na análise aprofundada dos efeitos sedativos, analgésicos e potenciais reações adversas da Metadona, especialmente quando administrada em subdoses na prática veterinária.
      • Contribuição em Edições Científicas:

        • Revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, v. 18 n. 8 (2025).
        • Acesse a Edição:
          ojs.revistacontribuciones.com
        • Descrição: Reconhecimento da participação e contribuições do Dr. Amichetti para edições relevantes em periódicos científicos, destacando seu engajamento contínuo na divulgação do conhecimento 
  • Rhodesian Ridgeback

    rhodesian

     

    Rhodesian ridgeback Nao vendemos`

    Macho

    Caçador de leão

    PetClube Amigo e a Medicina Veterinária ESPECIALIZADA EM FELINOS

     Somos uma verdadeira Entidade do Bem e Parceiros da Natureza, promovendo uma conexão profunda entre humanos, animais e o meio ambiente. Nosso compromisso vai além da seleção cuidadosa de filhotes mansos e saudáveis; buscamos proporcionar uma experiência transformadora para tutores que desejam elevar suas vidas por meio da energia positiva que esses animais carregam.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Recentemente, seu artigo “A CONTRIBUIÇÃO DAS DIETAS CETOGÊNICAS ASSOCIADAS À ATIVIDADE FÍSICA PARA AUMENTO DO BDNF E DO GH NA NEUROPLASTICIDADE EM ANIMAIS” foi avaliado e aceito para publicação na prestigiada revista Dcs, reforçando sua base científica nas abordagens integrativas.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além deJuquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões deEmbu-Guaçu,Itapecirica da Serra,São Lourenço da Serra,Miracatu,São Bernardo do Campo,Santo André eSão Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo comoVila Nova Conceição,Cidade Jardim,Jardim Paulistano,Ibirapuera,Lapa,Aclimação,Higienópolis,Itaim Bibi,Tatuapé eMooca.
    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seuespaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural.
    Com essa abordagem integrativa e baseada em pesquisa, o Dr. Cláudio auxilia no tratamento e prevenção de uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo:
     
    • Distúrbios Gastrointestinais: Através da modulação intestinal e exclusão de alérgenos como carboidratos, ele trata DII (Doença Inflamatória Intestinal), colite, disbiose, diarreias crônicas, sensibilidades alimentares, gastrites e pancreatites.
    • Alergias e Problemas de Pele: Soluciona alergias alimentares e ambientais que se manifestam em problemas de pele e pelagem, otites e coceiras incessantes.
    • Condições Metabólicas: Previne e gerencia obesidade, diabetes, problemas renais e hepáticos, promovendo o equilíbrio do metabolismo.
    • Dor e Inflamação: O uso de cannabis medicinal (sistema endocanabinoide), junto com outras terapias integrativas, oferece alívio para dor crônica, osteoartrite, artrite, e condições inflamatórias diversas.
    • Ansiedade e Comportamento: Ajuda pets com ansiedade, estresse, fobias, convulsões e outros distúrbios comportamentais, buscando o equilíbrio neurológico e emocional.
    • Suporte Oncológico: Oferece suporte complementar para pacientes oncológicos, melhorando a qualidade de vida e minimizando efeitos colaterais de tratamentos convencionais.

    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

    Para agendamentos ou mais informações, visite

    www.petclube.com.brou entre em contato pelo WhatsApp (11) 99386-8744. Seu pet merece saúde natural, equilíbrio e longevidade sustentável.

     

  • Sarna Demodécica- Negra

    Sarna Demodécica

    A sarna demodécica, também conhecida por demodecicose ou sarna negra, é causada pelo ácaro Demodex Canis, que faz parte da fauna natural presente na pele de todos os cães. O ácaro habita os folículos pilosos e, por vezes, as glândulas sebáceas. Da mesma forma que o seu parente, Demodex Folliculorum, habita os folículos pilosos da pele humana causando o cravo cutâneo.

    Não há risco de transmissão para o homem. Essa família é espécie-específica, possuindo afinidade com um tipo de hospedeiro. Assim o Demodex Canis habita a pele dos cães, o Demodex Cati a pele dos felinos e o Demodex Cunicule a pele dos coelhos e lebres.

    Demodex Canis.
    Mede 40 por 300 micra.
    (Micra é o plural de mícron e este representa a milésima parte de um milímetro)

    A transmissão sempre se dá pelo contato. Mas não é simples, pois o ácaro permanece abaixo da epiderme, na camada chamada derme, onde estão abrigados vasos, nervos, glândulas sebáceas, sudoríparas e os folículos pilosos. O contato deve ser estreito e prolongado para que haja transmissão, como no caso da amamentação da ninhada em que o ácaro passa da mãe para os filhotes. Alguns experimentos comprovaram que não há transmissão intra-uterina e nem na passagem pelo canal vaginal, sendo que, após o nascimento e inicio da lactação, em um período entre 8 e 18 horas todos os filhotes já apresentam o ácaro na região do focinho. Essa transmissão é do ácaro. É absolutamente normal e não implica no desenvolvimento da demodecicose.

    Um outro experimento demonstrou a transmissão de um filhote que desenvolveu a demodecicose generalizada, para outros filhotes de linhagem tradicionalmente isenta, ao reuni-los todos, em um mesmo canil. Isso comprova que um ambiente saturado por uma superpopulação de Demodex canis, em seus vários estágios de desenvolvimento pode levar os filhotes sadios a um nível de infestação superior a capacidade de controle de seu sistema imunológico e ao desenvolvimento da Demodecicose.

    Mas essas circunstâncias são muito especiais e a maior parte da literatura assume que não há transmissão lateral da sarna demodécica.

    Há pouco tempo, a sarna demodécica foi considerada uma doença hereditária. Atualmente sabe-se que a questão está ligada a uma deficiência do sistema imunológico . Mais especificamente, à produção de um tipo de linfócito (glóbulo branco) conhecido como célula T ou Linfócito T, que tem um importante papel no sistema imune.

    Essa limitação do sistema imunológico poderá levar ao desenvolvimento da sarna demodécica e de outras doenças.

    Independentemente da qualidade do seu sistema imunológico(filhotes e adultos mal tratados, estresse), outros fatores de estresse poderão levar um cão para um quadro de imunossupressão, e para o desenvolvimento da Demodecicose. O hipotireoidismo, algumas neoplasias ou uma forte infestação verminótica são bons exemplos. O uso prolongado de corticosteróides, por sua característica imunossupressora, tem sido associado a casos de demodecicose.

     

    Existem, fundamentalmente, dois tipos de Demodecicose, a localizada e a generalizada.

    "A Demodicose localizada e a demodicose generalizada devem ser consideradas como duas entidades patológicas distintas, exigindo diferentes terapias, com atenção a dieta, ao programa de vacinação e tratamento anti-helmíntico. Nos animais adultos, causas primárias podem contribuir para uma imunossupressão, favorecendo assim a proliferação do D.Canis (CHESNEY, 1999)."

    Em ambos os casos, o diagnóstico somente poderá ser confirmado pelo exame microscópico do raspado profundo da pele lesionada, constatando a presença de vários ácaros em seus diversos estágios de desenvolvimento, por campo de observação.


    A Demodecicose localizada.
    Como o próprio nome sugere, as lesões ocupam áreas reduzidas e descontinuadas. Normalmente na cabeça, pescoço ou membros anteriores. Mas nada impede que surjam manchas em outras regiões do corpo. O primeiro sinal é a alopecia (perda de pêlos), que é seguida pelo surgimento de eritema em graus variados (coloração avermelhada da pele ocasionada por vasodilatação capilar, sendo um sinal típico da inflamação). Não são freqüentes o pruridos (coceira) ou a piodermite secundária (condição infecciosa, produtora de pus, causada por outros organismos oportunistas).

     

    A ocorrência de Demodecicose localizada é, relativamente, comum no primeiro ano de vida dos filhotes, devido às flutuações do seu sistema imunológico. A cura ocorre naturalmente em 80% dos cães, sem qualquer tratamento. Em 10 % dos casos há evolução para a Demodecicose generalizada, configurando um quadro mais grave que poderá dar trabalho até cura controlada. Há necessidade de acompanhamento veterinário especialista para a correta avaliação da evolução do quadro clínico.
    "O fato de alguém tomar um porre, não o qualifica como alcoólatra"


    Demodecicose generalizada.


    É a forma grave da doença e ocorre como conseqüência de uma predisposição hereditária à imunossupressão.

    A doença se apresenta como uma dermatite crônica. Há alopecia em áreas maiores, com descamação, formação de crostas, hiperpigmentação (manchas) e piodermites severas. Poderá ocorrer inflamação dos gânglios, febre e perda de peso.

     

    As infecções secundárias, pela diversidade de microorganismos oportunistas, exigem coleta de material, cultura e antibiograma, para tratamento específico.

    O resultado do hemograma do cão com sarna demodécica generalizada, em 50% dos casos, apresenta anemia não regenerativa, normocíticas ou normocrómicas. Apresenta, ainda, baixos níveis de Tiroxina Sérica.

    É possível a cura controlada.


    Pododemodecicose

    Na podemodecicose o cão apresenta lesões nas patas, na região interdigital. Poderá ocorrer sem que surjam lesões em outras áreas. Têm caráter crônico e normalmente vem acompanhada por piodermites.


    "A área afetada apresenta tumefação, cistos interdigitais que ulceram e drenam material exsudativo ou serosanguinolento formando crostas hemorrágicas. A pele fica hiperpigmentada e espessada e pode conter pústulas interdigitais (BENSIGNOR; CARLOTTI, 2000)."

     


    Tratamento


    "Na demodicicose localizada não é indicado tratamento, pois 90% dos casos tem cura espontânea em algumas semanas a meses e estudos demonstram que não há diferença na taxa de cura nos casos tratados e não tratados (BENSIGNOR; CARLOTTI, 2000; SANTAREM 2007)."


    Na demodecicose generalizada o tratamento deve ser iniciado pelo combate aos causadores primários, se comprovados, como verminoses ou o hipotireoidismo.


    A piodermite deve ser tratada com prioridade. Na ausência de antibiograma tem sido empregada com grande sucesso no tratamento das infecções secundaria a Cefalexina, na dose de 20 mg por kg de peso vivo durante 14 dias.


    Para o combate ao Demodex canis, a recomendação do FDA (Food and Drug Administration) é o uso tópico em banhos ou pulverizações do Amitrax na concentração de 250 ppm. No Brasil é comum o emprego do Triatox da Schering-Plough, na dosagem de 4 mL por litro de água em banhos semanais até que os raspados de pele se mostrem negativos.

    Um dia antes do banho com a solução de Amitrax o cão deve ser banhado com um xampu anti-séptico, para remoção de caspas, crostas e exsudatos, permitindo uma maior penetração do medicamento. O cão não deve ser enxaguado e deve secar o pelo à sombra.

    A Virbac produz no Brasil uma coleira dermatológica à base de Amitrax, chamada de Preventic, que configura bom apoio ao tratamento.

    Nas lesões interdigitais pode ser passada, diariamente, uma solução de Triatox em óleo mineral, na concentração de 1 mL para 10 mL de óleo.

     

    Um medicamento de uso sistêmico que vem sendo empregado com sucesso é a Ivermectina, em uso oral, na posologia de 0,5 mg/Kg em dose diária, durante 90 dias.


    "A Ivermectina se mostra se mostra efetiva em 83,3 % dos cães tratados por um período de dez a dezoito semanas e por mais um mês após a cura clínica na dose de 300 a 600 µg/kg (PARADIS, 1999)."


    O Levamisol têm sido empregado como coadjuvante no tratamento sistêmico, principalmente, por suas propriedades estimulantes do sistema imunológico.

    Dr. Cláudio Amichetti Junior dermatologia veterinária : Veterinário Integrativo em São Paulo 

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP de Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além de Juquitiba, o Dr. Amichetti dermatologia veterinária atende presencialmente as regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo como Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Tatuapé e Mooca.

    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seu espaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural, prevenindo obesidade, alergias e distúrbios metabólicos-dermatologia veterinária .

    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

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    Amichettibullys & AMICAT´S Bengal Maine Coon Ragdoll Exótico

    Villa Amichetti- Paraíso Ecológico- uma forma sustentável de ConViver.

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  • SISTEMA ENDOCANABINÓIDE: Essencial para a Saúde e Equilíbrio dos Seus Pets -Cannabis Medicinal

    O Caminho para uma Vida Plena: Dr. Claudio, o Sistema Endocanabinoide e a Medicina Integrativa para Felinos 

    No Petclube, sob a liderança inovadora e consciente do Dr. Claudio, médico veterinário e engenheiro agrônomo, vislumbramos uma vida plena de saúde para todos os felinos. Acreditamos firmemente que o bem-estar dos nossos companheiros passa por uma abordagem integrativa e funcional, que concilia os avanços da ciência com o respeito à natureza e às necessidades individuais de cada animal.

    Nessa visão, a alimentação natural e equilibrada, os passeios estimulantes, local enriquecido e uma vida de wellness são pilares fundamentais. E, cada vez mais, a ciência nos mostra que ferramentas como a cannabis medicinal podem ser valiosas aliadas, atuando em harmonia com o próprio organismo dos pets através do fascinante Sistema Endocanabinoide (SEC).

    O Maestro Interno: Desvendando o Sistema Endocanabinoide (SEC) em Pets

    Você já se perguntou como o corpo do seu cão ou gato mantém suas funções vitais em perfeita sintonia? A resposta reside em uma complexa rede de comunicação interna: o Sistema Endocanabinoide (SEC). Presente em todos os mamíferos, o SEC atua como um verdadeiro "maestro", harmonizando diversas funções para manter o equilíbrio interno do organismo, um estado conhecido como homeostase.

    Este sistema vital é composto por:

    • Endocanabinoides: Moléculas produzidas pelo próprio corpo (como a anandamida e o 2-AG).
    • Receptores Canabinoides: Distribuídos por todo o corpo (CB1 e CB2).
    • Enzimas: Que sintetizam e degradam os endocanabinoides.

    Quando um desequilíbrio ocorre, o SEC é acionado para restaurar a ordem, garantindo que o corpo funcione da melhor forma possível.

    Como o SEC Influencia a Saúde do Seu Pet?

    A atuação do Sistema Endocanabinoide é abrangente e impacta diretamente a qualidade de vida dos animais:

    • Bem-estar Geral: Modula humor, foco, apetite, e a função dos sistemas nervoso central e imunológico.
    • Alívio do Desconforto: Gerencia a percepção de dor e modula as respostas inflamatórias, auxiliando em diversas condições.
    • Promoção da Homeostase: Garante que todos os sistemas corporais operem em sincronia, contribuindo para uma vida mais saudável e feliz.

    À medida que cães e gatos envelhecem, ou em situações de doença e estresse, o SEC pode se tornar deficiente. É nesse contexto que a interação com substâncias externas, como os fitocanabinoides, ganha relevância.

    Medicina Integrativa para Felinos: Pilares da Saúde no Petclube

    No Petclube, a abordagem da saúde felina é holística. Compreendemos que um organismo saudável é o resultado de um conjunto de fatores:

    1. Alimentação Natural e Balanceada: Oferecemos orientações para uma dieta baseada em alimentos frescos, minimamente processados e biologicamente apropriados para felinos. Uma nutrição adequada é a base para um sistema imunológico forte, um trato gastrointestinal saudável e um bem-estar geral.
    2. Atividade Física e Enriquecimento Ambiental: Incentivamos passeios (seguros e adaptados aos gatos), brincadeiras interativas e um ambiente enriquecido que estimulem tanto o corpo quanto a mente do seu felino, prevenindo o sedentarismo e problemas comportamentais.
    3. Vida Wellness: Integrar momentos de tranquilidade, carinho e um ambiente harmonioso é essencial. O equilíbrio emocional e a redução do estresse são tão importantes quanto a saúde física.
    4. Suplementação Estratégica: Quando necessário, suplementos que apoiam o SEC e outras funções vitais são integrados ao plano de saúde, como veremos a seguir.

    Fitocanabinoides, Suplementos e o "Efeito Comitiva": Aliados da Saúde Integral

    Determinadas substâncias encontradas na planta de Cannabis, conhecidas como fitocanabinoides (como o CBD e o THC), e em outros compostos naturais, podem interagir com o Sistema Endocanabinoide, oferecendo potenciais benefícios terapêuticos.

    • CBD (Canabidiol): Este fitocanabinoide não psicoativo tem ganhado destaque por sua boa tolerância e por suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e ansiolíticas.
    • THC (Tetra-hidrocanabinol): O componente psicoativo da planta, cujo uso exige extrema cautela em animais devido à sua sensibilidade. No entanto, em doses controladas e sob supervisão veterinária, o THC também demonstrou potentes efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.
    • Terpenos: Outros compostos aromáticos da Cannabis que, em conjunto com os canabinoides, potencializam os efeitos terapêuticos através do que chamamos de "efeito comitiva". Isso significa que extratos de espectro completo (full-spectrum) tendem a ser mais eficazes do que canabinoides isolados.

    Além dos fitocanabinoides, outros suplementos também interagem com o SEC, como é o caso da PEA Levagen (Palmitoiletanolamida). Presente naturalmente em alimentos como gema de ovo, a PEA é um mediador lipídico endógeno que atua como um "canabimimético", ou seja, tem ação semelhante à de um canabinoide, auxiliando na manutenção do equilíbrio e reduzindo a inflamação, sendo uma alternativa valiosa na nutrição e medicina veterinária. Outros exemplos de suplementos como cúrcuma e ômega-3 também oferecem benefícios anti-inflamatórios, antioxidantes e de suporte imunológico.

    Cannabis Medicinal em Felinos: Potenciais Benefícios e Cautelas Essenciais

    A aplicação da cannabis medicinal em gatos é uma área de grande interesse, porém, exige atenção redobrada devido às particularidades metabólicas desses animais. Os gatos possuem um sistema endocanabinoide bem estabelecido, mas sua capacidade de metabolizar certas substâncias difere da de outras espécies.

    Potenciais Benefícios do CBD e THC em Gatos (sob orientação veterinária):

    • Manejo da Dor e Inflamação: O CBD e o THC possuem propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, sendo promissores para condições como osteoartrite, gengivoestomatite crônica e outras doenças que causam dor e inflamação.
    • Redução da Ansiedade e Estresse: Muitos gatos são suscetíveis a estressores ambientais. A cannabis medicinal pode ajudar a promover a calma e reduzir a ansiedade em situações estressantes.
    • Estímulo do Apetite e Redução de Náuseas: Gatos com problemas de saúde podem sofrer de perda de apetite e náuseas. A cannabis pode atuar como um antiemético e estimulante do apetite.
    • Suporte Neurológico: Embora mais pesquisas sejam necessárias, o CBD tem sido investigado como um coadjuvante no controle de crises convulsivas em felinos (Eliam, 2022).
    • Melhora da Qualidade de Vida: Ao aliviar sintomas crônicos, a cannabis medicinal pode melhorar significativamente o bem-estar geral e a longevidade.

    Cautelas e Desafios com a Cannabis em Felinos:

    • Sensibilidade ao THC: O organismo dos gatos é particularmente sensível ao THC. Doses que seriam seguras para humanos podem ser tóxicas para felinos, causando letargia, ataxia, salivação excessiva e outros efeitos adversos. Por isso, a escolha do produto e a dosagem são cruciais (Eliam, 2022).
    • Metabolismo Hepático: Gatos têm um metabolismo hepático diferente, o que pode afetar a forma como processam canabinoides. O monitoramento de enzimas hepáticas (como a ALT) é fundamental durante o tratamento, como observado em relatos de caso (Gutierre et al., 2023).
    • Qualidade e Padronização: A falta de padronização de produtos e a variação na composição química são desafios. É vital usar produtos de alta qualidade, com certificados de análise que comprovem a concentração de canabinoides e a ausência de contaminantes (metais pesados, pesticidas) (Eliam, 2022).

    Casos Reais: A Cannabis Medicinal na Prática Veterinária do Petclube

    A teoria se encontra com a prática em relatos de caso que demonstram o potencial da cannabis medicinal para transformar a vida de pets com condições crônicas. Essas evidências guiam o trabalho do Dr. Claudio na busca por soluções conscientes e funcionais.

    1. Terapia Analgésica para Osteoartrite Crônica em Gato

    Um estudo de caso (Gutierre et al., 2023) descreveu o uso de um óleo de Cannabis de espectro completo (com 1,8% CBD e 0,8% THC) em um gato macho de 10 anos com dor ortopédica crônica devido à osteoartrite. Após 30 dias de tratamento, o felino apresentou uma redução de mais de 50% na pontuação do Índice de Dor Musculoesquelética Felina (FMPI), demonstrando um desfecho satisfatório para o paciente. É importante notar que foi observada uma possível elevação da ALT (enzima hepática), reforçando a necessidade de monitoramento veterinário contínuo.

    2. Tratamento da Doença Intestinal Inflamatória (DII) em Felino

    Outro relato de caso promissor (Novais et al., 2023) envolveu um gato Persa macho de seis anos, diagnosticado com Doença Intestinal Inflamatória (DII). Após tentativas de desmame de corticoides resultarem em piora dos sintomas, foi introduzida a terapia com óleo de cannabis de espectro completo (THC 1:1 CBD). Após ajustes graduais de dose e até a troca para um óleo com maior proporção de THC, os sinais clínicos gastrointestinais cessaram completamente. A tutora também relatou uma melhora significativa no bem-estar geral do gato, que se tornou menos receoso e mais carinhoso. Exames de acompanhamento regulares por mais de um ano não apresentaram alterações significativas, sublinhando a segurança do tratamento neste caso.

    Esses relatos, juntamente com revisões abrangentes como o Trabalho de Conclusão de Curso de Paulo César Leão Eliam (2022), que explorou o SEC como alternativa terapêutica em desordens neurológicas, solidificam a base científica para o uso da cannabis medicinal na veterinária.

    A Orientação Veterinária é Indispensável! 

    Os exemplos acima demonstram o potencial da cannabis medicinal, mas também enfatizam a complexidade e a necessidade de um acompanhamento rigoroso. A medicina integrativa, praticada pelo Dr. Claudio e sua equipe no Petclube, garante que cada decisão terapêutica seja consciente, funcional e alinhada com as melhores práticas.

    Por isso, no Petclube, a mensagem é clara e inegociável: o uso de qualquer produto à base de Cannabis ou CBD em seu pet deve ser feito exclusivamente sob a orientação e acompanhamento de um médico veterinário experiente e qualificado.

    Um profissional qualificado poderá:

    • Avaliar as necessidades específicas do seu animal dentro de um contexto integrativo.
    • Indicar o produto mais adequado (proporções de CBD/THC, espectro completo, etc.).
    • Definir a dosagem segura e eficaz, ajustando-a conforme a resposta do pet.
    • Monitorar possíveis interações medicamentosas e efeitos colaterais (como alterações hepáticas), garantindo a segurança a longo prazo.
    • Integrar a terapia com cannabis a um plano de bem-estar mais amplo, que inclua nutrição, atividade física e manejo do estresse.

    Acreditamos que a informação responsável, a pesquisa científica e a parceria com profissionais capacitados são a chave para desvendar todo o potencial da cannabis medicinal e proporcionar uma vida mais longa, saudável e feliz para seus pets, em plena harmonia com a natureza e o bem-estar integral. Converse com o Dr. Claudio sobre essa alternativa para seu felino! agende consulta pelo wthatsapp 11 99386-8744 hc


    Referências Bibliográficas

    • Eliam, P. C. L. (2022). O sistema endocanabinoide como alternativa terapêutica em desordens neurológicas de cães e gatos. Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade “Júlio de Mesquita Filho”, Campus de Botucatu, SP.
    • Gutierre, E., Crosignani, N., García-Carnelli, C., Di Mateo, A., & Recchi, L. (2023). Relato de caso de CBD e THC como terapia analgésica em um gato com dor osteoartrítica crônica. Veterinaria (Montevideo), 59(227), e113. PMCID: PMC10188064 PMID: 37002652.
    • Novais, C. L., Roberto, V. S., Blaitt, R. M. N. A., & Oliveira, E. F. de. (2023). Uso de cannabis medicinal no tratamento da doença intestinal inflamatória em felino: Relato de caso. PUBVET, 17(4), e1373.

     

    MED VET Integrativo Claudio Amichetti Junior

    Dr. Cláudio Amichetti Junior – Médico Veterinário Integrativo em São Paulo e Regiões Metropolitanas 🌟 CRMV-SP 75404 VT | Atendimento Presencial na Clínica PetClube e Telemedicina para Todo o Brasil

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    🔬 Áreas de Especialização do Médico Veterinário Integrativo

     
     
    Área de Atuação Experiência Específica Benefícios para Seu Pet
    Modulação Intestinal Uso de probióticos (Lactobacillus spp.), prebióticos (inulina de chicória orgânica) e dietas anti-inflamatórias para tratar DII, colite e disbiose. Mais de 2.000 casos resolvidos com redução de 80% em sintomas crônicos em pacientes de Vila Olímpia, Moema, Pinheiros e Itaim Bibi. Melhora absorção de nutrientes, reduz diarreia e fortalece imunidade intestinal – essencial para gatos sensíveis em Alphaville, Morumbi e Jardins.
    Sistema Endocanabinoide (SEC) Modulação via CBD veterinário (doses de 0,5–2 mg/kg), anandamida natural (de ômegas) e ervas como cúrcuma. Experiência em ansiedade, artrite e suporte oncológico em pets de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul. Equilíbrio hormonal para mais calma, menos dor e melhor apetite, sem efeitos psicoativos – ideal para pets estressados em Higienópolis, Tatuapé e Moca.
    Alimentação Natural Dietas raw/caseiras balanceadas (PMR: 80% proteína animal, 10% órgãos, 10% ossos), com suplementos sustentáveis. Ajustes para taurina em gatos e ômega-3 em cães. Atendimento em Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra e Miracatu. Previne obesidade e diabetes; promove pelagem brilhante e longevidade (média +3 anos em pacientes) em Vila Nova Conceição, Cidade Jardim e Ibirapuera.
    Sustentabilidade Agronômica Produção de alimentos orgânicos em sua fazenda em Juquitiba / São Lourenço da Serra, integrando permacultura para rações ecológicas. Dietas éticas, de baixo carbono, alinhadas à criação responsável de pets em São Paulo, Lapa, Aclimação e Alphaville.
     

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    “Uma flora intestinal saudável amplifica os endocanabinoides naturais, estendendo a vida útil dos pets em até 20%.”

    Essa visão é aplicada diariamente em pacientes da Clínica PetClube, de São Paulo (Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros) até Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, Juquitiba e São Lourenço da Serra.


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  • Tratamento Cães Gatos Babesiose Coccidiose Giardia Toxoplasmose

    Os protozoários são organismos eucariontes, unicelulares, heterotróficos e podem ser de vida livre ou fazer parte de colônias.Eles apresentam diversas fases em seu ciclo biológico, desde trofozoítos, que são as formas ativas e que exercem a ação patogênica, até os oocistos, que são a forma de resistência e a forma sexuada. Por viverem em meio aquoso, ou seja, são encontrados na água ou em algum líquido, o que torna sua sobrevivência no organismo animal facilitada, já que o mesmo é composto em aproximadamente 70% do seu volume de água, tendo sua instalação mais intensa no trato digestório e sangue, podendo, em menor quantidade, se instalar no sistema genital, linfático, coração e pele.

    Devido a tantas formas de doenças que podem acometer animais de diversas espécies é que se faz crucial o controle com medicamentos antiparasitários, além de uma observação diária do comportamento dos mesmos para diagnósticos e tratamentos mais específicos.É fundamental conhecer o ciclo biológico destes protozoários para criar programas de combate e controle do parasita.

     

     

     

    COCCIDIOSE

     

    As infecções pelas coccídias (Eimeria, Isospora, Cystoisospora, Cryptosporidium) são infecções parasitárias causadas por protozoários microscópicos que podem afetar diferentes espécies animais. Cães e gatos são suscetíveis às espécies Isospora, Sarcocystise Hammondia, e somente os gatos são suscetíveis a Toxoplasmae Besnoitia. A coccídia mais comum que afeta estes animais é a do gênero Isospora, sendo I. rivolta e I. felis em gatos, nos cães as espécies I. canis, I. burrowsi, I. neorivoltae I. ohioensis. Animais jovens submetidos a sistemas de confinamento ou estresse podem sofrer infecções clínicas por Isospora sp., Cystoisospora sp., Toxoplasma, Besnoitia, Sarcocystis e Hammondia.Coccídias afetam o trato intestinal frequentemente. Exceto Cryptosporidium parvum, todas as espécies são específicas do hospedeiro. As coccídias mais comuns pertencem ao gêneroCystoisospora, as espécies C. rivoltae C. felis em gatos, nos cães as espécies C. canis, C. burrowsi, C. neorivolta e C. ohioensis.

    O filhote fica exposto ao organismo a partir de fezes da mãe, podendo ingerir as fezes contendo cistos que se desenvolvem no intestino do animal. Filhotes lactentes podem eliminar oocistos por até cinco semanas, enquanto os filhotes desmamados os eliminam durante duas semanas, devido a imaturidade do sistema imune. Os cães adultos e gatos podem se infectar através da ingestão de solo contendo cistos coccídias. Eles podem até comer fezes ou intestinos de outros animais infectados, como roedores.

    Tratamento

    O tratamento consiste em duas drogas que têm elevadas taxas de sucesso. Estas drogas incluem sulfadimetoxina (via oral ou parenteral), na dosagem de 55 mg/kg/dia, em dose única ou fracionada durante 21 dias. Trimetoprim / sulfadiazina também pode ser utilizado. O amprólio pode ser empregado como preventivo em fêmeas adultas 10 dias antes do parto, na proporção de 30 ml da solução de amprólio a 9,6% em 3,8 litros de água de beber,porém seu uso não foi aprovado em alguns países, como Estados Unidos e a União Europeia. Ele atua na regulação da absorção de tiamina pela coccídia, enquanto o modo de ação destas drogas não mata a coccídia nos intestinos, ele apenas ajuda na prevenção do parasita de se reproduzir. Portanto, a velocidade a que o animal se recupera da infecção é muito lenta (cerca de 2 semanas, se o tratamento for adequado), tempo esse que depende do reestabelecimento do equilíbrio do sistema imune do organismo que é atingido pelo parasita.

    Em gatos afetados, a associação sulfatrimetoprim pode ser usada na dose máxima de 60 mg/kg, por 1 semana. Para tratamento sintomático, pode-se utilizar a sulfadimetoxina (via oral ou parenteral) na dose de 50 mg/kg no primeiro dia de tratamento e 25 mg/kg, diariamente, por 2 ou 3 semanas.

    Outros protocolos de tratamento podem ser usados no combate deSarcocystis, Hammondia, Cystoisospora, Toxoplasmae Neospora,como o uso de Clindamicina oral 12,5 a 18,5 mg/kg 2 vezes ao dia por 4 semanas. Também pode ser usada uma associação de Sulfadianzina 30 mg/kg + Pirimetamina 0,25-0,5 mg/kg/dia a cada 12 horas por 3 a 4 semanas.

     

     

    TOXOPLASMOSE

     

    O Toxoplasma gondiié um coccídio que parasita o intestino delgado de membros da família Felidae, inclusive o gato doméstico. Estes animais constituem os hospedeiros definitivos deste parasito, portanto eliminam seus oocistos nas fezes e contaminam o meio ambiente. Após um período de 1 a 5 dias, os oocistos esporulam, tornando-se infectantes para um grande número de espécies de animais de sangue quente, inclusive o próprio gato, o cão e o homem. Nestes animais, hospedeiros intermediários, os esporozoítos liberados dos oocistos penetram nas células intestinais e se multiplicam. Invadem também linfonodos, onde formam taquizoítos que se espalham por todos os tecidos do hospedeiro, inclusive cérebro, músculos estriados e fígado. Pode também ocorrer migração transplacentária. O cão, apesar de não ser hospedeiro definitivo, contribui na disseminação mecânica desta protozoose, e ogato, que é o hospedeiro definitivo, está relacionados com a produção e eliminação dos oocistos, favorecendo a perpetuação da doença, uma vez que somente nele ocorre a reprodução sexuada dos parasitos.

    Cerca de 60% dos animais de estimação que têm toxoplasmose pode se recuperar com o tratamento. A recuperação é menos provável em animais novos ou que possuem a supressão severa do seu sistema imune.

     

    Tratamento

    Em uma revisão das alternativas terapêuticas utilizadas para cães foi relatado o uso de sulfadiazina, pirimetamina, clindamicina, fosfato de clindamicina, e cloreto de clindamicina,lembrando-se que estas drogas são utilizadas, em sua maioria, próximo às doses tóxicas para que sejam efetivas, devendo ser utilizado tratamento de apoio, de acordo com os sinais apresentados pelos animais.

    Não existe um tratamento completamente satisfatório. A clindamicina é o medicamento de escolha para cães e gatos, que é bem absorvida quando administrada por via oral. Liga-se facilmente às proteínas plasmáticas, distribuindo-se por vários tecidos, inclusive atravessa a barreira placentária, porém não atinge o sistema nervoso central. Para cães com toxoplasmose sistêmica, recomenda-se a dose 10-40 mg/kg via oral, dividida em 3 a 4 vezes/dia; para gatos , recomenda-se 40 mg/kg via oral, divididos em 3 vezes/dia, durante 14 dias. Embora se tenha relatado a utilização de clindamicina, que tem sucesso para o tratamento da miosite provocada pelo agente, a mesma não alcança concentrações terapêuticas, no sistema nervoso central. A toxoplasmose ocular felina deve ser tratada com clindamicina na dose de 12 mg/kg, duas vezes ao dia, durante 4 semanas, ou sulfa-trimetoprim na dose de 15 mg/kg, duas vezes ao dia, durante 4 semanas.

    Em gatos, como terapia adjuvante contra uveíte, pode ser administrado colírio de prednisona a 1%. Uma combinação da droga pirimetamina com a sulfadiazina (Tribrissen) foi descrita como eficaz contra taquizoítos, mas não contra bradizoítos, porém é bastante tóxica em gatos.

    Sulfonamidas, inibidores do dihidrofosfato redutase e timodilato sintetase e antibióticos ionóforos (lasolocida, narasina e salinomicina), macrolídeos, tetraciclinas e lisonaminas tem ação sobre taquizoítos, e drogas como metronidazol, paramomicina e roxarsona exercem pouca ou nenhuma atividade sobre estas formas evolutivas de multiplicação rápida, sendo a associação de medicamentos mais eficiente. Sinergismo pode ocorrer em sulfonamidas com pirimetamina, monesina ou toltrazuril e sulfonamidas com ormetropina, diaveridina e trimetropin, cloridrato de clindamicina e sulfa associada ao trimetropin.

     

    Cloridrato de clindamicina pode ser utilizado na dosagem de 3 a 20 mg / Kg, e também, na posologia de 12,5 a 25 mg / Kg, por via oral, a cada 12 horas por uma a duas semanas para encurtar o tempo de eliminação do oocisto. Os sinais clínicos da toxoplasmose se resolvem dentro de dois a quatro dias com a administração deste medicamento.

    Ácido folínico (0,5 a 5 mg /dia) pode ser empregado para prevenção das complicações hematológicas ocasionadas pelo tratamento com pirimetamina. Fármacos contra Toxoplasmaem combinação com corticosteróides tópicos, orais ou parenterais, podem ser utilizados para evitar danos oculares secundários à inflamação. A recorrência é comum se a duração do tratamento for menor que quatro semanas e havendo imunodeficiência, o prognóstico é ruim.

     

     

     

    Fonte: SARAIVA et al., 2008.

     

    Medicamentos anticoccidianos:

    Pirimetamina: é um fármaco que atua na inibição da enzimadihidrofolato redutase(DHFR), a qual é importante na síntese doácido fólico.

    Clindamicina:é um fármaco da classe das lincosaminas que age inibindo a síntese proteica. Atua como um agente bacteriostático, penetra no meio intracelular. A clindamicina possui atividade imunoestimuladora, pois potencializa a opsonização e acelera a quimiotaxia e fagocitose dos leucócitos. É absorvida por via oral e parenteral. Pode ser ingerida concomitantemente com os alimentos, sem prejuízo à sua absorção. Distribui-se amplamente pelos tecidos. Não atravessa satisfatoriamente a barreira hematoencefálica, porém atravessa a barreira placentária. Apresenta elevada concentração no tecido ósseo e articular. Atravessa as membranas celulares atingindo elevadas concentrações no meio intracelular. É metabolizada no fígado e a eliminação dos seus metabólitos é pelaurina,bileefezes.

     

    Amprólio (antagonista de tiamina): atua na regulação da absorção de tiamina pela coccídia, enquanto a sulfaquinoxalina atuam na inibição das vias metabólicas do ácido fólico e do ácido para-aminobenzoico (PABA). A administração de 125 ppm proporciona uma boa eficácia contra um inóculo misto de Eimeria acervulina, E. maxima, E. brunetti, E. tenella. A eficiência do amprólio contra a E. acervulinae a E. tenellaé comprovada principalemnte quando associado à sulfaquinoxalina. A associação de 240 ppm de amprólio e 180 ppm de sulfaquinoxalina é eficaz contra E. acervulina, E. maxima, E necatrix, E. brunettie E. tenella.As associações destas substâncias são recomendadas, pois ocorre o sinergismo dos efeitos destes medicamentos contra as eimerias. Relatos indicando a resistência de alguns isolados de E. acervulina têm sido demonstrados, porém a resistência a este composto ocorre lenta e parcialmente. O amprólio age nos esquizontes de 1ª e 2ª geração.

     

    Sulfonamidas: age contra esquizontes de 2ª geração, sendo menos efetiva contra os estágios assexuados das eimerias. Têm como mecanismo de ação o bloqueio das vias metabólicas do ácido fólico e do PABA. Dentro do grupo destaca-se a sulfaquinoxalina como a mais potente e de menor toxicidade, apesar de apresentar espectro de ação limitado a algumas espécies de eimerias.

     

    Toltrazurila (triazinona simétrica): pertence à classe das triazinonas simétricas, com propriedades coccidicidas de alta eficiência. Atua em diferentes formas evolutivas do parasito, principalmente nos esquizontes, nos macro e microgametócitos, alterando a função da cadeia respiratória e as enzimas mitocondriais.

     

    Trimetoprima: é um análogo doácido fólicoe como tal o substitui naenzimadihidrofolato reductase bacteriana que o sintetiza. É, portanto, umantagonistado ácido fólico, inibindo a sua formação pelabactéria. O ácido fólico é essencial para a replicação das bactérias, já que é usado na duplicação doDNA. Este antibiótico não mata as bactérias, mas inibe a sua multiplicação (é bacteriostática) permitindo aosistema imuneelimina-las facilmente. A trimetoprima é ativa contra a maioria dos patógenos bacterianos comuns. Ela é, às vezes, usada em uma mistura com sulfametoxazol, em uma combinação chamada de co-trimoxazol. Como as sulfonamidas inibem a mesma via metabólica bacteriana, porém acima do local de ação da dihidrofolato redutase, elas podem potencializar a ação da trimetoprima.

     

    REFERÊNCIAS

    SPINOSA, H.S; GÓRNIAK, S.L; BERNARDI, M.M. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 5ª ed., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2011.

    SARAIVA, K. D. B. et al. Toxoplasmose canina: aspectos clínicos e patológicos. Ciências Agrárias, v. 29, n. 1, p. 189-202, 2008.

    FONSECA, A. H. Coccidiose em animais domésticos. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

    GERMANI, C. F.; CAETANO, M. T.; PACHECO, F. A. A. Toxoplasmose animal no Brasil. Acta Scientiae Veterinariae. 37(1): 1-23, 2009.

    NEGRI, D.; CIRILO, M. B.; SALVARANI, R. S.; NEVES, M. F. Toxoplasmose em cães e gatos. Revista científica eletrônica de medicina veterinária. Ano VI, n. 11, 2008.

     



    BABESIOSE



    A Babesiose é uma doença protozoariana, provocada pela Babesia canis, que parasita as hemácias e as destróis, resultando em anemia hemolítica do tipo regenerativa. Sua transmissão se dá pelo carrapato castanho (Rhipicephalus sanguineos, Dermacentor spp., Haemaphysalis leachi e Hyalomma plumbeum) ou por transfusões sanguíneas.A Babesia canis é um hematozoário relativamente grande que parasita as hemácias, apresentando-se sob formas arredondadas, irregulares e em pêra. Formas arredondadas ou ameboides podem ser encontradas no plasma sanguíneo.

     

    Figura1 Formas intra-eritrocíticas de Babesia canis. Sangue periférico de cão.

     

     

     

    Fonte: Gardiner et al., 1998

    Animais de áreas onde há estabilidade enzoótica para essas parasitoses adquirem a infecção sem apresentar sintomatologia clínica aguda. Por outro lado, aqueles de regiões indenes, quando introduzidos numa área onde existe o hematozoário, sofrem a doença de forma severa, que pode levar ao óbito.

    O tratamento da babesiose canina está direcionado para o controle do parasita, moderação da resposta imune e tratamento sintomático. Alguns medicamentos usados com essa finalidade foram atualmente substituídos por outros mais eficientes e com maior margem de segurança. O azul tripan, por exemplo, era administrado na dosagem de 10 mg/kg em solução a 1%, via intravenosa, mas tinha um alto risco, já que se ocorresse extravasamento acidental da veia, causaria necrose tecidual.

    Os fármacos mais recomendados atualmente são o aceturaro de diminazeno (uma diamidina) e o dipropionato do imidocarb (uma cabanilida), que serão descritos a seguir:

     

     

    Diminazeno

    Diminazeno é a droga comumente usada em todo mundo e é efetiva para o tratamento da B. canis quando administrada pela via intramuscular, em dose única de 2,5 a 3,5 mg/kg. Porém, para o tratamento da B. gibsoni, a dose deve ser repetida após 24 horas.

    As diamidinas interferem na glicólise e também na síntese do DNA do parasita, ocasionando dilatação da membrana de organelas, dissolução do citoplasma e destruição da membrana de organelas, dissolução do citoplasma e destruição do núcleo. As diamidinas acumulam-se no fígado e rins, e entram na circulação fetal; além disso, pequenas quantidades ficam acumuladas no sistema nervoso central durante alguns meses.

    Esse medicamento é bem tolerado, mas em doses terapêuticas múltiplas em cães podem causar lesões nervosas graves, principalmente ao nível do cerebelo, mesencéfalo e tálamo, além de degeneração gordurosa no fígado, rins, miocárdio e musculatura esquelética.

     

     

    Dipropinato de imidocarb

    O dipropinato de imidocarb também é muito efetivo no tratamento da babesiose, sendo recomendado na dosagem de 5 a 7 mg/kg, por via intramuscular ou subcutânea sendo recomendada duas aplicações com um intervalo de quatorze dias. A fenamidinina também é uma opção, na dose de 15 mg/kg/dia por via subcutânea, em dois dias consecutivos.

    Este fármaco atua provocando alterações morfológicas e funcionais do núcleo e do citoplasma do parasita. Este composto apresenta tendência de se depositar no rim e é reabsorvido de forma inalterada, sendo metabolizado pelo fígado.

    Cães de áreas onde não há B. canis e que viajem para áreas endêmicas podem ser tratados profilaticamente com uma injeção subcutânea de imidocarb na dose de 6 mg/kg, ficando protegidos por duas semanas, e de doxiciclina* na dose de 10 mg/kg, duas vezes ao dia por onze dias.

    *A doxiciclina pertence ao grupo das tetraciclinas e, apesar de ser um antibiótico bacterisotático, por inibir a síntese proteica dos microorganismos sensíveis, também possui ação antimicrobiana sobre alguns protozoários, como a Babesia canis.

     

    Efeitos Colaterais

    Os efeitos colaterais que podem ser observados com o tratamento com o cão imidocarb ou diamidinas são: depressão, vocalização contínua, opistótono, ataxia, rigidez extensora, nistagmo e convulsões. Outros efeitos adversos apresentados pelos animais incluem salivação trasitória, diarreia, dispneia, lacrimejamento, depressão e vômitos. Também podem apresentar dor no local de aplicação. Para evitar efeitos colinérgicos indesejados, recomenda-se o uso do sulfato de atropina na dosagem de 0,04 mg/kg, dez minutos antes da aplicação do imidocarb.

     

     

    CRIPTOSPORIDIOSE

     

    Cryptosporidium é um coccicídio que infecta uma ampla variedade de vertebrados, incluindo o homem. O parasito se localiza principalmente no intestino delgado dos mamíferos e aves. Em cães infectados naturalmente, foram isolados oocistos de C.parvum e C.canis, sendo o C. muris encontrado em cães infectados experimentalmente. Dessas três espécies acredita-se que o C. canis seja a única clinicamente significante para cães.

    É considerado um parasito oportunista; em hospedeiros imunocompetentes a infecção é auto-limitante, com duração de poucos dias a três semanas. Em hospedeiros imunocomprometidos a infecção pode resultar em diarreia crônica debilitante, desidratação, má-absorção, enfraquecimento progressivo e morte. No entanto, em indivíduos muito novos ou velhos ou em tratamento que possa causar imunossupressão são os mais severamente afetados. Estes animais frequentemente precisam de tratamento para eliminar o parasito.

    Fármacos como a azitromicina, tilosina, paromomicina e nitazoxanida têm sido utilizados em cães com criptosporidiose, mas o número de estudos publicados ainda é reduzido o que não permite obter protocolos seguros e consistentes, devendo o tratamento ser ajustado de acordo com as necessidades de cada paciente. A paromicina não deve ser administrada a animais com diarreia devido a possibilidade de ocorrer absorção com consequente nefrotoxicidade.

     

    Protocolos para o tratamento de infecções por Cryptosporidium no cão.

    Fármaco

    Protocolo

    Azitromicina

    10mg/kg, PO, SID, até resolução dos sinais clínicos.

    Nitazoxanida

    25 mg/kg, PO, durante pelo menos 7 dias.

    Paromomicina

    125 a 165 mg/kg, PO, SID ou BID durante pelo menos 5 dias.

    Tilosina

    10 a 15 mg/kg, PO, BID ou TID, durante 21 dias.

    Fonte: Scorza e Tangtrongsup, 2010


     

    REFERÊNCIAS

    MELO, F. L.; LEBRE, C. R. Rastreio de parasitas gastrintestinais e seu impacto zoonótico em cães de canil da cidade de Lisboa. Universidade Técnica de Lisboa. Lisboa. 2011

    PIMENTEL, F. F.; ALMEIDA, A. J. de; OLIVEIRA, F. C. R. de; EDERLI, B. B. Efeito do tratamento com nitazoxanida na criptosporidiose canina. Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR, Umuarama, v. 14, n. 2, p. 107-112, jul./dez. 2011.

     

    GARDINER, C.H.; FAYER, R.; DUBEY, J.P. An Atlas of Protozoan Parasites in Animal Tissues. Ed. 2. Armed Forces Institute of Pathology, Washington, 1998

    FIGUEIREDO, M.R. Babesiose e erliquiose caninas.Rio de Janeiro, 2007

    CORREA, A.R. et al. Babesiose canina: relato de caso. Revista científica eletrônica de medicina veterinária. Ed. 4, 2005

    ANTONIO, N.S.; OLIVEIRA, A.C.; ZAPPA, V.; Babesia canis: relato de caso. Revista eletrônica de medicina veterinária. São Paulo. Ed.12, 2009

    ANDRADE, E.S.; Infecções causadas por hematozoários em cães e gatos de ocorrência no Brasil: semelhanças e particularidades. Porto Alegre, 2007.

    SPINOSA, H.S.; GÓRNIAK, S.L.;BERNARDI, M.M.; Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. São Paulo: Editora Guanabara Koogan, p. 502-503, 2002.




    GIARDÍASE



    A giardíase é uma infecção comum em animais, sendo causada por um protozoário flagelado do gênero Giardia,pertencente à ordem Diplomonadida(URQUHART et al., 1987).Os animais eliminam os cistos de parasitas nas fezes após um período de pré-patência de uma a duas semanas, neste período estes podem apresentar ou não sinais clínicos da enfermidade (VIGNARD-ROSEZ; ALVES;BLEICH, 2006). Giardiaspp.., em sua forma parasitária, o trofozoíta, se prende às células epiteliais do intestino delgado, causando-lhes lesões. Em animais jovens, sobretudo cães, altas infestações podem causar enterites, com episódios intercalados de parada do trânsito intestinal (constipação) e diarreias.

    Dos protozoários que freqüentemente acometem os animais e o homem, Giardia spp.tem despertado grande interesse, pelo seu potencial como agente de zoonose, além de causar, em animais jovens, diarreia intermitente com comprometimento da digestão e absorção de alimentos, acarretando desidratação, perda de peso e morte. Os sinais clínicos podem ser autolimitantes em alguns pacientes e a doença grave ocorre em filhotes e em animais com doenças concomitantes ou debilitados (ROBERTS-HOMSON et al., 1976; ADAM, 1991).

     

    Tratamento:


    - Metronidazol

    Esse medicamento, após entrar na célula-alvo (trofozoíto), interage com o DNA do protozoário, ocasionando perda de sua estrutura helicoidal e quebra das alças dessa estrutura. Pelo fato de ser pouco solúvel em água e etanol, recomenda-se sua administração por via oral. Parte deste medicamento é biotransformada e aproximadamente 50% são excretados inalterados na urina. É empregado na dose de 25 mg/kg duas vezes ao dia por cinco dias, em cães; e para gatos a dose é de 12-25mg/kg duas vezes ao dia, por 5 dias. Cães tratados com altas doses deste medicamento, tendem a apresentar sinais de intoxicação com consequente disfunção do sistema nervoso central, sendo representados por ataxia, tremores, nistagmo vertical, opistótono, espasmos de musculatura lombar e dos membros posteriores e cauda caída.

     

    - Cloridrato de Quinacrina ou cloridrato de mepacrina

    É administrado, geralmente, por via oral ou, com menor frequência, pela via intramuscular. Distribui-se nos tecidos, com tendência de se acumular no fígado, baço, pulmões e glândulas adrenais. Sua eliminação faz-se lentamente pela urina e quantidades muito pequenas são eliminadas pelas secreções corpóreas (bile, saliva, suor, leite).

    Recomenda-se para animais de grande porte a dose de 200mg/animal, três vezes no primeiro dia e duas vezes nos cinco dias subsequentes. Para cães de raças pequenas é recomendado a dose de 100 mg, duas vezes no primeiro dia e uma vez ao dia por mais 5 dias. Para filhotes, utilizam-se 50 mg duas vezes ao dia, durante cinco dias. Sugere-se administração de bicarbonato para prevenir vômitos. Para cães com fibrilação auricular, a dose de 2,64 mg/kg, pela via intravenosa, permite reestabelecer o ritmo sinusal normal.

    Doses a cima do recomendado podem originar um quadro toxico, representado por vômitos e distúrbios das atividades motora e psicomotora tanto em cães como em gatos.

     

    - Tinidazol

    Fármaco da mesma classe que o metronidazol (classe dos nitroimidazois), sendo recomendado na dose de 44 mg ao dia, durante 3 dias.

     

    - Anti-helminticos

    Outros fármacos utilizados para o tratamento da giardíase são os anti-helmínticos, sendo os mais utlizados os benzimidazóis. Indica-se albendazol na dose de 25 mg/kg, duas vezes ao dia, durante 2 dias, suspeita-se que tenha efeito teratogênico, não sendo recomendado para fêmeas prenhes. Já fembendazol, é indicado na dose de 50mg/kg/dia, durante 3 dias (não foi testado em gatos).

     

    - Furazolidona

    Essa droga sofre uma ativação reduzida no trofozoíto, que é pouco provável ao metronidazol, essa redução provavelmente ocorre via uma NADH oxidase (38, 244). Seu efeito de morte está relacionado com a toxicidade dos produtos reduzidos, os quais podem danificar importantes componentes celulares, incluindo o DNA. A droga é prontamente absorvida pelo trato gastrointestinal e é metabolizada rapidamente nos tecidos. (referencia 143).

    Estudos clínicos usando furazolidona são numerosos e tem como resultado uma ampla gama de doses e horários administrações. Entretanto, sua eficácia tem sido geralmente considerada como sendo ligeiramente menor do que os de metronidazol e quinacrina. Outro fator importante é o efeito inibitório de uma monoamina oxidase (MAO) que a drogra possui, sendo assim, nunca deve ser administrada concomitantemente a indivíduos já a tomar inibidores da MAO. (artigo do tratamento da giárdia em inglês).

     

    REFERÊNCIAS

    ADAM, R. D. The biology of Giardia spp.Microbiological Reviews, Washington, v.55, n.1, p.706–732, 1991.

     

    Brown, D. M., J. A. Upcroft, and P. Upcroft. 1996. A H2O-producing NADH oxidase from the protozoan parasite Giardia duodenalis. Eur. J. Biochem. 241:155–161.

     

    Gardner, T. B., & Hill, D. R. (2001). Treatment of giardiasis.Clinical Microbiology Reviews,14(1), 114-128.

     

    Kucers, A., S. M. Crowe, M. L. Grayson, and J. F. Hoy. 1997. Nitrofurans: nitrofurazone, furazolidone and nitro furantoin, p. 922-923. In A. Kucers, S. M. Crowe, M. L. Grayson, and J. F. Hoy (ed.), The use of antibiotics. A clinical review of antibacterial, antifungal, and antiviral drugs, 5th ed.Butterworth-Heinemann, Oxford, United Kingdom.

     

    da Silva, A. S., da Silva, M. K., Oliveira, C. B., Zanette, R. A., & Monteiro, S. G. (2008). Eficácia de drogas contra Giardia muris em camundongos Mus musculus naturalmente infectados.Semina: Ciências Agrárias,29(1), 175-178

     

    ROBERTS-THOMSON, J. C.; STEVENS, D. P.; MAHMOUD, A. A. F.; WARREN, K. S. Giardiasis in the mouse: an animal model. Gastroenterology, Philadelphia, v.71, n.1, p.57-61, 1976.

     

    Upcroft, J., and P. Upcroft. 1998. My favorite cell: Giardia. Bioessays

    20:256–263.

     

    URQUHART, G. M.; ARMAUR, J.; DUNCAN, J. L.; DUN, A. M.; JENNINGS, F. W. Veterinary parasitology. NewYork: Longman, 1987.

     

    VIGNARD-ROSEZ, K. S. F. V.; ALVES, F. A. R.; BLEICH, I. M. Giardiase.2006. Disponível em: <http://www.cepav.com.br/textos/t_giardia.htm>. Acesso em: 11 maio 2014

    Dr. Cláudio Amichetti Junior: Veterinário Integrativo em São Paulo e Osasco

    O Dr. Cláudio Amichetti Junior (CRMV-SP 75404 VT), médico veterinário integrativo, criador de felinos de raça e cães de guarda, e com mais de 30 anos como CEO do PetClube, é engenheiro agrônomo formado em 1985 pela UNESP EE Jaboticabal com o maior número de créditos possíveis em sua turma. Ele oferece atendimento especializado para pets em diversas localidades.

    Seu espaço holístico e meditativo, PetClube, está localizado no Km 334 da Rodovia Régis Bittencourt, em Juquitiba/SP. É facilmente acessível para tutores de São Paulo, Morumbi, Vila Olímpia, Moema, Pinheiros, Jardins, Alphaville, São Bernardo do Campo, Itapecirica da Serra e adjacências.

    Além de Juquitiba, o Dr. Amichetti atende presencialmente as regiões de Embu-Guaçu, Itapecirica da Serra, São Lourenço da Serra, Miracatu, São Bernardo do Campo, Osasco, Santo André e São Caetano do Sul. Sua expertise abrange também bairros nobres de São Paulo como Vila Nova Conceição, Cidade Jardim, Jardim Paulistano, Ibirapuera, Lapa, Aclimação, Higienópolis, Itaim Bibi, Tatuapé e Mooca.

    Dr. Cláudio é pioneiro em um sistema sustentável com alimentação 100% natural (raw feeding) e ingredientes orgânicos cultivados em seu espaço holístico em Juquitiba / São Lourenço da Serra, garantindo dietas frescas e livre de agrotóxicos para seus pacientes. Ele é especialista em modulação intestinal, sistema endocanabinoide e nutrição natural.

    Com essa abordagem integrativa, o Dr. Cláudio auxilia no tratamento e prevenção de uma ampla gama de problemas de saúde, incluindo:

    • Distúrbios Gastrointestinais: Através da modulação intestinal e exclusão de alérgenos como carboidratos, ele trata DII (Doença Inflamatória Intestinal), colite, disbiose, diarreias crônicas, sensibilidades alimentares, gastrites e pancreatites.
    • Alergias e Problemas de Pele: Soluciona alergias alimentares e ambientais que se manifestam em problemas de pele e pelagem, otites e coceiras incessantes.
    • Condições Metabólicas: Previne e gerencia obesidade, diabetes, problemas renais e hepáticos, promovendo o equilíbrio do metabolismo.
    • Dor e Inflamação: O uso de cannabis medicinal (sistema endocanabinoide), junto com outras terapias integrativas, oferece alívio para dor crônica, osteoartrite, artrite, e condições inflamatórias diversas.
    • Ansiedade e Comportamento: Ajuda pets com ansiedade, estresse, fobias, convulsões e outros distúrbios comportamentais, buscando o equilíbrio neurológico e emocional.
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    Para quem não está na região, oferece telemedicina para todo o Brasil com acompanhamento de médico veterinário, utilizando as plataformas Zoom e Google. É importante ressaltar que a primeira consulta deve ocorrer na presença de um médico veterinário local, garantindo que pets em qualquer lugar tenham acesso à sua abordagem integrativa.

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