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Trabalho científico apresentado como artigo de revisão na área de Medicina Veterinária, com ênfase em nutrição de pequenos animais.
Autores:
Cláudio Amichetti Júnior¹,²
Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina, Medicina Canabinóide e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
² [Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil]
³ Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT, Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – [clínica 3RD Vila Zelina SP]
Autor Correspondente: Cláudio Amichetti Júnior, [dr.claudio.amichetti@gmail.com]
Conflito de Interesses: Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
Este artigo científico explora a aplicação e os potenciais benefícios da incorporação de sais integrais, como o sal do Himalaia, na dieta de animais de estimação. Diferentemente do cloreto de sódio refinado, os sais integrais apresentam um perfil mineralógico complexo, contendo uma vasta gama de macrominerais e elementos traço. Serão detalhados os principais componentes minerais encontrados nesses sais e discutida a sua relevância fisiológica para cães e gatos, embasando-se em literatura científica existente. Embora a pesquisa sobre os efeitos específicos dos sais integrais em animais de estimação ainda seja limitada, a presença de nutrientes essenciais e a ausência de aditivos químicos em concentrações elevadas sugere um valor nutricional distinto. Serão abordadas as considerações sobre dosagem, segurança e a necessidade de supervisão veterinária ao modificar dietas animais, com base em diretrizes nutricionais reconhecidas.
A nutrição animal de estimação tem evoluído significativamente, com um crescente interesse em dietas que não apenas fornecem energia e proteínas, mas também uma gama completa de micronutrientes (National Research Council, 2006). O sal, ou cloreto de sódio (NaCl), é um componente essencial na dieta de cães e gatos, desempenhando um papel crucial na regulação do equilíbrio hídrico, na função nervosa e muscular, e na manutenção da pressão osmótica (Hand et al., 2010). Tradicionalmente, o sal adicionado às rações comerciais é o cloreto de sódio refinado, purificado para conter mais de 97,5% de NaCl.
No entanto, em paralelo ao aumento da popularidade de sais integrais para consumo humano, como o sal do Himalaia, o sal marinho não refinado e sais de rocha de diversas origens, tem surgido um questionamento sobre a sua adequação e potenciais vantagens para animais de estimação. Esses sais integrais distinguem-se pela sua composição geoquímica, que inclui, além do NaCl, uma miríade de outros minerais e elementos traço presentes em concentrações variadas (Karkoszka et al., 2019; Zimmermann et al., 2017). Este artigo busca analisar a composição mineral desses sais e discutir as implicações de sua inclusão na dieta de animais de estimação, com foco nos benefícios nutricionais potenciais e nas precauções necessárias, utilizando dados da literatura científica.
Os sais integrais, como o sal do Himalaia, são conhecidos por conterem uma vasta gama de minerais e elementos traço, que podem chegar a dezenas, muitos dos quais são essenciais para a saúde animal (Karkoszka et al., 2019). A lista a seguir detalha alguns dos componentes mais relevantes e suas funções fisiológicas em mamíferos, incluindo cães e gatos. É crucial notar que as concentrações desses elementos em sais integrais são geralmente baixas (Zimmermann et al., 2017), e a ingestão através do sal deve ser considerada como um complemento e não como a principal fonte desses nutrientes.
Sais integrais contêm uma multiplicidade de elementos traço adicionais, como Boro (B), Lítio (Li), Rubídio (Rb), Vanádio (V), Níquel (Ni), Bromo (Br), Estrôncio (Sr), Alumínio (Al), Titânio (Ti), Zircônio (Zr), entre outros. As funções biológicas de muitos desses elementos são menos definidas ou são necessários em quantidades extremamente pequenas (Zimmermann et al., 2017).
É importante ressaltar a questão dos elementos potencialmente tóxicos, como Arsênico (As), Cádmio (Cd), Chumbo (Pb) e Mercúrio (Hg), que também podem ser detectados em concentrações traço em sais integrais (Karkoszka et al., 2019). No entanto, análises rigorosas de produtos comercializados demonstram que suas concentrações estão geralmente muito abaixo dos limites de segurança estabelecidos por órgãos reguladores internacionais para consumo humano e animal (EFSA, 2004; FDA, 2020), não representando risco de toxicidade quando o sal é consumido em quantidades apropriadas (Pohl et al., 2018).
A principal vantagem do uso de sais integrais em animais de estimação reside no seu perfil mineral mais completo em comparação com o NaCl refinado, que é quase 100% NaCl puro.
Apesar dos potenciais benefícios, a incorporação de sais integrais na dieta de animais de estimação requer cautela e supervisão veterinária:
Sais integrais, notadamente o sal do Himalaia, oferecem um perfil mineralógico mais rico e diversificado do que o cloreto de sódio refinado. A presença de macrominerais e uma vasta gama de elementos traço essenciais pode teoricamente contribuir para um suporte nutricional mais completo em animais de estimação. No entanto, é fundamental considerar que as quantidades desses micronutrientes no sal são modestas e que a dieta principal do animal deve ser a fonte primária de todos os nutrientes essenciais. A segurança do consumo é elevada, pois os elementos potencialmente tóxicos estão em concentrações vestigiais e muito abaixo dos limites de toxicidade estabelecidos por agências reguladoras, conforme demonstrado por estudos geoquímicos (Pohl et al., 2018).
A decisão de utilizar sal integral na dieta de animais de estimação deve ser tomada com moderação e sob orientação profissional veterinária, para evitar excessos de sódio e garantir um equilíbrio nutricional adequado. A pesquisa atual ainda carece de estudos dedicados à biodisponibilidade e aos efeitos específicos dos sais integrais em cães e gatos. Portanto, enquanto o uso desses sais pode ser uma opção para proprietários que buscam fontes menos processadas, a cautela e a consulta veterinária são imperativas. Futuras pesquisas são necessárias para quantificar os benefícios específicos e a biodisponibilidade desses elementos no organismo animal, e para estabelecer diretrizes de dosagem mais precisas para a nutrição de animais de estimação.
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Autores:
Cláudio Amichetti Júnior¹,²
Gabriel Amichetti³
¹ Médico-veterinário Integrativo – CRMV-SP 75.404 VT; MAPA 00129461/2025, CREA 060149829-SP Engenheiro Agrônomo Sustentável, Especialista em Nutrição Felina e Alimentação Natural, Petclube. Com mais de 40 anos de experiência prática dedicados aos felinos, com foco em transição dietética e desenvolvimento de protocolos de bem-estar.
² [Afiliação Institucional Petclube, São Paulo, Brasil]
³ Médico-veterinário CRMV-SP 45.592 VT, Especialização em Ortopedia e Cirurgia de Pequenos Animais – [clínica 3RD Vila Zelina SP]
Autor Correspondente: Cláudio Amichetti Júnior, [dr.claudio.amichetti@gmail.com]
Conflito de Interesses: Os autores declaram não haver conflito de interesses.
Petclube – Ciência, Genética e Bem-Estar Animal
A saúde metabólica de cães e gatos domésticos tem sido progressivamente desafiada pela transição de dietas ancestrais carnívoras para formulações comerciais ricas em carboidratos. Este artigo realiza uma revisão aprofundada da fisiologia hepática, focando nas vias bioquímicas e moleculares envolvidas na lipogênese hepática induzida por carboidratos. Discute-se a intrínseca relação entre hiperinsulinemia, resistência à insulina e o desenvolvimento de esteatose hepática, culminando em possíveis desdobramentos como o diabetes mellitus. Um quadro comparativo entre dietas comerciais modernas e ancestrais é apresentado, elucidando os impactos metabólicos distintos. Além disso, detalham-se as vias moleculares de SREBP-1c, ChREBP, AMPK e mTOR na regulação do metabolismo lipídico e energético, e são abordados marcadores clínico-laboratoriais essenciais (ALT, FA, triglicerídeos, frutosamina) para o diagnóstico e monitoramento. Este trabalho visa fornecer uma base conceitual sólida para médicos-veterinários, pesquisadores e estudantes, alinhando-se à medicina veterinária integrativa e fisiológica (Amichetti, 2025).
Palavras-chave: Dieta de cães e gatos; Fisiologia hepática; Lipogênese; Resistência à insulina; Esteatose hepática; Diabetes mellitus veterinário.
A evolução de cães e gatos, enquanto espécies carnívoras, moldou seus sistemas metabólicos para processar predominantemente proteínas e gorduras, com uma capacidade limitada para altas cargas de carboidratos. Contudo, a domesticação e a industrialização das dietas resultaram em uma ampla adoção de alimentos comerciais, frequentemente formulados com elevados níveis de carboidratos. Esta mudança dietética impõe um desafio metabólico significativo, particularmente ao fígado, que é o epicentro do metabolismo energético.
Este artigo explora a intrincada relação entre a composição da dieta, a fisiologia hepática e o desenvolvimento de distúrbios metabólicos em cães e gatos. Busca-se elucidar os mecanismos bioquímicos e moleculares que ligam a ingestão excessiva de carboidratos à lipogênese hepática, à hiperinsulinemia e à resistência à insulina, culminando na esteatose hepática e no aumento do risco de diabetes mellitus. A comparação entre as dietas modernas e ancestrais oferece uma perspectiva evolutiva e fisiológica sobre estas adaptações e disfunções metabólicas. Serão também abordados marcadores clínico-laboratoriais e vias moleculares chave que regulam esses processos.
O fígado é um órgão multifuncional vital para a homeostase metabólica de cães e gatos. Suas funções abrangem desde a síntese de proteínas e fatores de coagulação, desintoxicação de metabólitos e xenobióticos, até o papel central no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas.
No contexto da ingestão dietética, o fígado é o principal regulador dos níveis de glicose no sangue. Após uma refeição rica em carboidratos, a glicose é absorvida e transportada para o fígado via veia porta. O fígado pode:
Em cães e gatos, especialmente em face de uma dieta consistentemente rica em carboidratos, a lipogênese de novo torna-se uma via metabólica proeminente. A glicose em excesso é convertida em piruvato pela glicólise, e o piruvato é então transformado em acetil-CoA, o substrato inicial para a síntese de ácidos graxos. Enzimas chave como a Acetil-CoA Carboxilase (ACC) e a Ácido Graxo Sintase (FAS) são upregulated (têm sua atividade aumentada) em resposta a dietas ricas em carboidratos e à sinalização da insulina.
Este processo é uma resposta adaptativa para lidar com o excesso de energia, mas quando crônico, leva ao acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos, um quadro conhecido como esteatose hepática ou fígado gorduroso. Em felinos, que possuem um metabolismo glicídico ainda mais restrito e são mais sensíveis à deficiência de arginina e taurina, a lipogênese excessiva pode ser particularmente deletéria.
A ingestão constante de dietas com alta carga glicêmica em cães e gatos carnívoros desencadeia uma liberação excessiva e prolongada de insulina pelo pâncreas. Este estado de hiperinsulinemia tem consequências sistêmicas, sendo a mais crítica a indução de resistência à insulina.
A resistência à insulina ocorre quando as células do corpo, incluindo hepatócitos, células musculares e adipócitos, não respondem adequadamente à insulina, exigindo níveis cada vez maiores do hormônio para manter a glicemia normal. No fígado, a resistência à insulina compromete sua capacidade de suprimir a produção de glicose e de regular a lipogênese. Paradoxicamente, a hiperinsulinemia persistente, embora sinalize resistência em alguns tecidos, continua a estimular a lipogênese hepática e a síntese de triglicerídeos.
Este ciclo vicioso — dieta rica em carboidratos → hiperinsulinemia → resistência à insulina → aumento da lipogênese hepática → acúmulo de gordura no fígado (esteatose) — é uma rota primária para a disfunção metabólica progressiva. A esteatose hepática, inicialmente reversível, pode evoluir para inflamação (esteato-hepatite), fibrose e, em casos graves, para cirrose e falência hepática. Além disso, a resistência à insulina hepática e sistêmica é um precursor bem estabelecido para o desenvolvimento de diabetes mellitus tipo 2 em humanos e um fator contribuinte para o diabetes em felinos e cães.
A discrepância entre a dieta para a qual cães e gatos foram biologicamente adaptados e a dieta que frequentemente recebem atualmente é um ponto crucial para entender as disfunções metabólicas.
| Característica | Dieta Ancestral (Carnívora) | Dieta Comercial Moderna (Ração Seca) |
|---|---|---|
| **Composição Macro Nutricional** | Alta em proteína animal, moderada em gordura animal, muito baixa em carboidratos (fibras e traços de vegetais do trato digestivo da presa). | Moderada a alta em carboidratos (grãos, amidos), moderada em proteína (vegetal e animal), moderada em gordura. |
| **Carga Glicêmica** | Muito baixa. Mínima elevação pós-prandial da glicose. | Alta. Rapidamente eleva os níveis de glicose no sangue. |
| **Resposta Insulínica** | Baixa e estável. Menor demanda pancreática. | Alta e flutuante. Frequentes picos de insulina, levando a hiperinsulinemia crônica. |
| **Metabolismo Primário** | Gliconeogênese (a partir de aminoácidos e glicerol) e oxidação de ácidos graxos como fontes primárias de energia. | Glicólise (oxidação de carboidratos) como fonte primária de energia; lipogênese *de novo* acentuada. |
| **Função Hepática** | Fígado otimizado para catabolismo de proteínas/gorduras e gliconeogênese controlada. Menor risco de esteatose por excesso de carboidratos. | Sobrecarga metabólica para processamento de carboidratos. Maior risco de lipogênese *de novo* e acúmulo de gordura. |
| **Risco de Doenças Metabólicas** | Baixo risco de esteatose hepática induzida por dieta, resistência à insulina e diabetes mellitus tipo 2. | Aumento do risco de esteatose hepática, resistência à insulina, obesidade e diabetes mellitus. |
| **Hidratação** | Alta (proveniente da presa). | Baixa (geralmente menos de 10% de umidade). |
Cães e gatos modernos alimentados com ração seca de alta carga glicêmica são expostos a um cenário metabólico diametralmente oposto ao de seus ancestrais. Enquanto os cães e gatos de sítios ou fazendas, que frequentemente têm acesso a dietas mais próximas das ancestrais (presas, restos de carne), demonstram um metabolismo mais estável e resiliente, os animais domésticos urbanos sofrem as consequências de uma dieta que desafia sua fisiologia evolutiva.
A complexidade da regulação metabólica hepática é orquestrada por uma rede intrincada de vias de sinalização molecular, que respondem a estímulos dietéticos e hormonais.
A identificação precoce e o monitoramento das alterações metabólicas são cruciais na medicina veterinária. Diversos marcadores séricos podem auxiliar na avaliação da saúde hepática e do status metabólico.
A interpretação combinada desses marcadores, juntamente com o histórico clínico e a avaliação dietética, é fundamental para um diagnóstico preciso e para a implementação de estratégias terapêuticas e preventivas adequadas.
A transição dietética em cães e gatos tem imposto um estresse metabólico significativo, revelando uma desadaptação entre a fisiologia carnívora e a composição nutricional das dietas modernas. A compreensão das vias bioquímicas e moleculares, como a ativação de SREBP-1c e ChREBP e a desregulação de AMPK e mTOR, é crucial para desvendar a patogênese da esteatose hepática e da resistência à insulina. Estes mecanismos explicam como a ingestão excessiva de carboidratos, mesmo em animais aparentemente saudáveis, pode levar a um estado crônico de hiperinsulinemia que, por sua vez, perpetua a lipogênese e o acúmulo de gordura hepática.
O cenário é agravado pela resposta inflamatória e pelo estresse oxidativo que acompanham a esteatose, podendo precipitar a progressão para condições mais graves, como a esteato-hepatite e a fibrose. Em última análise, a falha em reconhecer e intervir nesse ciclo vicioso pode culminar em diabetes mellitus e outras comorbidades metabólicas.
A abordagem integrativa da medicina veterinária deve, portanto, enfatizar a reformulação dietética como pedra angular da prevenção e tratamento. A prioridade deve ser a minimização da carga glicêmica e a maximização de proteínas e gorduras de qualidade, espelhando, o máximo possível, a dieta ancestral para a qual esses animais foram biologicamente concebidos.
O fígado de cães e gatos, enquanto epicentro do metabolismo, é particularmente vulnerável aos efeitos deletérios de dietas ricas em carboidratos. A lipogênese hepática induzida por carboidratos, mediada por vias moleculares complexas e impulsionada pela hiperinsulinemia e resistência à insulina, é um fator chave no desenvolvimento da esteatose hepática. A comparação entre as dietas ancestrais e as comerciais modernas ressalta a importância de alinhar a nutrição com a biologia evolutiva de cães e gatos para mitigar o risco de doenças metabólicas. A integração dos marcadores clínico-laboratoriais discutidos oferece ferramentas valiosas para o diagnóstico e monitoramento. Este trabalho reforça a necessidade de uma abordagem nutricional mais consciente e fisiológica na medicina veterinária, visando à promoção da saúde metabólica e à prevenção de doenças crônicas em nossos animais de companhia.
Olá, Colegas Veterinários! 👋
Sabemos que a obesidade e doenças metabólicas estão em ascensão em nossos pacientes. Um dos órgãos mais afetados, e muitas vezes subestimado, é o fígado. A esteatose hepática (fígado gorduroso) e a resistência à insulina são condições que, se não abordadas, podem levar a diabetes e outras complicações sérias.
Este guia prático visa traduzir o conhecimento científico em ferramentas diretas para o consultório.
Nossos pacientes, cães e gatos, são carnívoros. Seus fígados são mestres em processar proteínas e gorduras. No entanto, muitas dietas comerciais são ricas em carboidratos.
Quando um carnívoro ingere muitos carboidratos:
Dietas com alta carga glicêmica causam picos constantes de insulina (hiperinsulinemia). Com o tempo, as células do corpo começam a ignorar a insulina – é a resistência à insulina.
O que isso significa?
Pense na dieta ancestral vs. a moderna.
| Característica | Dieta Ancestral (Carnívora) | Dieta Comercial Comum (Ração Seca) |
|---|---|---|
| Macronutrientes | Alta proteína, gordura moderada, MUITO BAIXA em carboidratos | Carboidratos moderados/altos, proteína moderada, gordura moderada |
| Carga Glicêmica | Baixa → sem picos de glicose | Alta → picos de glicose e insulina |
| Foco Metabólico | Queima de gordura e gliconeogênese | Armazenamento de gordura (lipogênese de novo) |
| Risco Metabólico | Baixo risco de esteatose, resistência à insulina, diabetes | ALTO risco de esteatose, resistência à insulina, obesidade, diabetes |
| Hidratação da Dieta | Alta (umidade natural de alimentos frescos) | Baixa (muito seca) |
Além do exame físico e histórico, alguns exames laboratoriais são seus aliados:
Ferramentas adicionais: Ultrassonografia abdominal para visualizar o fígado e identificar alterações como aumento de ecogenicidade, sugestiva de infiltração gordurosa.
A intervenção mais poderosa é a mudança dietética.
Dica: Eduque os tutores sobre o metabolismo de carnívoros. Explique por que a ração "light" ou "para animais castrados" (muitas vezes cheias de carboidratos para dar saciedade) pode, na verdade, agravar o problema metabólico.
Não subestime o impacto da dieta na saúde hepática e metabólica de cães e gatos. A esteatose e a resistência à insulina são problemas crescentes, mas em grande parte preveníveis e reversíveis com as intervenções nutricionais corretas. Seja o defensor da fisiologia carnívora de seus pacientes!
Referencias
Sobre a Fisiologia Hepática e Metabolismo de Carnívoros:
Sobre Lipogênese Hepática de novo e Metabolismo de Carboidratos em Cães e Gatos:
Sobre Hiperinsulinemia, Resistência à Insulina e Esteatose Hepática em Pets:
Sobre Vias Moleculares (SREBP-1c, ChREBP, AMPK, mTOR) em Contexto Veterinário:
Sobre Impacto da Dieta Ancestral vs. Comercial:
Sobre Marcadores Clínico-Laboratoriais: